Qual o tipo de chocolate que faz mal à saúde?

Amargo ou 70% cacau é o mais indicado. Já o chocolate ao leite e o chocolate branco, mais procurados, aumentam os riscos de doenças cardiovasculares e diabetes

Redação

Para um chocólatra assumido, é difícil resistir à tentação. E não é só na Páscoa. O ano inteiro, as prateleiras de supermercados e lojas especializadas oferecem opções de chocolate de todos os tipos. Como não experimentar algumas dessas delícias?  Mas, pelo menos, com tantas opções é possível escolher qual tipo de chocolate contém menos gordura.

Neste Dia Internacional do Chocolate (7 de julho), mostramos que é possível passar aproveitar a variedade de chocolates ofertados pela indústria sem ter dor de cabeça depois. A nutricionista do Hapvida Saúde, Virgínia Medeiros, diz que geralmente os chocolates amargos contêm um índice de leite e gorduras menor, sendo mais saudáveis. Os dados podem ser verificados nas embalagens dos produtos.

chocolate 70% cacau é bem mais interessante, porque ele contém uma quantidade maior de cacau, alimento que possui muitos nutrientes, além de ser rico em antioxidantes”, comenta a nutricionista.

Já o chocolate ao leite, ou o chocolate branco, normalmente são os mais procurados pelos consumidores, porém, contêm uma adição de açúcar e gorduras bem maior – o que aumenta os riscos de surgimento de doenças cardiovasculares e diabetes, por exemplo. “O consumo desses produtos não pode ser uma rotina. Eles devem ser consumidos de forma moderada, uma vez ou outra”, lembra Virgínia.

Para usufruir o melhor do chocolate é optar pelo produto com 70% ou maior teor de cacau. Nesta quantidade, as substâncias importantes ao organismo, flavonoides e polifenois, apresentam seus níveis mais elevados”, acrescenta a nutricionista do Hospital Edmundo Vasconcelos, Silvia Messalem.

Segredo é a moderação

De acordo com Silvia , em pequenas quantidades, o chocolate traz benefícios à saúde, portanto, pode ser consumido. O único segredo para não sair da dieta é a moderação. As vantagens à saúde citadas pela especialista estão relacionadas à composição do chocolate. Entre as substâncias positivas estão os flavonoides e polifenois, que atuam contra doenças cardiovasculares e protegem o sistema imunológico.  A nutricionista lembra que esses benefícios só ocorrem quando há o consumo correto.

O consumo moderado de cerca de três pedaços pequenos (quadradinhos) de 10 a 15 gramas de chocolate amargo, por dia, pode trazer esses benefícios. Há estudos que ainda investigam seu possível auxílio na prevenção do Alzheimer”, esclarece Silvia.

A especialista alerta, no entanto, sobre o consumo exagerado. “Esse descontrole pode causar diarreia e sensação de azia. Já em longo prazo, pode gerar irritação no estômago, lesionando as células e ocasionando a gastrite. Além do aumento de peso, podendo ser um gatilho para a insônia, enxaqueca e agitação”, complementa.

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TIPOS DE CHOCOLATES

Chocolate ao leite: Conta com pelo menos 25% de pó de cacau em sua composição, também possui leite, o que faz com que o alimento tenha colesterol e gordura saturada. Além disso, o doce possui muito açúcar e pode ter gorduras hidrogenadas.

Chocolate meio amargo: Conta com pelo menos 40% de pó de cacau em sua composição. Possui menos leite e açúcar. A quantidade de pó de cacau ainda não é suficiente para proporcionar benefícios consideráveis à saúde.

Chocolate amargo: Conta com pelo menos 70% de pó de cacau em sua composição. Este alimento não possui leite, e tem menos açúcar e gorduras. Quando consumido em quantidades moderadas, até 30 gramas por dia, pode proporcionar diversos benefícios para a saúde.

MERCADO

Um levantamento da Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados (ABICAB) mostra que em 2018 foram produzidas mais de 11 mil toneladas de ovos e produtos de Páscoa no Brasil, número 26% maior que o registrado no ano anterior. No ano passado, 671 mil toneladas de chocolate foram produzidas pelo setor. Esses números incluem os achocolatados em pó.

Da Redação, com Assessorias

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