Só 100 de 500 vagas de novo hospital de campanha são abertas

Prefeitura do Rio alega que faltam médicos e respiradores. Enquanto isso, Ministério Público aponta mais de 4 mil leitos ociosos na cidade

Redação
PREFEITURA DO RIO CONCLUI OBRA DO HOSPITAL DE CAMPANHA DO RIOCENTRO

A Prefeitura do Rio de Janeiro inaugurou nesta sexta-feira (1º) os primeiros 100 leitos dos 500 previstos para o hospital de campanha montado no centro de convenções Riocentro, na zona oeste da cidade. A unidade temporária foi montada para receber pacientes infectados com covid-19. Dos 100 leitos abertos hoje, 20 são de terapia intensiva (UTI) e 80 de enfermaria. A previsão, segundo o prefeito Marcelo Crivella, é que os 400 leitos restantes (80 de UTI e 320 de enfermaria) sejam abertos assim que chegarem, da China, 300 respiradores comprados pelo município.

A previsão é que esse equipamento chegue até o fim da próxima semana. Além da inauguração dos leitos restantes, os respiradores permitirão, de acordo com o prefeito, que sejam ampliadas vagas em outros hospitais da rede, inclusive o Ronaldo Gazolla, que se tornou referência no tratamento da doença no município.

Esse é o segundo hospital de campanha inaugurado na cidade do Rio de Janeiro. O primeiro foi inaugurado, também de forma parcial, no bairro do Leblon. A unidade do Leblon, que terá 200 leitos (dos quais 100 são de UTI), começou a funcionar com apenas 30. Outros 1.600 leitos estão previstos em mais oito hospitais de campanha, que deverão ser inaugurados até o fim do mês pelo governo do estado. O próximo a ser inaugurado deve ser a unidade do Maracanã, na semana que vem.

Justiça cobra desbloqueio de ao menos 138 leitos de UTI

A 2ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro determinou o desbloqueio de leitos de UTI para atendimento de pacientes com covid-19. A decisão foi tomada a pedido do Ministério Público e da Defensoria Pública que detectaram a existência de pelo menos 138 leitos de terapia intensiva para síndrome respiratória aguda grave (SRAG) bloqueados ou transformados em leitos comuns no Sistema de Regulação (Sisreg) do estado.

A determinação é que esses leitos, já existentes em unidades de saúde públicas estaduais da cidade do Rio, estejam em funcionamento no prazo de cinco dias. Os hospitais que terão que liberar leitos são os estaduais IESS, Universitário Pedro Ernesto, Anchieta e Instituto do Cérebro.

In the news
Leia Mais