Vacinação precisa ir aonde o povo está. E unidades móveis podem ajudar

Assim como tem ocorrido em Manaus, unidades móveis poderiam ser usadas em outros locais para imunizar população

Direcionada a cuidados preventivos, emergenciais ou mesmo à expansão da rede de atendimento a pacientes com suspeita de Covid-19, a utilização de unidades móveis na área da saúde tem sido cada vez mais comum no Brasil. O modelo – já adotado em Manaus – pode ser uma alternativa para reforçar a estrutura de vacinação contra o coronavírus nos municípios em que é preciso alcançar comunidades que residem em áreas afastadas e de difícil acesso.

A mobilidade proporcionada pelos veículos de atendimento é um fator que faz a diferença. Com eles, é possível evitar o deslocamento da população até hospitais ou às unidades de saúde fixas, reduzindo o risco de exposição ao vírus neste momento de pandemia. Além disso, sua utilização pode ser uma escolha estratégica tanto em locais onde não existe estrutura física de atendimento de saúde quanto onde há excesso de demanda e o reforço se faz necessário.

Em Portugal, a Comunidade Intermunicipal (CIM) da Região de Coimbra investiu na aquisição de unidades móveis de saúde para cada um de seus 19 municípios. Elas estarão voltadas ao atendimento em áreas de vulnerabilidade social e darão suporte à campanha de vacinação contra o coronavírus em aldeias e junto aos grupos de idosos, que possuem maior dificuldade para se deslocar.

As unidades podem contar com estrutura hospitalar, odontológica e até laboratorial. São feitas sob medida, podem ter sala de atendimento, banheiro, ar-condicionado, iluminação, instalação hidráulica e elétrica. A customização é uma das grandes vantagens do modelo, já utilizado em diversas cidades brasileiras como laboratório (coleta e exames de sangue), espaço para mamografia e atendimentos de ginecologia, oncologia, cardiologia e oftalmologia, entre outros.

Custos e demanda

Para o especialista em soluções sobre rodas Osmar Oliveira, além da mobilidade, a possibilidade de redução de custos têm atraído a atenção para as unidades móveis focadas em atendimentos de saúde. “Há uma demanda crescente por soluções para levar tratamentos e cuidados a áreas carentes. Sem contar opções para desafogar filas do SUS. As unidades cumprem esse papel e podem representar uma boa economia em termos de aluguel e outros encargos. Com o início da vacinação contra a Covid-19, elas podem contribuir e muito”.

CEO da 4TRUCK, implementadora sediada em Guarulhos (SP), Oliveira viu crescer sua atuação no segmento de saúde durante a pandemia. “Entregamos uma frota com cinco ambulâncias para ajudar no combate ao coronavírus. Tivemos 18 unidades para uma empresa de higienização têxtil em hospitais e outra frota de dez veículos para transporte de medicamentos. São projetos customizados de acordo com a necessidade, com temperatura e higiene controladas, por exemplo, e em conformidade com as regras da ABNT. Com as unidades, são inúmeras as vantagens e possibilidades de inovação”, concluí.

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