Projeto permite primeiro contato com o mar a centenas de pessoas

Praia para Todos no verão de 2019 bateu recorde. Conheça esta e outras iniciativas importantes em nosso roteiro de Boas Ações da semana

Redação

Se depender do sucesso do verão 2019, a temporada 2020 do Praia para Todos promete. Voltado a oferecer momentos de lazer acessível às pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida o projeto finalizou a 11ª temporada no último domingo (28). Ao longo de 11 edições, a iniciativa atingiu um público de 32.158 pessoas, de forma direta e indireta. Nesta edição, bateu recorde de 1.557 atendimentos diretos, 55% a mais do que na edição anterior, entre as praias da Barra da Tijuca e Copacabana.

A iniciativa proporcionou o primeiro contato com o mar a centenas de pessoas. Organizado pelo Instituto Novo Ser, o projeto também atinge o público com mobilidade reduzida, com 60 anos ou mais: eles já representam 22% dos frequentadores. Entre as atividades mais procuradas estão o banho de mar e o vôlei sentado.

Para Ricardo Gonzalez, um dos dirigentes da ONG, o Praia Para Todos, com suas atividades de lazer e desportos adaptado, gerou espontaneamente um impacto social na cidade, reduzindo preconceitos, rompendo paradigmas e fomentando a inclusão e a qualidade de vida.

Após 11 anos de projeto acreditamos ter contribuído para um avanço social importante, num cenário antes não frequentado por pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, com soluções simples e replicáveis”, comenta.

Os idealizadores, no entanto, acreditam que se houvesse mais apoio da iniciativa da privada e da esfera pública, o projeto poderia estar presente em mais pontos da cidade. “A expectativa dos organizadores é oferecer cada vez mais opções de esportes adaptados e conquistar novos parceiros para que a iniciativa de promover a acessibilidade à população perpetue por muitos anos”, explica. ViDA & Ação fica na torcida!

Aulas de inglês gratuitas para moradores de rua

Aos 44 anos ele se reiventou.  Abandonou uma carreira de advogado consolidada para trás e partiu em busca de uma lenda pessoal: montar a primeira escola da América Latina bilingue especializada também em alunos com Transtornos de Déficit de Atenção,  após a filha ser diagnosticada com o TDAH.  Hoje, ao lado da caçula, a cantora Vitória Frozi – que inspirou a fundação do colégio bilingue Recreio Christian School – ele treina gratuitamente os professores da rede pública do Rio de Janeiro.

Mas não parou por aí.  Gabriel Frozi criou um projeto solidário para levar aulas semanais de inglês gratuitas para jovens, adultos e moradores de rua na Zona Oeste do Rio de janeiro. “A partir desta iniciativa, desejamos motivar essas pessoas a estudar e mostrar como o conhecimento é importante, capaz de mudar vidas. Acreditamos que proporcionar conhecimento abre inúmeras portas – sejam elas profissionais ou pessoais, afinal”, conta.

As inscrições estão abertas e uma nova turma foi aberta na quinta-feira (2). A ideia do projeto é ajudar os que estão fora do mercado de trabalho a conseguir um emprego, e o inglês é uma das maiores dificuldades enfrentadas pela população mais carente.

O curso é montado baseado na grade curricular do ensino médio e tem inglês básico. Inicialmente, as aulas serão ministradas no campus Santa Cruz, mas a ideia é expandir para demais regiões. A expectativa é de que, no período de um ano, cerca de 100 alunos sejam beneficiados semanalmente. Os  alunos trabalharão como voluntários na preparação das aulas que será ministrada pelo nativo Stephen Kuzel , professor  da RCS, original de New Jersey e formado em Ciências Políticas na universidade do Colorado.

Para participar – Os interessados devem ligar para a Recreio Christian School e agendar uma entrevista presencial, onde será avaliado o interesse do candidato, e se ele possui condições de permanecer no curso até o final. Os agendamentos são feitos somente por telefone. É preciso que o candidato tenha concluído a 4ª série do ensino fundamental. Não é exigido que o interessado more na zona oeste, mas se residir em outros bairros, precisa ter condições financeiras para o transporte.

O projeto prevê o ensino da língua inglesa com a finalidade direta de comunicação básica. Ao término do curso,  os alunos estarão em condições de aprender como se inicia uma conversa simples em inglês, preencher documentos importantes, o alfabeto, números de 0 a 100, o verbo Be e verbos importantes, adjetivos para definir pessoas, alimentação e lugares turísticos do Rio de Janeiro

Cada turma possui 10 vagas, totalizando 100 vagas. No momento, muitas dessas ainda não foram preenchidas. As aulas acontecem toda quinta-feira, às 13h, após almoço no RCS – Recreio Christian Scholl (Rua Lopes de Moura, 29 – Santa Cruz, Rio de Janeiro).

Apoio a projeto que ensina judô a crianças de comunidades

A cada pescado da marca Frescatto vendido no Supermercado Zona Sul, R$ 1 foi arrecadado para o  Instituto Reação, projeto criado pelo medalhista olímpico Flávio Canto que beneficia mais de 1,3 mil crianças, adolescentes e jovens em seis polos no Rio de Janeiro. A campanha encerrou com um total de mais de R$ 18 mil doados e foi comemorada esta semana.

Criado com apoio do técnico Geraldo Bernardes e amigos de Flávio Canto em 2003, a organização não governamental promove o desenvolvimento humano e a inclusão social por meio do esporte e da educação, fomentando o judô desde a iniciação esportiva até o alto rendimento.

A proposta é utilizar o esporte como instrumento educacional e de transformação social, formando faixas pretas dentro e fora do tatame. As unidades funcionam nas comunidades da Rocinha, Cidade de Deus – Jacarepaguá, Cidade de Deus – Polo de Iniciação, Tubiacanga, Pequena Cruzada e Deodoro.

Comunidade do Rio ganha plantio agroecológico

O Rio de Janeiro passa a fazer parte das cidades que recebem ações do ‘Verdejando’, iniciativa promovida pela Globo desde 2013 e que já plantou mais de 6,5 mil mudas e distribuiu mais de 74 mil plantas. Nos dias 4 e 5 de maio, um mutirão composto por moradores da Providência e voluntários vai transformar o espaço conhecido como Java, uma das vias de acesso à comunidade.

Das 9h às 16h30, o grupo vai realizar o plantio agroecológico de alimentos por sistema agroflorestal em uma área de aproximadamente 60m², construir uma área de convívio e lazer para a população e fazer a fitorremediação do corpo hídrico local. A revitalização do acesso ao morro ficará por conta do Impacto das Cores, projeto local que vai pintar a escadaria e a mureta do espaço de plantio.

Inicialmente realizado apenas em São Paulo, o ‘Verdejando’ chegou, em 2018, também a Brasília, Recife e Belo Horizonte, com o objetivo de conscientizar a população sobre a importância do verde nos centros urbanos.

No Rio, a iniciativa estreou com uma edição voltada à alimentação. Para isso, a ação foi dividida em três etapas: apresentação da proposta de criação da agrofloresta à população local; oficinas e debate sobre o tema; e, agora, o mutirão para o plantio agroecológico.

Para a segunda etapa, no dia 27, o ‘Verdejando’ realizou o debate ‘Da terra para a mesa’, no Museu do Amanhã, com a abertura da mostra ‘Pratodomundo – Comida para 10 bilhões’. Houve debates e oficinas para ‘reaproveitamento de alimentos’ e ‘bomba de sementes’, com equipes da Providência.

PELO PAÍS

Corrida Global 6K pela Água chega ao Brasil

Por que corridas populares são de 5 ou 10 Km? Ou 20? Ou meia maratona? No sábado, 4, em São Paulo e Brasília a corrida será de 6 km, mas a distância tão incomum tem um significado: 6 quilômetros é distância média que as pessoas nos países em desenvolvimento caminham para ter acesso à água limpa e potável.

O objetivo da corrida 6K for Water, ou 6k pela Água, é para arrecadar fundos para projetos para levar esse bem precioso às populações mais carentes de diversos países. O projeto é mundial. Neste mesmo fim de semana de maio, corredores de todo o planeta vão percorrer seis quilômetros em mais de 20 países. No ano passado, 48 mil pessoas em 23 países correram ou caminharam 6K para levar água limpa para mais de 63 mil pessoas necessitadas.

Em 2019, pela primeira vez, a ONG Visão Mundial vai realizar a corrida no Brasil. No sábado, 4 de maio, o evento acontecerá nas cidades de São Paulo e Brasília com uma causa muito especial: beneficiar o Projeto Mandacaru, que atua desde 2007 em 98 comunidades rurais do município de Inhapi, no Alto Sertão de Alagoas.

Quase 1.000 crianças menores de 5 anos morrem todos os dias por diarreia causada por água contaminada, falta de saneamento e higiene inadequada. Em janeiro deste ano, o Governo de Alagoas renovou o decreto de emergência por causa da seca em 39 municípios do estado. Já são quase 7 anos de seca em Inhapi.

A corrida também acontece simultaneamente na Austrália, Áustria, Brasil, Estados Unidos, Canadá, Inglaterra, Espanha, República Checa, França, Alemanha, Índia, Itália, Japão, México, Polônia, Romênia, Turquia, Taiwan, Coreia do Sul, Japão, Rússia, Tailândia e Suíça. O percurso terá um total de 6K, podendo ser corrido ou caminhado pelos participantes. Com a opção de realizar parte do percurso caso seja da vontade do corredor.

A taxa de inscrição de cada participante é de R$ 90, com esse valor a ONG Visão Mundial Brasil viabiliza a estrutura e material para o evento em questão e destinará o restante ao projeto de acesso à água para a Comunidade de Mandacaru, por meio de ações como construção de uma cisterna comunitária ou viabilização de um Sistema de Dessalinização da água do Poço, a depender do montante total que for arrecadado.

A esperança é ter cerca de 200 corredores em cada cidade. Eles vão receber um kit com uma camiseta, a medalha ao final e número de corredor, com uma foto de uma das crianças que ele estará ajudando apoiando essa causa. O corredor poderá correr ou andar com a foto da criança como um lembrete de que cada passo que dá é um que eles não terão que fazer.

Campanha do agasalho em rodovias brasileiras

O Instituto CCR iniciou no dia 29 a Campanha do Agasalho 2019. Por intermédio das concessionárias e empresas do grupo, foram colocados vários pontos de coleta, voltados a colaboradores e ao público externo. O objetivo de receber roupas e cobertores que estejam em bom estado. Todo esse material será entregue a instituições assistenciais nas áreas de atuação das unidades de negócio do Grupo CCR.

A iniciativa também integra o trabalho do Instituto CCR de mobilizar seus colaboradores para a prática da solidariedade e da ação voluntária. A Campanha do Agasalho integra ainda o “Nosso Mundo Melhor”, programa que reúne todas as ações de voluntariado do Instituto CCR. A iniciativa mobilizará as concessionárias do grupo.

No Rio, há postos de coleta naCCR NovaDutra (Graal Jardim Itatiaia – km 316,5 da Via Dutra, sentido SP, Itatiaia, e Graal Embaixador Resende – km 299 da Via Dutra, sentido SP, Resende) e CCR Barcas (estações Charitas e Praça Arariboia) e CCR  ViaLagos (RJ-124), no sentido Região dos Lagos: Shopping Graal  – km 23 e Base de Atendimento ao Usuário CCR ViaLagos – km 40 e sentido Rio de Janeiro: Base de Atendimento ao Usuário CCR ViaLagos – km 56 e Shopping Graal – km 23.

Debate sobre tráfico de pessoas escravizadas

O Dia da Abolição da Escravatura no Brasil (13 de maio) está chegando e o tema está mais do que nunca na pauta de debates. O Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio) realiza no dia 7 de maio, no Rio de Janeiro (RJ), um cine-debate sobre a história do tráfico de pessoas escravizadas e as consequências da escravidão para a formação da sociedade brasileira.

Na ocasião, será exibido o filme “1620-1789: Do açúcar à Revolta”, um dos episódios da série documental “Rotas da Escravidão”. Com direção de Daniel Cattier, Juan Gélas e Fanny Glissant, a obra retrata o período em que reinos franceses, ingleses, holandeses e espanhóis abriram novas rotas para o tráfico de pessoas escravizadas entre a África e o Novo Mundo, através do Oceano Atlântico. Estima-se que 7 milhões de africanos tenham sido transportados por esses trajetos.

O objetivo do cine-debate é preservar a memória dos efeitos históricos do tráfico de pessoas escravizadas e discutir as conexões entre a escravidão e as desigualdades de origem racial, étnica e social que ainda existem na sociedade brasileira.

A redução dessas desigualdades é um dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 das Nações Unidas. Esse conjunto universal de metas foi acordado entre os países-membros da ONU em 2015 e prevê ações para acabar com a pobreza, promover a prosperidade e o bem-estar para todos, proteger o meio ambiente e enfrentar as mudanças climáticas.

A iniciativa do UNIC Rio também lembra o  Dia Internacional em Memória das Vítimas da Escravidão e do Comércio Transatlântico de Pessoas Escravizadas (25 de março). O cine-debate acontece às 14h na Sala de Leitura do Palácio Itamaraty (Av. Marechal Floriano, 196 – Centro, Rio de Janeiro). O evento é gratuito e sujeito à lotação do espaço. Para mais informações, entre em contato em unic.brazil@unic.org

Da Redação, com Assessorias

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