Rio leva vacina contra sarampo até em caminhão

Com 137 casos da doença somente no primeiro mês de 2020, Estado adota medidas para conter expansão do surto e evitar que se transforme em epidemia

Em 2019, o Estado do Rio de Janeiro registrou 333 casos de sarampo. Em 2020, de acordo com a Subsecretaria de Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado de Saúde (SES), já foram notificados 137 casos de sarampo. Para evitar que o surto se transforme em uma epidemia, o Estado tem promovido uma série de ações  com objetivo de mobilizar a população e aumentar a cobertura vacinal.  A expectativa da secretaria é imunizar 3 milhões de pessoas no Rio, incluindo crianças e adultos, com idade entre seis meses a 59 anos.

Sábado (1/2) foi dia de vacinação contra o sarampo. Além da campanha nas unidades de saúde dos 92 municípios, a SES teve cinco pontos de imunização nos caminhões volantes que aplicaram as doses em Nova Iguaçu, São João de Meriti, Quinta da Boa Vista, Niterói e Leme. Cerca de 2 mil pessoas foram imunizadas contra o sarampo nas unidades volantes do estado. A vacina continua disponível gratuitamente nos postos de saúde municipais.

“A vacinação é absolutamente importante. E nós entendemos que, em muitos casos, existe uma dificuldade de a população ir até um posto de saúde para se imunizar. E, por isso, o governo do estado lançou o projeto dos caminhões itinerantes. Essas cinco unidades móveis irão até o cidadão para garantir a vacinação de 3 milhões de pessoas. Nós estamos nos antecipando a uma possível epidemia e garantindo a segurança do povo fluminense”, afirmou o secretário de Estado de Saúde, Edmar Santos.

Caminhão itinerante oferece vacina

No dia 4 de fevereiro, das 8h às 14h, as unidades itinerantes de vacinação da Secretaria de Estado de Saúde estarão em cinco locais diferentes para aplicar a vacina: Santa Cruz (Pracinha da Rua Felipe Cardoso), Pavuna (Praça Copérnico), Nova Iguaçu (Praça de Vila de Cava), São Gonçalo (Praça Doutor Luiz Palmier) e Saquarema (Praça de Jacone).

Moradores de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, foram os primeiros a receber as equipes técnicas da SES. Tendas foram montadas na Praça do Pacificador (Centro) e na Praça da Apoteose (Vila São Luís) e o caminhão passou por Xerém e Jardim Gramacho.

Duque de Caxias foi a cidade do Estado do Rio mais afetada pelo sarampo no ano passado. Dos 333 casos registrados, 133 ocorreram no município da Baixada Fluminense. Neste primeiro momento, o distrito de Xerém foi escolhido pela equipe de vigilância do município por não ter ainda realizado uma campanha de intensificação no local. Espera-se que, com essa ação, aumente a cobertura vacinal no distrito e em outras regiões.

Dia D leva população aos postos

No Leme, um dos pontos de vacinação do Governo do Estado, cerca de 12 profissionais, entre técnicos e administrativos, atenderam a população, das 8h às 14h. Para o médico da SES, Alexandre Chieppe, o evento atingiu a meta traçada pelo governo.

“A procura foi boa e conseguimos mobilizar a população em um horário adequado de vacinação. Além dos postos de saúde, os caminhões itinerantes da secretaria e as doses aplicadas no quarteis dos Bombeiros colaboraram ainda mais com o Dia D”, declarou  Chieppe.

Antonio Carlos da Silva, de 37 anos, morador da Pavuna, aproveitou a campanha para se imunizar contra o sarampo. “Todo dia o noticiário fala da importância da vacina. Fiquei sabendo que haveria um posto no local e compareci. Quero segurança e ficar imune contra a doença”, disse o gari da Comlurb.

Sobre a doença

O sarampo é transmitido por meio da fala, da tosse e do espirro. Os principais sintomas são mal-estar geral, febre, manchas vermelhas que aparecem no rosto e vão descendo por todo o corpo, tosse, coriza e conjuntivite. A vacina é fornecida pelo Ministério da Saúde,  está prevista no Calendário Nacional de Imunização e é oferecida durante todo o ano na rede pública de saúde para as faixas etárias recomendadas.

No caso de pessoas que apresentam doenças agudas febris moderadas ou graves recomenda-se adiar a vacinação até modificação do quadro com o intuito de não se atribuir à vacina as manifestações da doença. Também não é indicado o imunizante a quem recebeu imunoglobulina, sangue e derivados, transplantados de medula óssea, quem apresenta alergia ao ovo e gestantes.

Fonte: SES/RJ

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