Teste rápido será parecido com o feito por diabéticos

Ministério da Saúde anuncia 5 milhões de novos testes rápidos para o final de março. Teste poderá ser feito em sistema de “drive-thru”

Redação

Um teste rápido, semelhante ao realizado por pessoas com diabetes para medir o nível de glicemia no sangue, pode ser uma paliativo para atender à necessidade de testagem dos profissionais de saúde na pandemia do novo coronavírus no Brasil. O Ministério da Saúde anunciou neste sábado (21) que vai adquirir 5 milhões de testes rápidos, com prioridade para profissionais de saúde, e ressaltou que o número de casos leves deverá aumentar nos próximos dias por causa da simplificação dos testes.

Os testes estarão disponíveis daqui a oito dias para distribuição em todo o Brasil. Isso vai aumentar muito a velocidade de diagnóstico em todo o país. Nas próximas semanas, o número poderá chegar a 10 milhões de testes rápidos. A OMS recomendou testar para isolar, identificar as pessoas doentes e afastá-las. Vai aumentar a velocidade de diagnóstico em B”, informou o secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson Kleber de Oliveira, durante coletiva de imprensa.

Esse teste rápido para detecção do coronavírus funciona como o teste para medir o nível de glicemia no sangue, por meio de um pequena amostra de sangue retirada da ponta do dedo, com resultado em menos de cinco minutos. Segundo ele, a pasta tem realizado todos os meios para disponibilizar testes mais eficientes, com a melhor relação custo-benefício.

O Ministério receberá 1,3 milhão de testes convencionais da Fiocruz, que fornecem resultados em até 2 horas. Já os novos testes rápidos deverão ser adquiridos pela MS ou doados pela iniciativa privada – a Vale do Rio Doce já ofereceu ajuda financeira.

A pasta anunciou ainda que será criado em breve um ‘drive thru’ – aquele serviço de vendas de produtos, normalmente alimentos fast food, que permite ao cliente comprar o produto sem sair do carro. A ideia é oferecer nas próximas semanas testes como na Coreia, evitando que a pessoa tenha que ir à unidade de saúde para realizar a testagem.

Na véspera, porém, a Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial (SBPC/ML), em conjunto com a Sociedade Brasileira de Análises Clínica( SBAC), a Sociedade Brasileira de Imunologia (SBI) e a Sociedade Brasileira de Microbiologia (SBM) divulgaram posicionamento alertando sobre a qualidade dos novos testes laboratoriais que estão surgindo devido à demanda pelo diagnóstico de coronavírus.

Até o atual momento ressaltamos que a única metodologia de diagnóstico validada é a que usa a técnica de reação em cadeia da polimerase em tempo real, o RT-PCR (sigla em inglês para transcrição reversa seguida de reação em cadeia da polimerase). Este método fornece um diagnóstico conclusivo, ao contrário de outros métodos que ainda estão sendo avaliados quanto ao seu desempenho. Estes métodos também estão sendo avaliados quanto aos resultados quando realizados na fase aguda da doença. Leia na íntegra o documento no anexo no fim da mensagem”, ressalta a nota.

Wanderson explicou que todos os casos confirmados até o momento foram confirmados por testes laboratoriais RT-PCR: foram distribuídos 27 mil testes para todo o Brasil. Cada kit dá para fazer até 23 exames. Mas não há insumos suficientes no Brasil para realização de testes de forma convencional, já que a indústria mundial está pressionada e mesmo aumentando sua capacidade, mas possui quantidade suficiente para abastecer todo o mercado.

Diante da escassez mundial de exames, a alternativa é a aquisição de testes rápidos, que vai permitir detectar anticorpos, se o vírus está presente ou não. Cada teste custa em torno de 75 reais.  A disponibilidade dos testes foi acertada em reunião realizada nesta sexta-feira (20) com laboratórios Tecpar (PR), Funed (MG), Noel Nutels (RJ), Fiocruz (RJ), além da Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed).

Ele ainda lembrou que várias empresas, inclusive de outros setores, já ofereceram ao SUS a doação de 500 leitos de UTI. O setor hoteleiro também ofereceu unidades. Todos esses dados deverão ser consolidadas e divulgados em uma nova plataforma que deve estar disponível a partir da próxima quinta-feira, para conhecimento da população.

Coronavírus: laboratórios oferecem testes rápidos para diagnóstico

 

Novo teste promete resultado em 10 minutos

O MedTeste Coronavírus liberado pela Anvisa, feito a partir de análise sanguínea, apresenta o resultado em 10 minutos, segundo a Medlevensohn, empresa distribuidora de produtos e equipamentos médico-hospitalares. O exame, com tecnologia certificada pela União Europeia, é fabricado pela farmacêutica chinesa Biotest e já está sendo utilizado em 12 países, dentre os quais Alemanha, França, Itália, Polônia e Reino Unido.

exame apresenta confiabilidade de 99,3%, ou seja, de cada 100 casos testados, 99,3 terão um resultado correto.  Diferentemente do teste laboratorial, a tecnologia instantânea pode ser operacionalizada por qualquer profissional de saúde e utilizada em unidades básicas de atendimento, pois não requer grande estrutura laboratorial e tampouco colaboradores com alto grau técnico. Por isso, constitui-se numa ferramenta significativa para o combate à pandemia.

Nosso teste rápido para o novo coronavírus é realizado de maneira muito simples. Colhemos uma gota de sangue, via pequena perfuração na ponta do dedo, aplicada depois em uma tira. A visualização do resultado é clara, revelando se o diagnóstico é negativo ou positivo”, explica Anna Luiza Szuster Seara, diretora de Relações Internacionais da Medlevensohn.

A empresa, a partir do apoio dos seus parceiros internacionais, será a pioneira em disponibilizar a solução no Brasil. O primeiro lote de 200 mil testes rápidos chegará ao País na primeira semana de abril. Mais unidades serão entregues semanalmente, até o número de 1 milhão de testes já contratados da Biotest.

A adoção de uma metodologia para diagnóstico instantâneo da Covid-19 é muito importante para o enfrentamento das próximas fases do surto da doença, conforme avaliação e recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Com Agências