Projeto no Museu do Amanhã ensina a criar hortas em locais fechados

Rosayne Macedo

Smart Horta

Como incentivar a criação de hortas em uma cidade – e um mundo – cada vez mais urbanizado? Hoje, metade da população mundial vive em áreas urbanas. E até o fim deste século, especialistas acreditam que o percentual deve subir para 80%. Como será o cultivo de alimentos nesse cenário? Foi pensando nisso que o Laboratório de Atividades do Amanhã (LAA) – um espaço de experimentações no Museu do Amanhã, apresentado pelo Santander – desenvolveu o programa Smart Horta.

Durante quatro meses, será desenvolvida uma pesquisa aplicada para criação de um sistema de horticultura automatizado, voltado ao cultivo de PANCs (plantas alimentícias não convencionais), em locais fechados. Oficinas gratuitas, realizadas às sextas-feiras, a partir do dia 25 de agosto, vão incentivar o cultivo de PANCS e ensinarão técnicas para plantio automatizado em lugares não propícios. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas no site www.museudoamanha.org.br.

“As atividades foram pensadas para que o público possa expandir as possibilidades da alimentação e cultivo em um mundo cada vez mais urbanizado”, explica Marcela Sabino, diretora do LAA. “Vamos criar aqui um projeto que possa ser produzido em apartamentos, quintais, varandas, utilizando tecnologias de cultivo sem solo – como sistemas hidropônicos, aquapônicos e aeropônicos –, de uma forma relativamente barata e simples. E que ainda possa ser replicado e modificado por pessoas interessadas”, afirma.

Os encontros serão realizados sempre às sextas-feiras. O primeiro, agendado para 25 de agosto, será uma introdução para utilização de sensores – de umidade, eletrocondutividade da água, PH e temperatura – e aplicação de microcontroladores – baseados em um Arduíno – para criar ambiente adequado ao sistema das horticulturas. A segunda oficina (29 de setembro) será sobre irrigação e ensinará a montar um sistema com bombas de aquário, oxigenadores, dutos e irrigadores.

No dia 27 de outubro, o tema será aprofundado e avançará para automação elétrica da irrigação, com montagem de caixas com “timers” industriais e convencionais para controle dos ciclos de iluminação, irrigação, correções de PH e fertilizações no sistema das horticulturas. Para finalizar, no dia 24 de novembro, haverá apresentação do sistema de iluminação LED (diodo emissor de luz) necessário para horticultura.

Fonte: Museu do Amanhã