Covid-19 no Rio: 165.495 casos, 13.477 óbitos e praias liberadas

Shoppings voltam a funcionar normalmente, bares podem fechar à 1h da madrugada e escolas particulares terão reabertura facultativa na capital

Redação
Desde 17 de julho, estão liberadas as práticas de esportes coletivos como vôlei, futevôlei, beach tennis e futebol nas praias do Rio de Janeiro (Foto: Tânia Rego / Agência Brasil)

A pandemia do novo coronavírus dá sinais de desaceleração no Estado do Rio de Janeiro, mas ainda não é hora de relaxar. Nesta sexta-feira (31/7), foram registrados 129 novos óbitos e mais 1.853 casos da Covid-19. No auge da pandemia, chegaram a ser registrados mais de 6 mil casos em 24 horas e mais de 300 óbitos. Contrariando pesquisadores da Fiocruz, que preveem um segunda onda da pandemia no Estado do Rio, o prefeito Marcello Crivella anunciou que o banho de mar está liberado a partir deste sábado (1/8) nas praias da capital, mas ainda com a permanência de banhistas na areia proibida e trabalho de ambulantes entre 7 e 18h.

As novidades fazem parte da quinta fase da flexibilização das medidas decretadas para conter a disseminação do coronavírus, que entram em vigor a partir deste sábado (1/8). O horário de bares também será ampliado até 1h da madrugada e shopping centers poderão funcionar normalmente (das 10 às 22 horas). A volta às aulas no Ensino Fundamental de escolas particulares, que foi motivo de muita discussão na semana anterior, também está confirmada, de forma facultativa. Desde o último dia 17, esportes coletivos como vôlei, futevôlei, beach tênis e futebol de praia estavam liberados nas areias da orla.

De acordo com o Ministério da Saúde, o estado possui 165.495 casos do novo coronavírus e registrou mais mortes que ambos os estados do Ceará e Bahia, atingindo a marca de 13.477 óbitos em decorrência da Covid-19. Ao todo, foram 165.495 casos. O Ceará possui 173.882 casos e 7.668 mortes enquanto a Bahia teve com 166.154 infecções e 3.463 óbitos, superando pela primeira vez o Rio de Janeiro no número de casos confirmados.

As principais regras:

  • Ambulantes podem operar das 7h às 18h nas praias e logradouros, sem aluguel de cadeiras e barracas e sem bebida alcoólica;
  • Banho de mar liberado, mas permanência na areia e uso de caixas térmicas proibidos;
  • Prática da altinha continua proibida;
  • Horário de bares, restaurantes e lanchonetes ampliado das 23h para 1h;
  • Escolas privadas podem reabrir, de forma “voluntária”;
  • Escolas municipais ainda em “avaliação”, mas liberado o retorno dos refeitórios
  • Shoppings retornam ao funcionamento no horário normal: das 10h às 22h;
  • Lojas de rua podem abrir às 9h aos sábados e domingos, com horário de fechamento liberado. De segunda a sexta, mantida a abertura às 11h, com fechamento livre;
  • Feiras de artes e de artesanato reabertas;
  • Piscinas de condomínios liberadas, mas não para hidroginástica (devido à participação de grávidas e idosos, explica a prefeitura);
  • Permitido o retorno das atividades de massagem, maquiagem e sauna.

Réveillon do Rio será “espalhado” por vários eventos

O setor hoteteleiro do Rio apresentou uma proposta para o Réveillon deste ano, cuja programação será alterada por causa da pandemia de Covid-19. Segundo Crivella, o novo formato propõe que, em vez de concentrar milhares de pessoas em Copacabana, a programação se espalhe por vários pontos da cidade. A última festa de virada do ano reuniu perto de 3 milhões de pessoas no bairro. A sugestão já está sendo estudada pela prefeitura, que busca ideias capazes de garantir uma celebração segura.

Eles me apresentaram uma ideia interessante: espalhar o povo, em vez de concentrar [o evento] em Copacabana, no sentido de que todos possam assistir a diversos espetáculos e sem problema de estar aglomerados e [de aparecer] de repente alguém sem máscara e contaminar muita gente. É uma coisa que está sendo estudada”, afirmou o prefeito.

O presidente do Hotéis Rio, Alfredo Lopes, disse que a ideia é estabelecer um desenho para o réveillon deste ano que não caracterize, nem incentive aglomerações na praia de Copacabana. “Foi pensado não ter palco, não ter show. A queima de fogos, ou show de luzes, [deve] ser colocada em vários pontos da cidade de forma a não ter concentração em Copacabana”, afirmou Lopes. 

Crivella explicou que a reunião de hoje foi para incorporar uma série de medidas no caderno de encargos que costuma ser preparado em grandes eventos como o carnaval e o Réveillon. A proposta passará ainda por alguns níveis de consulta. “Vamos apresentar ao Conselho Científico, depois novamente à sociedade, e discutir com vereadores. Pessoal dos hotéis e o pessoal do comércio, esses já participaram, e aí vamos apresentar à população.”

Para o prefeito, esta pode ser uma boa solução para evitar aglomeração de pessoas no Réveillon em Copacabana. “De certa forma, precisamos superar nossa tristeza, nossa tragédia, enxugar  e erguer os olhos para os céus, e prosseguir. Nós temos filhos, temos netos, temos jovens ­- a vida continua, embora tenhamos que levar para sempre essa tragédia, essa dor que está sendo a pandemia no mundo inteiro.”

Até a questão ser resolvida, ainda vão ocorrer novas reuniões entre setores envolvidos com a festa da virada do ano, informou Lopes. Ele acrescentou que a proposta atende ao setor hoteleiro e também ao de bares e restaurantes. “O importante é definir o que vai ter no réveillon para que possamos iniciar a comercialização.”

Com Agências