Como os idosos cuidam da saúde em tempos de Covid-19

#PapodePandemia traz duas especialistas em mente e terceira idade e também a fundadora do Movimento Longevidade Brasil nesta quarta-feira (30/9)

Redação

Principais vítimas da Covid-19 e muitas vezes alvo de piadas nada engraçadas, os idosos enfrentam uma série de dificuldades impostas pela pandemia. Sofrem com o isolamento ou distanciamento social, a falta de acesso a tratamentos para doenças crônicas comuns na idade e suas atividades de rotina e ainda têm que lidar com transtornos emocionais como a depressão.

Para discutir essas e outras questões e, principalmente, formas de lidar com tudo isso, a 21ª edição do nosso #PapodePandemia desta quarta (30/9), às 19 horas, faz uma homenagem aos 60+ na semana em que se comemora o Dia Nacional e Internacional do Idoso (1 de outubro).

As convidadas pra esse bate-papo com a jornalista Rosayne Macedo são Adriana Foz, educadora especializada em Neuropsicologia, mestre em Psiquiatria pela Unifesp e diretora da NeuroConecte; Márcia Umbelino, médica geriatra e clínica geral, ortomolecular e especializada em Medicina Chinesa, e Carlota Esteves, aposentada, empreendedora e fundadora do Movimento Longevidade Brasil.

Histórias de reinvenção e superação

Engenheira civil com doutorado em Engenharia de Produção (Coppe/UFRJ) e mestre em Planejamento de Transportes (IME/RJ), Carlota Esteves se reinventou após a aposentadoria como empreendedora de negócios de impacto social. Em abril de 2017 criou o Movimento Longevidade Brasil no Rio de Janeiro para democratizar informações sobre envelhecimento saudável e contribuir para a manutenção do protagonismo das pessoas acima de 50 anos, com integração de gerações.

No ano 2000, com apenas 32 anos, no auge de sua vida pessoal e profissional, Adriana Foz foi vítima de um AVC (Acidente Vascular Cerebral), condição que costuma atacar mais as pessoas da terceira idade, o que lhe trouxe muitos desafios e aprendizados. Ela precisou de cinco anos para voltar a realizar plenamente atividades simples, como falar e andar. De lá pra cá, tem se dedicado a estudos sobre a mente e ajudado muitas pessoas.

O conceito de ‘plasticidade emocional’

Palestrante, tendo inclusive se apresentado no TEDx, Adriana também é professora da Palas Athena e da Casa do Saber e autora de diversos livros, entre eles ‘A cura do cérebro’ e ‘As aventuras de Newneu – O superneurônio’, este último voltado para o público infanto-juvenil. O mais recente é Frustração – como treinar competências para enfrentar os desafios da vida pessoal e profissional, lançado pela Editora Benvirá/Saraiva.

É fácil imaginar quantas frustrações Adriana precisou enfrentar. Mas, ao contrário do que você possa pensar, ela nunca desistiu, e desenvolveu ferramentas para alcançar a superação. Após sua recuperação, mergulhou de cabeça no estudo do funcionamento do cérebro e desenvolveu o conceito da Plasticidade Emocional, que é a capacidade de reconfigurar nossas emoções para enfrentar adversidades. 

Pós-graduada em Psicologia da Educação pela Universidade de São Paulo (USP)Adriana Fóz é especialista em Psicopedagogia e Neuropsicologia. É diretora clínica da Unidade Integrativa do Hospital Santa Mônica; cofundadora do Projeto Cuca Legal Psiquiatria, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp); pesquisadora do LINC (Laboratório de Neurociências Clínicas – Unifesp) e mestranda em Psiquiatria e Psicologia Médica pela mesma universidade. Atua como voluntária do Serviço de Acolhimento.

Fique ligado em nosso Facebook, acompanhe e compartilhe!!!

Saiba mais sobre o #PapodePandemia

Com Assessorias

In the news
Leia Mais