Vem aí a primavera… e com ela, as alergias

Rosayne Macedo
O pólen das flores é responsável por crises alérgicas durante a primavera
O pólen das flores é responsável por crises alérgicas durante a primavera
O pólen das flores é responsável por crises alérgicas durante a primavera

Quem disse que alergia só dá no inverno? Quem sofre do problema como eu e minha filha sabemos que não é apenas em períodos de temperaturas mais baixas que rinite, sinusite e outras ‘ites’ costumam atacar. Período das flores, poesia e de intensa polinização, a primavera, que começa em 22 de setembro, acaba favorecendo muitos processos alérgicos, por conta da forte presença do pólen no ar.

“A substância liberada pelas plantas pode gerar reações de hipersensibilidade em todos, mas as manifestações surgem com maior intensidade nas pessoas que já apresentam quadros de processos alérgicos por outros fatores”, explica o coordenador técnico do Brasil Sem Alergia, o médico Marcello Bossois, ao lembrar que cerca de 35% das pessoas ao redor do mundo sofrem de algum tipo de alergia, com base em dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Segundo ele, durante a estação e alguns dias antes de seu início, um crescimento significativo de processos alérgicos como rinite alérgica sazonal, conjuntivite alérgica e sinusite alérgica. O processo pode ser desencadeado pelo pólen, que é um forte alergeno (causador de alergias), mas este não é o único fator que contribui para os processos alérgicos nesse período.

“Nesta época do ano, percebe-se uma fase de chuva e calor ao mesmo tempo, com altos índices de umidade, proliferando a população de fungos e ácaros por toda parte. Grandes vilões dos alérgicos, esses micro organismos estão presentes, em sua maioria, dentro das próprias casas, ambiente mais poluído que frequentamos”, explica Patrícia Schlinkert, que também coordena o Brasil Sem Alergia.

“Em geral, as pessoas passam maior parte do tempo no ambiente doméstico, justamente onde há infinitas colônias de fungos e ácaros”, lembra.

Tratamento e prevenção

O controle do ambiente é fundamental na prevenção dos processos alérgicos, junto com o controle alimentar e a administração de imunoterapia (vacinas contra as alergias). “O teste alérgico é o primeiro exame que deve ser realizado para diagnosticar algum tipo de alergia, pois através dele é possível analisar o nível de reação do organismo a um produto, alimento ou a uma substância específica”, destaca Bossois.

Com mais de 170 mil atendimentos gratuitos já realizados – superior à população de Resende (RJ) – a equipe do Brasil Sem Alergia se prepara para atender a demanda que será crescente nas próximas semanas. A ação social vai oferecer 2 mil testes alérgicos gratuitos para o diagnóstico das rinites sazonais e da doença polínica (ou polinóse), processos alérgicos muito comuns em função da explosão de pólen na primavera.

A iniciativa, que já oferece inúmeros procedimentos de prevenção, controle e combate de alergias e doenças imunológicas, está à disposição de toda a população do Rio de Janeiro para tratamento dos quadros alérgicos em seus cinco postos (Duque de Caxias, Nova Iguaçu, Xerém, Realengo e Iguaba Grande). Os interessados deverão agendar suas consultas de segunda a sábado pelos telefones (21) 2652-2175 ou (21) 3939-0239.  

Seis dicas para evitar as alergias na primavera

– Manter janelas fechadas à noite e abertas ao longo do dia

– Evitar muita exposição em dias quentes, secos e com muito vento

– Limpar as narinas com solução salina

– Beber bastante água

– Evitar colocar roupas para secar ao ar livre

– Usar óculos escuros, evitando contato do pólen com os olhos

Fonte: Brasil Sem Alergia

In the news
Leia Mais