Vai viajar nas férias? Lembre-se de manter a vacinação em dia

Entre as doenças preveníveis estão a febre amarela – uma das mais exigidas aqui e lá fora – e o sarampo. Veja também as vacinas exigidas nas viagens ao exterior

Redação
vacina

As férias estão chegando e com isso as pessoas já começam a planejar viagens que podem ser tanto para o litoral ou regiões interioranas do país, quanto para destinos fora das fronteiras brasileiras.  No entanto, antes de comprar as passagens, fazer as reservas de hotéis e organizar as malas, é também muito importante verificar se a carteira de vacinação está em dia e ainda se informar quanto as vacinas exigidas para a entrada em países estrangeiros.

O alerta é de Manuella Duarte, farmacêutica e sócio-administradora da Maximune. Segundo ela, essa preocupação com a imunização vacinal para as viagens, se mostra ainda mais necessária quando são observados dados recentes do Conselho Europeu de Assessoria em Saúde de Viagem, que apontam que 40% das pessoas que vão visitar outros locais, chegam a procurar orientação médica somente momentos antes do embarque no avião ou de começar a percorrer a estrada. O documento também mostra que menos de 10% possuem a carteirinha de vacinação atualizada.

Vacina da febre amarela é a mais exigida

Uma das doenças de maior risco de transmissão no verão, e que é totalmente prevenível com a vacina, é a febre amarela que está atualmente, entre as imunizações mais exigidas para as viagens internacionais, sendo ainda obrigatória para a entrada em diversos países pertencentes a América do Sul e ao continente africano.

Outra vacina que deve estar atualizada para quem for viajar é a contra o sarampo. Isso porque, o Brasil enfrenta atualmente dois surtos da doença: no Amazonas, com 9.724 casos confirmados e, em Roraima, com 349 casos. Também há registros de casos em São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia, Bahia, Pernambuco, Pará, Distrito Federal e Sergipe.

Já no grupo das vacinas que são recomendadas para viagens ao exterior estão as imunizações contra a Hepatite A e Febre Tifóide, que se direcionam a pessoas que irão visitar países asiáticos, africanos e cidades litorâneas. Estas vacinas são indicadas, principalmente, para viagens a locais sem saneamento básico adequado.

vacina contra a Meningite Meningocócica é necessária para viagens ao interior da África, Índia e áreas do Oriente Médio. Por fim, para quem deseja viajar para alguns países europeus como Itália, Portugal, Romênia e Ucrânia, é importante que se imunizem contra o sarampo.

Para quem não vai sair do país, mas quer explorar as belezas do litoral brasileiro, é prudente se imunizar com as vacinas contra a Febre Amarela, Febre Tifóide, Hepatites A e B, Poliomielite, Difteria, Tétano, Coqueluche, Meningite Meningocócica, Sarampo, Caxumba, Rubéola, Varicela e Tuberculose.

Pelo menos 10 dias antes, alerta Zé Gotinha

O Zé Gotinha – personagem das campanhas de vacinação do Ministério da Saúde – também está preocupado com a viagem dos brasileiros nessas férias. Por isso, faz um alerta: manter a caderneta de vacinação atualizada é fundamental para ter uma viagem saudável e tranquila. Pelo menos 10 dias antes da viagem, o turista deve atualizar a vacinação de acordo com as orientações do Calendário Nacional de Vacinação.

Uma atenção especial deve ser dada para o sarampo, hepatites A e B e febre amarela. Desde 2017, com o registro da febre amarela em áreas com grande contingente populacional no Brasil, a vacina é recomendada não só para quem vai a áreas consideradas endêmicas, como a região amazônica. Hoje mais de 4 mil municípios são considerados áreas com recomendação de vacinação.

A vacinação foi ampliada para todos os municípios dos estados do Sul, Sudeste, além do estado da Bahia. “Apesar de alerta permanente, ainda existem locais com grande quantidade de pessoas não vacinadas, ou seja, que estão sob risco de infecção”, alerta Carla Domingues, coordenadora do Programa Nacional de Imunizações (PNI).

De julho a novembro deste ano, período de baixa ocorrência da febre amarela, foram notificados 382 casos humanos suspeitos da doença, sendo que 232 foram descartados, 149 permanecem em investigação e 1 foi confirmado. Também há notificações de 1.509 epizootias em primatas não humanos (PNH) nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Mato Grosso, onde ações de vigilância estão em curso.

“Os dados evidenciam a manutenção da circulação viral no período de baixa ocorrência da doença, quando ainda não é o verão. Por isso, as pessoas acima de nove meses devem buscar a vacina já antes do verão”, completa Carla Domingues.

A vacina contra a febre amarela é ofertada gratuitamente no Calendário Nacional de Vacinação. Desde abril de 2017, o Brasil adota o esquema de dose única, conforme recomendação da Organização Mundial de Saúde, respaldada em estudos que asseguram que uma dose é suficiente para a proteção por toda a vida.

Além disso, é importante esclarecer que o Ministério da Saúde recomenda o uso de repelentes como medida de proteção para quem não pode se vacinar, como as gestantes que não podem tomar a vacina contra a febre amarela.

Certificado internacional de vacinação

Exigido em cerca de 135 países, o Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP) pode ser emitido e retirado nos Centros de Orientação para Saúde do Viajante da Anvisa, unidades credenciadas do Sistema Único de Saúde (SUS) e em clínicas particulares credenciadas. Na Maximune, oferecemos também a certificação e o acompanhamento quanto as vacinas, mas hoje contamos com uma nova tecnologia que pode amenizar o sofrimento de pessoas com fobia de agulhas.

A inovação se trata de um sistema de injeção sem agulha, que até então não existia em Belo Horizonte. O dispositivo foi desenvolvido para aplicações de vários medicamentos evacinas de forma intramuscular ou subcutânea. O equipamento, por meio de um jato fino e em alta velocidade, penetra a pele e injeta o medicamento ou vacina no corpo em poucos segundos.

A imunização vacinal para a realização de viagens pode evitar a contaminação e disseminação de doenças endêmicas e contagiosas, além de impedir eventuais transtornos, como por exemplo, a não concessão do carimbo do passaporte.  Para a prevenção de doenças que não são epidêmicas, mas que apresentam um alto número de casos em determinadas regiões, aconselho que além das imunizações obrigatórias, as pessoas também procurem se informar sobre as vacinas que são recomendadas para a prevenção de enfermidades presentes em áreas de risco.

Onde procurar informações

O mais indicado é que antes de viajar, as pessoas procurem pela orientação médica e visitem os sites da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e Organização Mundial da Saúde (OMS), com mais ou menos um mês de antecedência, para que assim sejam tomadas as doses das vacinas que estão faltando na carteirinha.

Essa antecipação é importante, pois, algumas das vacinas levam semanas para gerar a proteção almejada, por isso, as mesmas devem ser tomadas ao menos 15 dias antes da viagem”, afirma Manuella.

Orientações sobre a preparação, durante e pós-viagem, também estão disponíveis no Portal do Viajante, que traz informações valiosas para quem pretende passar um tempo fora de casa e até do país. Quem usa medicamentos de uso contínuo, não deve esquecer a prescrição médica e levar a quantidade suficiente para o período que estará fora de casa. Consulte a página do Ministério da Saúde antes de sua viagem.

Combate ao Aedes: Vistorie sua casa antes de viajar

Fonte: Ministério da Saúde e Maximune, com Redação

 

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