Verão saudável: 6 dicas para prevenir o fotoenvelhecimento

Sol provoca envelhecimento precoce, manchas na pele, aumento da flacidez e até câncer de pele. Um bom protetor solar ajuda a prevenir tudo isso. Mas não é só

Redação
protetor solar Além de usar o protetor solar, é importante se proteger com chapéu (Foto: Internet)
O sol deu uma trégua desde a véspera do Natal, frustrando os planos de muita gente que pretendia aproveitar os dias de folga ou recesso para curtir uma praia e pegar aquele bronzeado. Mas já já está de volta e com ele os riscos cada vez maiores de trazer danos à pele. O jeito é apelar para um bom protetor solar. Mas qual escolher? Será que só passar o produto no corpo resolve?
Foi-se o tempo em que o protetor solar agia apenas para prevenir o câncer de pele – o que já é uma vantagem e tanto se considerarmos que este é o tipo de câncer mais comum entre os brasileiros. Os produtos hoje agem como verdadeiros aliados da beleza da pele, na prevenção de problemas que mexem – e muito – com a vaidade, especialmente entre as mulheres.
Quem se expõe muito ao sol sem a devida proteção está sujeito ao envelhecimento precoce da pele. Ela fica fina, com rugas, mais quebradiça , sem viço porque destrói as fibras de colágeno e as de elastina'”, explica o dermatologista André Braz, autor do ‘Atlas de Anatomia e Preenchimento Global da Face’.
Segundo ele, a proteção que existia antes nos produtos era apenas dos raios UVB, mais relacionados ao câncer, pois agem na camada entre a epiderme e a derme.  “Há a camada espinosa onde ocorre o carcinoma espinocelular, a camada basal da epiderme onde dá também um carcinoma e melanomas”, explica o especialista.
De algumas décadas para cá se percebeu que a radiação UVA também age nessas camadas mais profundas, atingindo a derme, onde estão localizadas as fibras de colágeno e as de elastina que mantêm a pele firme, lisinha e bonita. O UVA, portanto, provoca o envelhecimento da pele.
Hoje os bons protetores solares têm proteção UVA e UVB.  As duas radiações geram também o aparecimento de manchas. O protetor solar, portanto, tem uma ação direta em todos esses aspectos”, explica o médico que dirige clínica com seu nome em Ipanema, na zona sul do Rio de Janeiro.
Ele explica que na hidratação da pele há também impacto, pois os raios solares dilatam os poros e ressecam a pele, ajudando a diminuir a barreira de proteção cutânea. “Se pegar sol e não hidratar a pele, e3la perde água e fica muito seca.  O protetor não é um hidratante, mas ele protege a barreira cutânea que não deixa a água da pele s

Radicais livres provocam envelhecimento e câncer

O médico ressalta que os radicais livres são muito relacionados ao envelhecimento precoce e também a formação de câncer para o corpo como um todo. “Por isso é muito importante alimentação à base de vegetais, verduras, legumes que ajudam a “varrer”os radicais livres de todo o corpo. Há também produtos que varrem os radicais livres e que são tópicos. Dentre os fatores que desencadeiam radicais livres está o estresse, hábitos de vida e fatores externos, como a exposição ao sol.  Uma sobra de radicais livres no corpo pode ser cancerígena e acelerar envelhecimento também”, afirma Dr. André Braz.
Falando de pele especificamente, o dermatologista explica que é possível inibir esses radicais se protegendo contra vento, sol , fumo, fumaça, etc.  “O protetor solar entra nisso por proteger dos raios solares. A aplicação diária de um antioxidante tópico é sempre recomendada tanto para a prevenção do fotoenvelhecimento quanto na proteção contra os danos desencadeados pelo meio ambiente e que aceleram o envelhecimento cutâneo”, esclarece.
Segundo Braz, os antioxidantes comprovadamente são capazes de evitar alterações celulares superficiais e profundas na pele. “Existem protetores hoje que já tem antioxidante junto. Tem vitamina C; hoje o antioxidante mais presente nos produtos e mais estudado, tem revrerastrol, vitamina E, e isso é bem interessante”, afirma o dermatologista.

Dicas importantes de proteção solar para a rotina diária

1- É recomendável o uso de filtro solar fator de proteção pelo menos FPS 30 de uso diário, antioxidantes e renovadores celulares.

2- Além do filtro solar – reaplicando o mesmo periodicamente – o paciente deve buscar barreiras complementares para evitar a exposição ao sol, por ficarem muito tempo em piscina, praia ou durante atividades ao ar livre.

Recomendo uso de bonés, chapéus, roupas esportivas com proteção UV, óculos e, no caso da praia, nunca deixar de levar um guarda sol. Mesmo ficando embaixo do guarda sol é  fundamental usar filtro. A radiação reflete na areia da praia e o calor intenso também ajuda a queimar a pele”, destaca.

3- No caso de pele oleosa é importante evitar filtro que acentue o problema.  É bom usar textura em gel ou sérum.

4- No caso de a pele já descascar o cuidado com hidratação e aplicação do filtro solar, evitando qualquer exposição, deve ser ainda mais intenso.

5- Não se deve esquecer de cuidados com os lábios no verão. “A pele que reveste os lábios tem uma camada de queratina muito mais fina do que a pele facial. Além disso a pele labial não possui glândulas sudoríparas nem sebáceas, fatores que propiciam baixa proteção à perda de água. A radiação solar sem proteção adequada nos lábios pode causar ressecamento, danos às camadas superficiais dos lábios, deixando-os desprotegidos, sem a flexibilidade e umidade natural dessa região.

Por isso é tão importante a utilização diária de fotoprotetores labiais diariamente para prevenir o ressecamento, fissuras e lesões precursoras do câncer de pele na boca. Além disso, é importante lubrificar e hidratar frequentemente os lábios ao longo do dia, associado ao filtro solar, isso evita que o lábio fissure ao menor estiramento. À noite, é aconselhável dormir com um hidratante mais viscoso ou oleoso nos lábios, para acordar com os lábios mais macios e hidratados.

6- Dependendo da necessidade da pele de cada paciente, sobretudo se houve esse desgaste de fotoenvelhecimento, pode haver prescrição de tratamento com toxina botulínica e preenchimento com ácido hialurônico. “Cabe avaliação por um dermatologista”, conclui Dr. André Braz.

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