Adolescentes confinados, mentes aborrecidas: o que fazer?

Live do #PapodePandemia traz psicanalista e psicopedagoga para falar dos impactos do isolamento social na saúde mental, no comportamento no aprendizado dos adolescentes

Redação

Esta semana comemoramos os 30 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), em meio a um cenário de incertezas para a nossa ‘geração do futuro’. Uma pesquisa recente com 33 mil adolescentes e jovens entre 15 e 29 anos mostrou que sete em cada dez sofrem com ansiedade, tédio ou impaciência. Diante desses desafios, o que fazer para motivá-los, garantir seu aprendizado e o pleno desenvolvimento de suas habilidades?

Para falar sobre esses sentimentos e trazer dicas a pais, mães, responsáveis e educadores, a sétima edição do projeto #PapodePandemia traz duas especialistas em Adolescência: a psicóloga e psicanalista Renata Bento, perita em Vara de Família, e a psicopedagoga, psicolinguista e terapeuta de família Simone Mattos, diretora do curso Palavra Mágica, em Niterói (RJ).

Apresentada pela jornalista Rosayne Macedo, editora do Portal ViDA & Ação – e também mãe de adolescente -, a live ‘Adolescentes Confinados, Mentes Aborrecidas’ acontece neste sábado, às 11 horas, pelo Facebook. Após a transmissão ao vivo, o encontro virtual poderá ser visto  também no canal do Youtube e no Instagram do ViDA & Ação.

A live encerra uma semana de matérias publicadas no site, dedicadas ao tema, iniciadas a partir do dia 13 de julho, quando se completaram 30 anos do lançamento do ECA. Além dos muitos direitos assegurados, o Estatuto prevê 11 deveres, entre os quais, os de “conhecer e cumprir as regras estabelecidas, respeitar pais e responsáveis e frequentar a escola e cumprir a carga horária estipulada para a sua série”.

Mas será que os adolescentes estão maduros o suficiente para encarar o isolamento social imposto pela pandemia e cumprir também as suas tarefas e estudos dentro de casa? E quem está, não é mesmo?”, questiona Rosayne, que é mãe da Maria Clara, a Clarinha, de 14 anos, autora da arte do card que ilustra este post.

O bate-papo pretende debater os impactos do isolamento social à saúde mental e emocional dos adolescentes, mostrando ainda como o fortalecimento dos vínculos familiares e afetivos pode contribuir no seu pleno desenvolvimento, considerando a adolescência uma fase que já é marcada por grandes conflitos internos e externos.

A aparente potência do adolescente revela sua fragilidade, seus medos e angústias que ficam encobertos. O humor lábil, essa instabilidade emocional do adolescente, busca um continente que o suporte emocionalmente. A família tem esse papel, de se manter estável” , ressalta a psicanalista Renata Bento.

A live também trata do comportamento fora do ambiente escolar e formas de motivar esses adolescentes nos estudos a distância e estimular sua criatividade. À frente do Palavra Mágica, um curso de aprimoramento em linguagem que conquistou em outubro de 2019 uma premiação internacional do Senado da Argentina, Simone trará algumas estratégias para ajudar aqueles que tiveram seu “plano de voo” interrompido pela pandemia.

O ser crescente, adolescente, estica-se para se tornar pleno. Às vezes dói. Excesso de cobranças e limitação de espaços de convivência achatam um ser que quer e precisa alcançar o topo para voar livre. Há muitas formas de aprisionamento, gaiolas. É preciso descobrir como seguir experimentando a vida nas condições que se apresentam”, afirma.

Confira a íntegra da live sobre o tema no Youtube e Facebook do ViDA & Ação
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