Por que é importante se vacinar contra a gripe todos os anos?

Cepas do vírus que circula em todo o mundo variam de ano para ano. Por isso novas vacinas são fabricadas anualmente, explica especialista

Redação
Vacinação gripe_Foto Maurício Bazilio
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a imunização é a forma de prevenção mais efetiva contra a gripe. Estudos demonstram que a imunização contra a gripe pode reduzir entre 32% a 45% o número de hospitalizações por pneumonias e de 39% a 75% a mortalidade por complicações da gripe. Mas porque é preciso se vacinar contra a doença todos os anos?

Especialistas explicam. A gripe é causada, principalmente, por quatro cepas do vírus influenza: 2 cepas A (H1N1 e H3N2)  e 2 linhagens B (Yamagata e Victoria).  E, como esses vírus estão em constante mudança de um ano para outro, novas vacinas precisam ser produzidas anualmente. Por isso é importante se vacinar contra a gripe todos os anos.

Anualmente, a composição das vacinas de gripe é definida pela OMS.  Para 2019, a OMS anunciou que houve modificação na cepa A H3N2 e na linhagem B Victoria. Os vírus presentes nas vacinas contra a gripe foram tratados de forma que não são ativos. isso significa que eles não estão vivos e não conseguem deixar as pessoas doentes.

No nosso país, o vírus da gripe circula o ano todo e não apenas no inverno, por isso é muito importante a conscientização da população sobre a importância da vacinação todos os anos. As pessoas devem checar se fazem parte dos grupos de risco que podem se vacinar nos postos de saúde. Caso contrário, devem procurar as vacinas na rede privada”, afirma  Bárbara Furtado, gerente médica de vacinas da GSK.

Maior incidência na Região Sudeste em 2018

No Brasil, conforme dados do Ministério da Saúde, o número total de casos confirmados de influenza até o final de dezembro de 2018 foi de 6.754, sendo pacientes com uma mediana de idade de 37 anos – faixa etária que normalmente não é contemplada pela vacina oferecida no Programa Nacional de Imunizações (PNI).

A região sudeste registrou o maior número de casos de influenza com 46,6% dos registros e o estado com o maior número de óbitos foi São Paulo, com 42,1% dos casos.  Apenas este ano já foram confirmados 69 casos de influenza e 17 óbitos no Amazonas.

Para Dra Bárbara, há explicação para isso. “Devido ao clima e outros fatores, é normal ocorrer uma antecipação de casos de influenza e doenças respiratórias nas regiões Norte e Nordeste do país se comparado ao Sudeste. Então, é importante que a população se vacine assim que possível. A vacina pode prevenir, evitar o agravamento da doença, internações e até mesmo óbitos”, alerta.

Diferenças entre as vacinas trivalente e tetravalente

Segundo a OMS, a imunização é a forma de prevenção mais efetiva contra a gripe e, para isso, existem dois tipos de vacinascontra a gripe: a trivalente e a tetravalente.

A vacina trivalente protege contra três cepas do vírus influenza. Para 2019, a OMS definiu a composição da vacina trivalente com duas cepas de influenza A (H1N1 e H3N2) e uma linhagem de influenza B (Victoria). 

Ela é oferecida gratuitamente pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI) nos postos de saúde para crianças de 6 meses a menores de 6 anos de idade, gestantes, mulheres até 45 dias após o parto, profissionais de saúde, portadores de doenças crônicas não transmissíveis, indígenas, pessoas acima de 60 anos e professores das escolas públicas e privadas.

Porém, é possível ocorrer um “mismatch” ou incompatibilidade da linhagem B, quando a cepa presente nas vacinas trivalentes, é significativamente diferente da linhagem que está circulando no ambiente. Em 2017, houve no país um “mismatch” de 82% e, em 2018, de 58% aproximadamente.

Já a vacina tetravalente, disponível na rede privada, possui proteção contra quatro diferentes cepas do vírus influenza: 2 cepas A (H1N1 e H3N2) e 2 linhagens B (Yamagata e Victoria), o que significa 1 linhagem B a mais que as vacinas trivalentes.

Todos os anos a OMS recomenda as três cepas de influenza para as vacinas trivalentes e recomenda a linhagem B adicional que deve ser incluída nasvacinas tetravalentes.

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