Sim à quimioterapia oral: por mais conforto para o paciente de câncer

Uso de medicação tem a mesma eficácida da terapia endovenosa. Apesar de estar previsto pela ANS, tratamento ainda não é oferecido nos planos de saúde

Redação

A quimioterapia oral (terapia antineoplásica oral) tem a mesma eficácia da terapia endovenosa e proporciona mais conforto ao paciente que já enfrenta um difícil tratamento contra o câncer. O medicamento é tomado em casa de acordo com as orientações do médico sobre dosagem e armazenamento. E isso evita que o paciente tenha que ir tantas vezes ao hospital onde faz o tratamento.

A cobertura deste tratamento pelos planos de saúde é obrigatória por lei, mas a incorporação de novos medicamentos não é realizada de forma automática. O paciente só tem acesso ao medicamento que está no Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde estabelecido pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), atualizado somente de dois em dois anos. Hoje, 42,5 milhões de pessoas têm planos de saúde e o rol que está em vigor possui 3.329 procedimentos.

Para lutar pela mudança nesta regra, entidades da sociedade civil e de profissionais de saúde se uniram na campanha #simparaquimiooral. O objetivo é “garantir que todas os tratamentos antineoplásicos disponíveis no Brasil, orais ou intravenosos, sejam automaticamente disponibilizados aos usuários de planos de saúde”. O grupo lançou uma mobilização nas redes sociais pela assinatura de um manifesto, que será encaminhado às autoridades do setor.

“Hoje em dia um grande número de medicamentos anticâncer são administrados por via oral. A demora da incorporação nos planos de saúde prejudica o tratamento do paciente porque se ele necessita de um medicamento oral que não está no rol ele precisará processar as seguradoras para ter acesso”, enfatiza o oncologista Antonio Carlos Buzaid, um dos fundadores do Instituto Vencer o Câncer. Mais informações sobre a campanha estão no site www.simparaquimiooral.org.br

Acesso à tratamento para PTI na saúde pública

Os pacientes com púrpura trombocitopênica idiopática (PTI) apresentam sintomas como manchas avermelhadas na pele, hematomas sem causa aparente e sangramentos espontâneos, e contam com poucas alternativas terapêuticas disponíveis no SUS. Esse cenário pode mudar, já que a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (CONITEC) acaba de abrir Consulta Pública, que vai até o dia 14 de junho, para avaliar a inclusão de eltrombopague olamina no tratamento da PTI aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).

É a primeira vez nos últimos cinco anos que a sociedade tem a oportunidade de participar da atualização do protocolo que regulamenta as diretrizes terapêuticas para essa doença. Atualmente, os pacientes com PTI contam com linha de tratamento no SUS que não é eficaz para todos os pacientes. Aqueles pacientes que não demostram respostas satisfatórias aos tratamentos atuais encontram-se desassistidos e, por isso, acabam não conseguindo controlar a doença, apresentando baixa qualidade de vida, com recorrentes ciclos de internações e uso constante de tratamentos de resgate.

 

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