Vida sem Fumo: ‘A única coisa não saudável que eu fazia era fumar’

O relato é da jornalista Amanda Pinheiro, que após um pré-infarto, descobriu que tinha pressão alta, apesar da rotina equilibrada. O tabagismo e o estresse, associados ao histórico familiar de hipertensos e cardíacos, foram os gatilhos

Rosayne Macedo

Amanda Pinheiro

Amanda Pinheiro, jornalista carioca de 46 anos, passou por um aperto que deseja esquecer em 2017. Descobriu, de uma hora para outra, um sério problema cardíaco. Quase infartando, teve que ser internada às pressas e foi direto para o centro cirúrgico, onde foi submetida a uma angioplastia para implantar dois stents em duas artérias coronarianas.

Mas o que teria causado o problema, se ela sempre levava uma rotina saudável, com alimentação equilibrada, peso na medida e vida mais do que ativa (olha só o que a moça consegue fazer na foto ao lado)? A resposta pode estar no cigarro que ela consumia, ainda que moderamente, associado ao estresse, típico da profissão e dos tempos acelerados em que vivemos.

Amanda tem uma rotina agitada e, vez ou outra, usava o cigarro como “válcula de escape”, mas sem exagero. Em suas pesquisas, ela descobriu que tinha um histórico familiar propenso a doenças cardíacas e hipertensão arterial. Nem precisa dizer que tudo isso bastou para ela largar de vez o cigarro.

Em entrevista exclusiva para o canal do Youtube do ViDA & Ação, no encerramento desta série Vida Sem Fumo, que marca o Dia Mundial Sem Tabaco (31 de maio), Amanda Pinheiro traz o seu importante depoimento na seção SuperAção, que pode servir de exemplo para muitos que precisam deixar o cigarro.

Sempre fui uma pessoa magra, faço check up frequentemente, minhas taxas sempre estiveram muito bem, pratico exercícios com regularidade, me alimento bem, de forma saudável. Teoricamente estaria fora do grupo de risco de pessoas cardíacas. A única coisa não saudável que eu fazia era fumar, o que é péssimo, Mas eu fumava três cigarros por dia e achava que o que eu fazia no dia a dia compensavam este mail maior”, conta Amanda.

Fator hereditário, associado aos ‘gatilhos’

Mas o que a fez ficar cardíaca?”, era a pergunta que intrigava Amanda. E ela mesmo responde. “Eu negligenciei uma parte dessa história. Minha mãe morreu de mal súbito em casa, sofreu um infarto. Meu pai é revascularizado com 66 anos, fez cirurgia com peito aberto. A mãe e o pai do meu pai eram cardíacos e hipertensos”.

Mas somente o histórico familiar não seria suficiente. “O fator hereditário é forte, porém, não determinante. A questão é que a doença cardíaca tem os seus gatilhos. E eu acionei esses gatilhos: o tabagismo e o estresse. Para ela, uma sequência de acontecimentos que a levaram a um esgotamento mental – a chamada Síndrome de Bornout – pode ter sido o combustivel que faltava.

O estresse é mais difíciil de eliminar que o tabagismo da sua vida. Os inputs são internos e os controle interno precisa ser bastante são disciplinado para que você não acabe tendo todas as consequências negativas do estresse”, responde.

Um arsenal de remédios e zero cigarro, as únicas mudanças

Além de se descobrir cardíaca, a jornalista também soube que sofria de pressão alta. “Eu que não tomava nenhuma Aspirina, passei a tomar 11 comprimidos por dia, remédio para baixar o colesterol, para os stentes etc”, revela.  Fora isso, de lá para cá, não houve muitas mudanças em sua rotina, que já era saudável,  na avaliação dos médicos.

Minha vida não mudou muito, o que mudou foi o cigarro que eliminei da minha vida em 1 de novembro, quando fui fazer um cateterismo”, conta Amanda.

Ao final, ela ainda dá uma dica a quem pretende ter uma vida mais saudável: “Se você tem histórico cadíaco, observe e cuide para não acionar os gatilhos da doença cardíaca. Os principais gatilhos são o sedentrismo (que não era meu caso), o tabagismo, estresse e o consumo de álcool em excesso”.

Teste seu nível de dependência do cigarro

Não é somente Amanda que tem dúvidas sobre o consumo seguro – se é que existe – do cigarro. Definitivamente, dizem especialistas, qualquer que seja a quantidade e a frequência, futuramente poderá lhe causar transtornos. Até porque cada organismo é diferente do outro e pode reagir de forma diferente também aos efeitos da nicotina. O teste científico (de Fagerström) ajuda a verificar o grau de dependência que existe para a nicotina : muito baixo, baixo, moderado, elevado etc. Os resultados serão verificados pelo público conforme a tabela publicada e as indicações para as respostas.

Faça o teste para medir o seu grau de dependência da nicotina

VIDA SEM FUMO

Adolescentes que fumam têm maior risco de doenças crônicas

Dois a cada três fumantes vão morrer pelo uso do cigarro

Câncer de pulmão: quando o prazer dá lugar ao risco de vida

Crianças são as maiores vítimas de quem fuma

Câncer de boca tem relação direta com o cigarro

Os danos estéticos que o cigarro pode causar

Menos de 30% conseguem parar de fumar

Jogadores e clubes de futebol aderem a campanha

Benefícios de parar o cigarro a curto, médio e longo prazos

Superação: ‘Levei um susto e resolvi parar de vez’

10 dicas para abandonar de vez o cigarro

Terapias naturais são armas contra o tabagismo

Ler Faz Bem: ‘O Método Fácil para Parar de Fumar’

Faça o teste para medir o seu grau de dependência da nicotina

Deixe um comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado.