App que incentiva o cyberbullying é condenado por especialistas

Inteligência sob suspeita: respostas sensíveis para o público infantil traz conteúdo sexual, prática de bullying e até ameaças de morte

Redação
cyberbullying


Depois de jogos como Baleia Azul e da série 13 Reasons, um aplicativo é a “bola da vez” quando o assunto é explorar as fragilidades emocionais das crianças, cada vez mais expostas às ameaças digitais. O SimSimi é acusado de incentivar o cyberbullying entre crianças. A polêmica está em volta da inteligência artificial usada pelo app, que gera respostas automáticas quando os usuários iniciam uma conversa, e está sob suspeita de enviar respostas sensíveis para o público infantil, com conteúdo sexual, prática de bullying e até ameaças de morte.

O relatório DQ Impact Report 2018, realizado em parceria com o Instituto DQ (Digital Intelligent Quotient) e o Fórum Social Mundial, mostra que 56% das crianças entre 8 e 12 anos estão expostas às ameaças digitais. Além disso, o relatório revela que 47% já foram vítima de cyberbullying. Foram entrevistados 38 mil participantes em 29 países.

Os riscos cibernéticos estão em todos os lugares da rede como vídeos de conteúdo duvidoso ou desafios perigosos no YouTube, como o Desafio do Desodorante ou o uso de personagens com apelo junto às crianças. A falta de alternativas que não as preparem para os perigos da rede, e da vida no geral, é uma preocupação dos pais. Opções que entretenham, mas que também colaborem para o desenvolvimento psicossocial da criança são essenciais.

Plataforma ajuda a combater bullying nas redes

Pensando na dor que existe nas famílias, em 2014 Fabiany Lima criou o Timokids, por meio de suas historinhas, ajuda pais e educadores a conversarem com as crianças sobre questões importantes e delicadas que devem enfrentar durante o crescimento como bullying, questões sociais, suicídio e preconceitos.

É uma ferramenta multilíngue que contempla toda a família pois os pais são avisados dos temas de interesse dos filhos, algo importante para detectar assuntos que a criança não queira falar ou nem tenha conhecimento sobre. 

A plataforma previne e faz a criança detectar determinados comportamentos. “É uma forma de prepará-las para o futuro, pautada em conhecimento prévio e noções de situações incomuns. É uma metodologia de ensino que prepara as crianças para a vida em sociedade e forma adultos mais conscientes”, diz Fabiany.

A startup leva entretenimento e conteúdo seguro para famílias em 197 países. A marca possui também uma vertente voltada para sala de aula, o Timokids School, além do Timokids Social, direcionado para parcerias nacionais e internacionais com ONGs e do recém-lançado Timokids Games, exclusivo para jogos.