Quando o coração descompassa… é bom correr logo

arritmia

O coração descompassa, a pressão baixa, você sente cansaço, dor no peito, palpitações, tontura e até desmaio ou confusão mental. Tudo isso podem ser sinais de  arritmia cardíaca. Algumas vezes o problema pode não causar sintomas prévios, e a primeira apresentação ser a morte súbita. Quando o coração demonstra que está “fora do compasso” é sinal de que um cardiologista, ou mesmo um arritmólogo (cardiologista especialista em arritmia), deve ser procurado.

Considerada uma doença silenciosa e, por isso, perigosa, as arritmias cardíacas podem gerar complicações graves e incapacitantes como o AVC, ou mesmo levar a morte súbita. No Brasil, dados apontam que por ano ocorrem mais de 300 mil casos de morte súbita por doenças cardiovasculares, destes, 250 mil provocados por arritmias cardíacas.

Neste dia 12 de novembro, dedicado ao Dia Nacional de Prevenção das Arritmias Cardíacas e Morte Súbita, especialistas alertam que a prevenção é forte aliada para evitar complicações, sendo orientada a adoção de hábitos de vida saudáveis, como prática de esporte e dieta equilibrada, que iniciados ainda na infância diminui os riscos de problemas cardiovasculares precoces.

Hipertensão, obesidade, tabagismo, sedentarismo e cardiopatias são os principais fatores de risco do desenvolvimento das arritmias cardíacas. A fibrilação atrial é um tipo de arritmia mais associada ao envelhecimento, acima dos 65 anos – aumentando 20% naqueles com mais de 80 anos. A tendência é que com maior expectativa de vida da população, os casos de arritmia cardíaca aumentem de 5 a 10% no país, nos próximos anos.

“As arritmias cardíacas são alterações elétricas que causam irregularidades no batimento cardíaco, sendo a mais frequente a fibrilação atrial, que pode ser sentida como um tremor no peito. Embora não seja fatal, pode eventualmente levar o indivíduo a ter um AVC (acidente vascular cerebral), além de outras complicações cardíacas. O alerta é que esta arritmia acomete cerca de 30% da população mundial, e pode ser diagnosticada precocemente e tratada, evitando complicações graves e incapacitantes como o AVC”, relata Olga Ferreira de Souza, coordenadora do serviço de arritmia e eletrofisiologia da Rede D’Or São Luiz.

Pessoas idosas estão mais propensas a ter fibrilação atrial do que os jovens, no entanto, este cenário pode ser alterado devido a maus hábitos, como o consumo excessivo de álcool, o uso de drogas e estimulantes. A prática excessiva de exercício físico – sem prévia avaliação médica e acompanhamento profissional – também pode causar a arritmia cardíaca.

“É sempre indicado que as pessoas com mais de 35 anos, com histórico familiar de cardiopatia ou morte súbita, sejam submetidas a consultas regulares com cardiologista, principalmente, porque não são todas as pessoas que possuem fibrilação atrial que apresentam sintomas. Contudo, a prevenção é forte aliada para evitar complicações, sendo orientada a adoção de hábitos de vida saudáveis, como prática de esporte e dieta equilibrada, que iniciados ainda na infância diminui os riscos de problemas cardiovasculares precoces”, explica o especialista.

Autoexame do pulso

Para a medição dos batimentos cardíacos, a Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas orienta que seja feito o autoexame dos pulsos. A prática consiste em posicionar os dedos indicador e médio sobre a região do antebraço, onde existem impulsões que refletem os batimentos cardíacos. Conta-se o número de impulsões por 15 segundos e multiplica-se o valor por quatro: o resultado é a frequência cardíaca, ou seja, o número de batimentos por minuto (BPM).

A normalidade dos batimentos cardíacos é considerada na variação de 60 a 100 batimentos por minuto, considerando as atividades cotidianas. No momento da prática de exercícios físicos, esta variação pode exceder os 100 BPM, e o mesmo ocorre nos períodos de repouso, que pode ficar abaixo de 60 BPM. O importante é observar se o pulso está regular – que é o normal, ou se apresenta falhas e a frequência muito rapidamente – que representa uma arritmia.

Fonte: Rede D´Or São Luiz, com a colaboração de Patrícia Gualberto

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