Volta às aulas na pandemia: é hora de colocar em dia a caderneta de vacinação

Estar com vacinas como as da Gripe, Sarampo, Poliomieliete, Febre Amarela, Meningite, Coqueluche e Hepatites A e B, é a forma mais eficaz de se prevenir

Redação

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), com receio de sair, devido ao medo da Covid-19, milhões de brasileiros estão deixando de se vacina. No mundo, 117 milhões é o número de crianças que podem estar deixando de ser vacinadas por conta da pandemia.

Tomando esta decisão o risco para dezenas de doenças infecciosas graves e que podem comprometer a saúde de toda a família aumenta, alerta Mariana Carvalho, biomédica do Laboratório e Clínica Lach, no Jardim Botânico.

O tão esperado retorno às aulas presenciais pode ocorrer em momentos diferentes dentro de uma mesma região. Não sabemos quando será, mas uma coisa é certa: está na hora de atualizar a carteira de vacinação.

As famílias precisam priorizar a vacinação de crianças e adolescentes, mantendo a carteirinha em dia antes da volta às aulas. Além disso, todos os profissionais da escola precisam também seguir essa recomendação. Esse cuidado deve ser de todos. É uma maneira de reduzir riscos”, enfatiza a especialista.

A especialista destaca ainda que quanto menos pessoas vacinadas, maior o número de vulneráveis, o que amplia o risco de infecção e transmissão de vírus e bactérias e pode levar a um aumento no número de casos de doenças potencialmente graves e evitáveis, como sarampo, meningite, coqueluche, febre amarela e as hepatites A e B, por exemplo. Também pode abrir caminho para o surgimento de surtos que sobrecarregam ainda mais os sistemas de saúde.

A polêmica sobre a reabertura das instituições vai muito além da pandemia. Dados recém divulgados pela Fiocruz mostram que antes mesmo dos registros de Covid 19, a cobertura vacinal no Brasil já estava com índices abaixo do estimado. O levantamento aponta que, entre os anos de 2017 e 2019, houve uma queda de 13,6% na cobertura vacinal em todo o país, queda que se intensificou por conta das medidas de isolamento.

As medidas de distanciamento social fizeram com que muitos pais e responsáveis, por medo da exposição ao novo coronavírus, adiassem cuidados de rotina de saúde da criança. É natural este processo, mas também é extremamente preocupante ver este cenário, porque muitas vezes esse adiamento pode trazer consequências a saúde das crianças, principalmente entre os menores”, alerta a médica pediatra do Grupo Sabin, Talita Cordeschi Correa.

Segundo a especialista, o processo de adaptação às novas rotinas dentro e fora de casa e nas escolas deve ser feito de forma gradativa, mas antes de tudo o primeiro passo é conferir como está a saúde da criança. “A atualização da caderneta de vacinas para crianças e adolescentes é uma decisão imprescindível nesta etapa de ressocialização”, afirma a especialista.

A médica explica ainda que as vacinas são compostas por vírus ou bactérias, vivos atenuados, mortos ou partículas desses microorganismo que estimulam o corpo a produzir anticorpos capazes de proteger contra as doenças desencadeadas por esses patógenos. “É uma forma simples e segura de proteger os pequeninos contra diversas doenças por meio da imunização ativa. É um verdadeiro ato de amor”, destaca a médica.

Vacinação: sinônimo de proteção

Aliadas da saúde e prevenção contra inúmeras doenças, as vacinas são importantes aliadas da qualidade de vida das populações de todas as idades. “Estar vacinado é a melhor maneira de se prevenir contra diversas doenças causadas por vírus e bactérias e nesta etapa de tantos receios e incertezas, conferir a caderneta de vacinação e, mais do que nunca, mantê-la atualizada, é fundamental para proteger a saúde dos pequeninos e dessa maneira tranquilizar um pouco mais pais e responsáveis”, orienta Cordeschi.

Ao lado da médica, o gestor do Grupo Sabin, Jordânio Alves destaca ainda o sistema de imunizações e medicina diagnóstica do Grupo Sabin, que dispõe de um portfólio com mais de 3.500 serviços que ajudam a manter a saúde em dia. “O Sabin oferece mais de 20 tipos de vacinas que com o alto padrão de qualidade e que são administradas com atendimento diferenciado e personalizado que fazem do Sabin a referência em seu campo de atuação”, destaca.

Jordânio reitera também que as vacinas do Grupo passam por um monitoramento rigoroso de temperatura das geladeiras que comportam os imunobiológicos, a fim de garantir a sua qualidade. “Além disso, os equipamentos recebem manutenção preventiva e são monitoradas e administradas por profissionais atualizados e altamente capacitados”, complementa o gestor.

E quando a vacina não faz efeito?

No laboratório Lach, que há mais de 25 anos é referência em análises clínicas, com sede no Jardim Botânico, além das vacinas, é possível fazer um teste para “ter certeza” que a vacina “fez efeito”.

Nem sempre a vacina garante uma imunização completa. Em alguns casos, o organismo não reage como esperado e é necessário fazer uma segunda dose”, explica Mariana Carvalho, biomédica do setor de análise clínica do laboratório Lach.

A partir de 30 dias após receber a primeira dose da vacina, o paciente pode realizar o teste para verificar o nível da imunização. Esses exames custam a partir de R$ 50. Caso a vacina tenha sido feita no Lach e seja necessária uma segunda dose de reforço, o laboratório oferece um desconto.

“Mesmo quando não imuniza totalmente, a vacina faz com que a doença seja mais branda. Mas claro que o melhor é garantir uma imunização total. E isso precisa ser verificado com os testes, afirma a especialista.

Com Assessorias

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