Planos de saúde podem incorporar novo remédio para o câncer de próstata

Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) disponibiliza consulta pública até dia 21 de novembro para analisar inclusão da enzalutamida

Redação
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Apesar de o câncer de próstata ser o segundo mais comum entre homens no Brasil, atrás apenas do câncer de pele não-melanoma, muitos pacientes ainda não têm acesso a tratamentos direcionados para as fases mais tardias da doença, quando pode ocorrer a resistência aos tratamentos hormonais e/ou o aparecimento de metástases, tanto no SUS como nos planos de saúde.

Entretanto, existe no horizonte uma boa notícia para os pacientes de câncer de próstata que possuem planos de saúde no Brasil. Desde o dia 8 de outubro, está aberta uma consulta pública para que a sociedade civil possa opinar sobre a inclusão da enzalutamida e de outras 185 drogas no rol de medicamentos de cobertura obrigatória pelos planos de saúde. Esse processo é realizado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) apenas a cada dois anos.

A enzalutamida é um inibidor do receptor de andrógeno indicado para diferentes fases do tratamento do câncer de próstata avançado. A consulta pública aberta pela ANS contemplará a utilização da droga em casos de câncer de próstata resistente à castração não metastático (CPRCnm).

Na fase inicial da doença o paciente pode ser tratado com cirurgia ou radioterapia, porém nas fases mais avançadas, como é o caso de pacientes com CPRC não metastático, a quimioterapia e os medicamentos orais se tornam parte do tratamento.

O estudo Prosper mostrou que em homens com CPRCnm e rápida duplicação do PSA (mediana de 3,7 meses), a enzalutamida resultou em uma redução clínica e estatisticamente significativa de 71% no risco relativo de desenvolver câncer de próstata resistente à castração metastático (CPRCm).

A atualização do estudo, apresentada no Congresso Anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica de 2020 (ASCO) e publicado no New England Journal of Medicine, mostrou que a sobrevida global mediana de homens com CPRC não metastático que receberam enzalutamida foi de 67,0 meses (HR 0,73, p= 0,001), demonstrando grande benefício clínico para esse perfil de pacientes.

Os homens com CPRC não metastático que possuem um nível de PSA rapidamente ascendente apresentam maior risco de evoluir para o CPRC metastático. O PSA é um dos principais indicadores utilizados para o diagnóstico do avanço da doença”, afirma Roberto Soler, diretor médico da Astellas Farma Brasil.  

Outro fator importante para os pacientes é a questão de que se trata de uma medicação oral. “Por se tratar de uma terapia oral, a enzalutamida é mais fácil de ser administrada do que a quimioterapia que necessita de infusão endovenosa, contribuindo na manutenção da qualidade de vida do paciente, especialmente neste momento em que vivemos uma pandemia global e de recomendação de isolamento social”, afirma Soler.

A consulta pública está aberta no site da ANS, com o N⁰ UAT 245 e sob o nome “ENZALUTAMIDA_PRÓSTATA”, consulta número 81.

Fonte: Astellas Farma Brasil, com Redação

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