‘Separe. Não Pare’: campanha da ONU orienta sobre lixo doméstico

Rosayne Macedo

 separe-lixo

Reduzir em 22% a quantidade de embalagens encaminhadas para aterros sanitários no Brasil até 2018 é o objetivo da campanha “Separe. Não Pare’, que a ONU Meio Ambiente lançou nesta segunda-feira (28) em Brasília (DF). O movimento pretende informar, inspirar e mobilizar a população brasileira a separar os resíduos domésticos, entre orgânico e reciclável, e destinar corretamente para catadores do bairro, em pontos de entrega, ou por caminhões de coleta seletiva.

Para Denise Hamú, da ONU Meio Ambiente, o “Separe. Não Pare” vai ajudar a transformar a forma como o brasileiro olha para seu lixo. “Estamos muito entusiasmados com esse movimento. Acreditamos ser um importante passo para um Brasil mais sustentável. Quando as pessoas reparam no lixo que geram, passam a adotar outros valores e hábitos de consumo consciente, e isso é o que muda nossos padrões de produção e consumo para outros mais sustentáveis”.

A divulgação será feita por uma campanha digital, desenvolvida pelo Grupo TV1, com a participação de influenciadores e o portal informativo www.separenaopare.com.br. Nele, a população pode encontrar conteúdos como o passo a passo da separação e o descarte corretos de diferentes tipos de embalagens; onde encontrar pontos de entrega; iniciativas já existentes; detalhes sobre quais materiais são recicláveis ou não, entre outros.

O movimento começará como um projeto-piloto na cidade de São Paulo. Entre as ações que serão realizadas, estão a distribuição de panfletos informativos para a população e colaboradores das empresas participantes da coalizão, além de parceria com o Sindicato da Habitação (Secovi-SP) para comunicação direta com os condomínios. A campanha também ressalta a importância da ação dos catadores na cadeia da reciclagem. Eles são responsáveis por mais de 50% do material recolhido e encaminhado às cooperativas, em São Paulo, e têm papel fundamental na cadeia. Atualmente, cerca de 80 mil pessoas trabalham em cooperativas e associações de catadores.

A ação tem parceria da Coalizão Embalagens, formada em 2015 por 23 associações empresariais signatárias do Acordo Setorial de Embalagens em Geral, que busca alternativas para ampliar a reciclagem no país. Para atingir esse resultado, ressalta a responsabilidade compartilhada, disseminada pela Política Nacional de Resíduos Sólidos com a participação de empresas, prefeituras e da população.  A iniciativa conta a participação de produtores, importadores, usuários e comerciantes de embalagens, com apoio do CEMPRE, da Confederação Nacional das Indústrias (CNI) e da Confederação Nacional do Comércio (CNC).

 Sobre os parceiros da iniciativa

O ONU Meio Ambiente, principal autoridade global em meio ambiente, é a agência do Sistema das Nações Unidas (ONU) responsável por promover a conservação do meio ambiente e o uso eficiente de recursos no contexto do desenvolvimento sustentável. No Brasil, o escritório trabalha para disseminar, entre seus parceiros e a sociedade em geral, informações sobre acordos ambientais, programas, metodologias e conhecimentos em temas ambientais relevantes da agenda global e regional e, por outro lado, para promover uma participação e contribuição mais intensa de especialistas e instituições brasileiras em fóruns, iniciativas e ações internacionais. Entre as principais áreas de atuação no país, estão o Manejo de Ecossistemas, Mudança Climática, Substâncias Nocivas e Resíduos e Eficiência de Recursos.

O Compromisso Empresarial para Reciclagem (Cempre) é uma associação sem fins lucrativos dedicada à promoção da reciclagem dentro do conceito de gerenciamento integrado do lixo. Fundado em 1992, o Cempre é mantido por empresas privadas de diversos setores. A organização trabalha para conscientizar a sociedade sobre a importância da redução, reutilização e reciclagem de lixo através de publicações, pesquisas técnicas, seminários e bancos de dados. Os programas de conscientização são dirigidos principalmente para formadores de opinião, tais como prefeitos, diretores de empresas, acadêmicos e organizações não governamentais (ONGs).Fonte: ONU, com redação