Você tem ‘dedo podre’ para relacionamentos amorosos?

Muitas pessoas acham que têm ‘dedo podre’, não sabem escolher parceiros e se fecham para um novo relacionamento. Veja dicas de psicóloga

Muitas mulheres sozinhas criam a crença limitante de que têm o 'dedo podre' e se fecham para novos relacionamentos (Foto: Pixabay)

Você não é o primeiro nem o último a dizer que tem o famoso ‘dedo podre’ para relacionamentos. A expressão é a mais usada, especialmente entre mulheres maduras, independentes e bem resolvidas em várias esferas da vida, porém, desejam, sim, um companheiro ou companheira para compartilhar seus momentos.

Não menos comum do que ter dificuldades de sair de um relacionamento ruim, é ter uma sequência de experiências frustradas, que podem levar o indivíduo a achar que para ele nunca irá dar certo. Em decorrência disso, pode-se adotar o comportamento de fechar-se para novos relacionamentos.

“A verdade é que a pessoa fez essas escolhas erradas, e esse é o ponto a ser olhado com cuidado. Nestes casos, o melhor a fazer é entender o que a leva a buscar esses relacionamentos que não são bons. O que está por trás dessas escolhas? Por que ela se submete a um relacionamento que não é feliz? Ressalto a importância de uma terapia para trabalhar essas questões e parar de fazer escolhas erradas”, afirma a psicóloga Juliane Verdi Haddad.

Juliane comenta que nestes casos procurar a ajuda de um profissional, não só é normal, mas é a melhor decisão a ser tomada. A psicoterapia ajudará a pessoa a adotar mudanças comportamentais e por consequência, a ter resultados em todas as áreas de sua vida.

E em relação a possíveis “gatilhos” que datas como o Dia dos Namorados podem despertar, ela também reforça que tudo vai depender do “estado de humor” da pessoa neste período. Se ela por exemplo, ainda estiver “presa” a um relacionamento que terminou, provavelmente irá sentir.

De forma geral a melhor coisa a ser feita com certeza é superar as experiências ruins e se abrir para um novo amor, por isso fica a dica: “É pra frente que se anda”, lembrem-se disso.

Faça uma lista dos pontos negativos e positivos dos relacionamentos passados, compare as duas listas e veja qual é maior. Analise os pontos negativos e se pergunte se é isso mesmo que você quer para sua vida. Trabalhe constantemente com a realidade, não se iluda com as mudanças do outro. Mude você, fazendo escolhas saudáveis”, recomenda.

Quando saber que um relacionamento ‘azedou’

De fato, um relacionamento amoroso tem um grande peso na vida da pessoa. E quando há equilíbrio, com os dois lados respeitando suas individualidades e existe troca de sentimentos e parcerias, com certeza será uma relação benéfica para as duas partes. Mas é preciso estar atento, pois o contrário também pode acontecer, afinal quem nunca sofreu, com certeza pelo menos conhece alguém que já tenha sofrido por amor.

Juliane Verdi Haddad ressalta a necessidade de buscar ajuda psicológica em relacionamentos desgastados e também para aqueles que têm dificuldades em se relacionar novamente (Foto: Divulgação)

“Os relacionamentos podem sim ser maléficos em várias situações. Podemos citar como exemplos: quando um dos parceiros não consegue se expressar direito e o outro é abusivo, ou ainda quando um dos lados tem a necessidade de controlar tudo e não aceita o ponto de vista do outro, entre outras inúmeras situações”, comenta a especialista.

A profissional dá exemplos de alguns pontos a serem observados, que podem ser indicativos de que o relacionamento não anda tão bem:

– Sentir ansiedade e apreensão na presença do parceiro(a), ou até mesmo com o simples telefonema dele(a);

– Queixar-se constantemente do comportamento do outro, sensação de frequente insatisfação;

-Ter discussões constantes sem chegarem a um consenso;

– Notar que seu comportamento é muito mais espontâneo quando o parceiro(a) não está por perto, a ponto de sentir alívio quando está longe dele(a).

– Perto de amigos, um se queixa do outro, o famoso comportamento de “lavar a roupa suja” fora de hora;

– Constatar que o relacionamento está distante, sem troca de palavras amorosas e contato físico, como se fossem dois estranhos;

– Perceber que a comunicação não existe ou está muito empobrecida.

– Sentir que os dois não tem nada em comum, valores e pensamentos são totalmente diferentes em relação a vida familiar e futuro;

E apesar de muitas vezes o casal notar que há algo de errado, ainda assim em boa parte dos casos pode existir uma resistência em aceitar que talvez o término seja inevitável. Nestes casos, a pessoa pode precisar de ajuda para entender e superar a situação. Além disso, aproveita para alertar os casais: brigar no Dia dos Namorados, ou não curtir o dia, também pode ser um sinal de que algo precisa ser revisto.

“O ser humano de uma maneira geral, tem medo de grandes mudanças e muitas vezes se mantém infeliz pelo receio do novo. Trazemos da nossa história de vida, “crenças”, ou seja, formas persistentes de pensar que determinam nossas escolhas e atitudes. Essas crenças podem mantê-los presos a um relacionamento infeliz, como se não pudessem sair. Somente com a psicoterapia a pessoa acessa essas crenças limitantes e aprende a enfrentá-las, promovendo as mudanças desejadas”, explica a psicóloga.

Deixe um comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado.

In the news
Leia Mais