Você ainda fuma? Está mais que na hora de parar de fumar!

Dia do Não Fumar acende alerta para necessidade de reduzir principal fator de risco para o câncer. SUS tem tratamento para quem deseja parar

Criado para aumentar a conscientização sobre os efeitos nocivos do tabaco, o dia 16 de novembro pede mais do que uma reflexão. O Dia do Não Fumar alerta para os males do tabagismo, considerado uma doença epidêmica que ocorre por conta da dependência à nicotina e um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento de diferentes tipos de câncer.

“É hora de chamar a atenção para o aumento do tabagismo em alguns grupos de indivíduos que vem acontecendo durante a pandemia e alertar que há maneiras de tratar essa dependência. A grande maioria dos pacientes diagnosticados com a doença é ou já foi fumante”, alerta o oncologista torácico Carlos Gil Ferreira, presidente do Instituto Oncoclínicas.

O tabagismo está incluído na 10ª Classificação Internacional de Doenças (CID10) no grupo de transtornos mentais e de comportamento por conta do uso de substâncias psicoativas. Além de ser uma doença, pode levar pelo menos outros 50 outros problemas como distúrbios cardiovasculares e respiratórios. Sem falar que é o principal fator para câncer de pulmão.

O especialista lembra que este é o segundo tipo de tumor mais comum em todo o mundo em incidência (foi superado pelo câncer de mama em 2020), mas segue o primeiro em mortalidade, segundo a Organização Mundial da Saúde. Os dados mostram também que, em 2020, o câncer de pulmão foi responsável pela morte de quase 1,8 milhão de pessoas, 18% do total de mortes por câncer.

Portanto, parar de fumar é uma batalha que pode e deve ser vencida – mas não sem ajuda. “Quem sofre de dependência química, quando resolve parar, sofre desconfortos físicos e psicológicos que podem trazer sofrimento. Por isso, é importante procurar ajuda profissional e não julgar ou desencorajar quem está passando pelo problema”, afirma o oncologista.

Tratamento de graça pelo SUS

O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece tratamento gratuito nas Unidades Básicas de Saúde e nos Hospitais. O órgão do Ministério da Saúde responsável pelo Programa Nacional de Controle do Tabagismo (PNCT) e pela articulação da rede de tratamento do tabagismo no SUS, em parceria com estados e municípios e Distrito Federal é o Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca).

O tratamento inclui avaliação clínica, abordagem mínima ou intensiva, individual ou em grupo e, se necessário, terapia medicamentosa juntamente com a abordagem intensiva. Algumas instituições privadas também oferecem programas de cessação do tabagismo. Um exemplo é o Grupo Oncoclínicas, com o apoio do Instituto Oncoclínicas, que vem conduzindo um amplo programa para pacientes e colaboradores.

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