Verão 2021: Rio, mais de 40 graus, e o perigo da insolação à flor da pele

Verão e pandemia: dicas para aproveitar a estação de forma saudável e responsável: confira as dicas para prevenir e cuidar da insolação

Cada estação do ano pede cuidados específicos com a saúde. Neste verão, além da preocupação com as altas temperaturas, alimentação e exposição solar, é preciso incluir novos itens à lista de precauções por conta da pandemia do coronavírus. Algumas dicas para tornar este período mais seguro em diversos aspectos.  

Já sabemos que a exposição solar crônica pode favorecer o aparecimento de manchas e envelhecimento precoce (com manchas e flacidez) e até câncer de pele, mas quando ela é feita de maneira exacerbada e aguda durante um curto período de tempo, um dia por exemplo, acaba provocando queimaduras e o que é chamado de insolação, além de imunodeprimir a pele e favorecer infecções como o herpes simples.

Os principais sintomas da insolação são temperatura corporal excessivamente elevada, pele vermelha, taquicardia, cefaleia, dispneia (falta de ar), vertigem, náuseas, vômito, desidratação, confusão mental, desmaios e até perda de consciência.

“Essa é uma reação a uma queimadura grave que afeta todo o corpo e os sintomas podem durar de algumas horas, em casos mais leves, a dias, em casos mais graves”, acrescenta Daniel Cassiano, dermatologista da Clínica Gru Saúde e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

De acordo com o médico, a radiação solar lesiona e inflama o tecido cutâneo deixando a pele avermelhada, sensível; além disso, pode provocar bolhas. A descamação da pele acontece, geralmente, 4 a 7 dias após a exposição solar.

Quando sua pele queima, ela fica inflamada e isso causa a vermelhidão e a hipersensibilidade. Mas, dependendo da exposição do corpo aos raios ultravioleta e a susceptibilidade da pele, as queimaduras podem causar também uma inflamação sistêmica em todo o corpo, com erupções e bolhas, além dos outros sintomas”, afirma.

A insolação pode afetar pessoas que passam longos períodos em exposição solar sem fotoproteção adequada e é mais comum na praia, pois a radiação não vem apenas diretamente do sol: a areia e a água também refletem o UVA e UVB, além do corpo sentir o Infrared por meio do calor.

Dependendo da gravidade, a sensação de ardência melhora muito com uso de compressas geladas e analgésicos comuns. “A hidratação também ajuda na recuperação da pele. Em casos mais graves de queimadura é necessário o uso de corticoides prescritos pelo dermatologista”, diz o médico.

Com relação aos hidratantes, é necessário apostar em substâncias calmantes como aloe e vera e alfa bisabolol. “Em caso de infecção das queimaduras com o aparecimento de pus é necessário antibiótico”, explica.

Não existe outro meio de evitar o problema senão usando o protetor solar. “Uma das estratégias recomendadas é o uso da regra da colher de chá, na qual consideramos a aplicação de uma colher de chá para o rosto e uma em cada um dos membros superiores e duas colheres de chá para tronco/dorso e para cada um dos membros inferiores”, diz o médico.

Recomenda-se que aplicação do filtro seja feita 15 minutos antes da exposição solar. “Outro aspecto importante na aplicação do fotoprotetor é a uniformidade de sua aplicação, evitando- se que algumas áreas sejam esquecidas ou que haja aplicação insuficiente pela falta de atenção. Por esses fatores, recomenda-se que a aplicação de fotoprotetores deva ser feita, de preferência, antes do início da exposição ao sol e, quando em uso corporal, com a menor quantidade possível de roupas”, diz o médico.

A SBD recomenda, de maneira geral, a reaplicação dos fotoprotetores a cada duas horas ou após longos períodos de imersão. “Intervalos específicos de reaplicação podem ser sugeridos pelo fabricante desde que demonstrados em testes específicos”, diz o médico.

Por fim, o dermatologista Dr. Daniel Cassiano orienta que, para quem sofreu com insolação ou queimaduras, a nova exposição solar só deve ser feita com filtro e após 30 dias, já que nesse tempo houve troca completa da epiderme (última camada da pele).

Como amenizar a ardência e a vermelhidão

Caso a prevenção não seja seguida e a exposição excessiva ao sol seja uma realidade, a médica explica que ainda assim é possível amenizar o incômodo como ardência e vermelhidão. “É preciso hidratar bem a superfície da pele com cremes. Outra solução para aliviar o desconforto é tomar banho frio – não gelado”, explica a clínica-geral do Hospital Edmundo Vasconcelos, Ligia Raquel de Brito.

Se o quadro evoluir para a descamação da pele, é essencial lembrar que ela nunca deve ser retirada ou puxada. Por conta do excesso do sol, essa superfície já está mais sensível e machucada. Quando há a retirada de pele de forma manual, aumentam os riscos de infecções secundárias”,ressalta.

E, como a pandemia não acabou, a médica destaca que é preciso manter as medidas de prevenção, o que inclui o distanciamento social, a higienização das mãos e o uso de máscaras. É com elas, aliás, que a clínica-geral, pede cuidados especiais. “Em dias mais quentes é comum transpirar mais, o que exige mais trocas de máscaras. Elas devem ser trocadas sempre que estiverem úmidas”, diz. “E, para que este processo seja seguro, é importante guardar as máscaras usadas em sacos separados”, acrescenta.

Proteção contra insolação entre as crianças


Insolação é o aumento da temperatura corporal causada pela exposição excessiva ao sol ou calor. Pode causar náuseas, tontura, dor de cabeça, vermelhidão na pele, vômitos, visão turva e desidratação. Para preveni-la, evite ficar por tempo prolongado exposto ao sol e calor, principalmente entre as 10h e 16h, quando a temperatura é mais elevada.

Além disso, é importante manter-se hidratado, preferindo água, sucos naturais e água de coco, e utilizar protetor solar e barreiras físicas, como chapéus de abas largas, guarda-sol e roupas com proteção contra os raios ultravioletas. Dessa forma, também se previne contra as queimaduras e lesões de pele causadas pela exposição excessiva ao sol.

Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria e a Associação Americana de Pediatria, os filtros solares são indicados a partir dos dois anos de idade e devem ser utilizados todos os dias, independente se estiver calor, inclusive nos dias nublados. E o ideal é aplicá-lo 20 minutos antes da exposição solar e ser reaplicado a cada duas horas. 

Alimentação e hidratação são fundamentais

No quesito alimentação, ela ressalta que a prioridade deve ser o acondicionamento dos produtos, principalmente os que apresentam em sua composição ovos ou maionese. Segundo a médica, é importante mantê-los sempre refrigerados a fim de evitar o risco de contaminações.

O ideal é não deixar alimentos fora da geladeira para prevenir o contágio por microrganismos como a Salmonela, uma das causas da diarreia. Caso a escolha seja comer fora de casa, prefira opções embaladas e lacradas. E claro, higienize a superfície dos recipientes”, acrescenta. 

Outro conselho ainda seguindo o tema comida, é consumir, preferencialmente, alimentos leves como frutas, legumes e verduras, que devem ser limpos corretamente antes da ingestão. A hidratação não ficou de fora dos hábitos a serem seguidos na época mais quente do ano, e por isso, a clínica-geral indica deixar garrafas de 500 ml de água previamente separadas para serem consumidas durante o dia. “A hidratação ajuda a prevenir a insolação, assim como o uso correto do protetor solar”, explica a profissional. 

Com Assessorias

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