Rio ganha 299 leitos para tratar pacientes de Covid-19

Hospital em Volta Redonda ganha 180 leitos para tratar a doença e outros 44 já estão disponíveis no Instituto do Cérebro. Veja outras iniciativas

O secretário de Estado de Saúde, Edmar Santos, na inauguração de novos leitos na rede estadual (Foto: Maurício Bazílio/SES)

A Secretaria de Estado de Saúde (SES) inaugurou, nesta terça-feira (24), 180 novos leitos no Hospital Regional do Médio Paraíba Zilda Arns, em Volta Redonda, para atender pacientes infectados pelo novo coronavírus (Covid-19). Outros 44 já foram disponibilizados no Instituto Estadual do Cérebro (IEC), no Centro do Rio, e mais 75 estarão prontos na próxima semana no Hospital Estadual Anchieta, no Caju, Zona Portuária da capital.  Com isso, até o dia 30 deste mês, o Governo do Estado chega a 299 leitos abertos em dez dias para tratar os pacientes do novo Covid-19, por meio de regulação de vagas.

Estamos conseguindo abrir esses leitos mais rapidamente do que imaginávamos. Isso foi possível porque antecipamos as ações de enfrentamento a Covid-19, como, por exemplo, a suspensão das cirurgias eletivas e abertura de unidades que estavam abandonadas”, afirmou o governador do Rio, Wilson Witzel.

Além dos 180 leitos, o Hospital Regional do Médio Paraíba Zilda Arns abrirá mais 29 em uma semana, chegando a 209 no total.  Outros leitos ainda serão construídos por meio de estruturas modulares semelhantes às usadas na China, além de hospitais de campanha.

A busca por leitos e respiradores é incessante. Não estamos medindo esforços para evitar um colapso no sistema público de saúde. Contamos também com o apoio da população para que não saia de casa e que não busque unidades de saúde em casos leves”, disse o secretário de Estado de Saúde, Edmar Santos.

Edmar Santos também voltou a falar da importância do apoio do Ministério da Saúde neste momento. “A rede federal tem uma estrutura muito forte aqui no Rio. Há cerca de 950 leitos nesses hospitais que poderiam ser reativados. Essa ajuda seria fundamental”, concluiu o secretário.

Ele ainda fez questão de mandar uma mensagem para a população fluminense. “Estamos esperançosos porque a sociedade começou a entender que deve ficar em casa. Nas próximas duas semanas os números de casos confirmados e de óbitos vão crescer, mas, depois disso, se o isolamento domiciliar continuar sendo respeitado, será possível ver o resultado, com menos casos”, concluiu.

Volta às aulas será adiada para o dia 30 de março

A volta às aulas na rede pública estadual, prevista para 30 de março, será adiada. A medida atende ao protocolo estabelecido pelo Gabinete de Crise de prevenção ao coronavírus e pela Secretaria de Estado de Saúde. Durante este período sem atividades presenciais nas escolas, a Secretaria de Estado de Educação (Seeduc) disponibilizará, a partir da próxima segunda-feira, dia 30, aulas no formato online, por meio de um convênio firmado com o Google, na plataforma Google Classroom. A paralisação das aulas nos colégios públicos e privados pode chegar a três meses.

Os professores da rede pública estadual, nos seus horários de trabalho, ministrarão as atividades na plataforma online respeitando o quadro de horários das suas aulas presenciais. As Gratificações por Lotação Temporária (GLPs) dos docentes serão mantidas.

Os alunos que não tiverem acesso à internet receberão o material impresso em suas casas e, após o retorno das atividades presenciais, caso tenham necessidade, terão aulas de reforço. O método de avaliação e provas bimestrais dependerá do período de interrupção das atividades presenciais.

– A ideia é manter os 200 dias letivos, mesmo que a Lei de Diretrizes e Base da Educação (LBD) permita que diante da pandemia do coronavírus os estados terminem o ano letivo de 2020 com menos dias. O objetivo da Seeduc é não prejudicar nem desestimular os alunos durante o período de quarentena. As horas de aulas à distância serão contadas como horas-aula normais – disse o secretário de Estado de Educação, Pedro Fernandes.

As escolas particulares que não tiverem a própria plataforma, a Secretaria de Educação buscará a viabilização deste serviço junto a Google. A Seeduc também fornecerá o conteúdo didático para os colégios privados, caso necessário.

As escolas da rede pública estadual com cursos técnicos articulados ao Ensino Médio; no modelo de educação integral; que ofertam Curso Normal (Formação de Professores) e vocacionadas ao Ensino Cívico-Militar terão inicialmente as disciplinas básicas da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) no formato online e, posteriormente, a parte teórica das matérias específicas será disponibilizada na plataforma. Após o retorno das aulas presenciais serão aplicadas as disciplinas práticas. O estágio dos alunos do Curso Normal retornará após a normalização das aulas presenciais.

Em relação à merenda, o secretário de Estado de Educação também ressalta que os estudantes cujas famílias são beneficiárias do Bolsa Família receberão uma assistência quanto à alimentação.

– As direções dos colégios relacionarão esses estudantes para que a Seeduc viabilize recurso junto ao Governo do Estado para a alimentação dos jovens, uma vez que muitos têm como refeição principal a merenda servida nos colégios – declarou Pedro Fernandes.

Assista o vídeo da vista do secretário Edmar Santos ao Hospital Regional do Médio Paraíba Zilda Arns: https://bit.ly/299leitosrj
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