Suicídio de voluntário da vacina abre nova polêmica em torno de vacina chinesa

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu, na noite desta segunda-feira (9/11), o estudo clínico da vacina Coronavac, após o registro de um “evento adverso grave”. O Instituto Butantan foi informado pela imprensa, e não pela Anvisa, o que causou estranheza ao diretor do instituto, Dimas Covas, uma vez que o óbito, segundo o dirigente, não teve qualquer relação com os testes da vacina.

De acordo com a imunologista e PhD em doenças infecciosas, Lúcia Abel Awad, é de extrema importância que os responsáveis pela produção das vacinas encaminhem, ao órgão regulador, uma documentação clara, detalhada, convincente e completa dos testes vacinais.

O Instituto Butantan presumiu que estava clara a informação que o voluntário veio a óbito por suicídio, e não em decorrência de evento adverso grave. No entanto, não adianta mandar notificações e não encaminhar informações completas, dados adicionais e comprobatórios. E não é tão simples assim. Em testes vacinais não se pode “presumir”. De certa forma, a Anvisa agiu com correção”, afirma a especialista. E reforça: “como o Butantan estava aguardando o laudo pericial relativo à morte do voluntário, o instituto não tinha toda a documentação”.

A respeito da declaração do presidente da república Jair Bolsonaro que afirmou que “havia vencido o Dória”, a imunologista afirmou que houve uma contaminação política e que isso é indesejável e prejudica o andamento das pesquisas vacinais, “o que houve foi um evento adverso e não um efeito adverso. E tanto um, como outro, podem acontecer em pesquisas científicas. Isso não é motivo para ganhos ou perdas políticas ou eleitorais”, concluiu.

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