Tatuagem: riscos ou benefícios para a saúde?

Pesquisa mostra melhor reação imunológica e maior relaxamento do corpo. Técnica também camufla estrias e cicatrizes para sempre – saiba como funciona

Redação
Jessica usa técnica de camuflagem de estrias Jessica usa técnica de camuflagem de estrias (Foto: Divulgação)
Técnica de camuflagem usa tinta da cor da pele para cobrir marcas de estrias (Foto: Divulgação)

Quem pensa que fazer uma tatuagem pode trazer riscos para a saúde pode estar muito enganado, afirmam especialistas. São vários os benefícios que uma tatuagem pode proporcionar, garante o Tattoo You, estúdio referência na América Latina. Um estudo realizado pela Universidade do Alabama, nos EUA, comprovou que o corpo reage melhor a cada novo desenho realizado na pele. Com a melhora das respostas imunológicas, o organismo fica menos vulnerável a novas infecções, evitando o surgimento de novas doenças. Mas essa regra vale apenas para quem já tem mais de uma tatuagem.

A pesquisa também analisou anticorpos chamados “imunoglobulina A” e “cortisol”, que são hormônios relacionados ao estresse. A partir dessa análise foi notado que os níveis de imunoglobulina caíram a cada nova tatuagem, fortalecendo a proteção do corpo. Uma vantagem é que a adrenalina que a dor da tatuagem causa pode deixar o corpo mais relaxado após o fim da tattoo. Mas é importante  procurar um bom estúdio e um profissional de confiança para realizar o processo.

Sem cicatrizes, mais autoestima

A autoestima também aumenta, as pessoas se sentem mais bonitas com seus desenhos espalhados pelo corpo. Pesquisas também mostram que homens e mulheres com tatuagens são considerados mais atraentes. Um estudo realizado pelo Universidade de Jagiellonian, na Cracóvia (Polônia), apontou que os tatuados foram classificados como os mais saudáveis, masculinos e dominantes.

Verdadeiras obras de arte estampadas no corpo, as tatuagens ainda têm o poder de cobrir alguma marca, estria ou cicatriz que queira esconder. A camuflagem de estrias, olheiras, cicatrizes e manchas foi criada por um tatuador brasileiro, que há mais de seis anos vem realizando esse procedimento. A novidade chegou recentemente no Rio de Janeiro, trazida pela especialista Jessica Magalhães. Ela lembra, porém, que não se trata de um tratamento. “A ideia é camuflar as marcas com tinta cor da pele, criando um efeito homogêneo na região”, explica Jéssica, que realiza o procedimento na Clínica Goa, na Barra da Tijuca.

Tatuagem não causa câncer

Outro mito em relação a tatuagem está associado ao câncer de pele. O médico americano Ariel Ostad afirma que muitas pessoas o questionam sobre a relação entre tatuagem e câncer de pele. Segundo ele, não existem evidências de que tatuagens podem causar câncer de pele. Além de que, pessoas que tem tatuagens tomam cuidado redobrado na exposição solar, estão sempre usando protetor e hidratante, diminuindo os riscos com a pele.

O estúdio garante ainda que, ao contrário do que muitos pensam, a tatuagem pode aumentar as chances de ser contratado em uma empresa. Um estudo apresentado pela British Sociological Association avaliou pessoas com habilidades administrativas com e sem tatuagem para um recrutamento. No final do processo seletivo os diretores deram preferência aos funcionários tatuados, pois eles podem atrair clientes mais jovens, dessa forma deixando os negócios mais relevantes entre um público difícil de ser alcançado.

Saiba como funciona a camuflagem

Indicado a partir de 18 anos, o procedimento já atrai pessoas de várias idades e não apenas as mulheres, como muitos pensam. “Dependendo da região do corpo onde é feita, a camuflagem é realizada geralmente entre uma e duas horas. Respeitado o tempo de cicatrização, não haverá alteração da cor ou desbotamento. O resultado é ótimo, definitivo como qualquer tatuagem”, reforça Jessica.

– Com a máquina de tatuagem e agulhas descartáveis, o pigmento é implantado na derme, com tinta de tatuagem, por esse motivo o resultado é definitivo.

– Não é necessário o uso de anestésicos, pois o procedimento é praticamente indolor.

– O primeiro passo para quem tem interesse em fazer o procedimento é agendar uma avaliação sem compromisso e sem custo.

– O profissional que realiza o serviço deve ser da área de estética e deve ter feito curso específico, com prática em diversos modelos e com diferentes tipos de pele. A técnica exige curso específico e individual.

– O serviço cobre estrias, olheiras e cicatrizes ( desde que não seja queloide) e é agendado mediante avaliação prévia.

– O serviço é realizado em pessoas a partir dos 18 anos.

– Todo material é esterilizado e de uso individual. “Tudo é descartável (agulhas, biqueiras, batoques, luvas…etc )”, explica Jessica.

– A camuflagem de estrias é mais solicitada na área abdominal, glúteos e seios.

– As contraindicações são para câncer ativo, grávidas, lactantes, psoríase ou alergia no local, herpes ativo na região do procedimento. Diabetes e hipertensos devem ter autorização médica.

– Caso a/o cliente se exponha ao sol com frequência, a camuflagem é feita na cor da pele bronzeada. Caso contrário , na cor de pele original da cliente.

– Após o procedimento, a pessoa deve manter a pele limpa, usar uma loção específica, e deve evitar coçar.

– É necessário evitar exposição ao sol, mar, piscina, sauna, durante 30 dias.

– O procedimento tem garantia. “Após 30 dias, haverá necessariamente um retorno da cliente. Caso necessário, será feita mais uma sessão”, explica Jessica.

Da Redação, com Assessorias

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