Epidemia de gripe no RJ: atendimentos caem 21,5%, diz SES

Na capital, 5 pessoas morreram por causa do vírus Influenza A H3N2. Mas atendimentos estão caindo segundo a Secretaria de Estado

O município do Rio de Janeiro registrou em um mês um número de óbitos por gripe quase equivalente aos da Covid-19. Entre 18 de novembro e 17 de dezembro, o vírus da gripe causou 21 mortes na capital, enquanto a Covid-19 provocou 25 mortes no período. Em todo o estado, a influenza já matou 59 pessoas este ano. Na última semana epidemiológica, foram registrados seis óbitos por influenza e três pela Covid-19.

O Governo do Estado registrou esta semana uma redução de 21,5% nos atendimentos de síndrome gripal na semana de 10 a 16 de dezembro em relação à semana de 3 a 9 de dezembro. A queda foi maior em atendimento pediátricos (22,35%). Já as consultas para adultos diminuíram 21,3%.

A Secretaria de Estado de Saúde (SES) confirma cinco mortes por influenza A H3N2, subtipo predominante, o que pode sugerir um número ainda maior diante de subnotificações. Este ano, foram registrados cinco óbitos pela variante do vírus Influenza H3N2.

Em 2020, foi notificado um óbito causado por este subtipo e, em 2019, dois óbitos. Quanto à variante H1N1 do vírus influenza, em 2019, foram notificados 63 óbitos, em 2020, um óbito e, em 2021, dois óbitos. Estudos indicam que a variante H3N2 não costuma causar casos graves, como o H1N1, por exemplo.

A média de atendimentos de casos de Influenza é calculada com base no registro de pacientes que buscam as unidades de saúde do estado, por meio da Subsecretaria de Vigilância e Atenção Primária à Saúde (SVAPS). A rede estadual conta com 28 UPAs, sendo 18 na capital.

A gripe é causada pelo vírus, causada pelos tipos A, B e C. No caso da A, tem os subtipos H3N2 e da variante Darwin, que não está incluída entre as cepas incluídas na campanha de vacinação de 2021. É diferente da variante Hong Kong, ela foi tomada entre abril e maio. “As pessoas relaxaram as medidas protetivas, deixando de usar máscaras”, advertiu a pneumologista Margareth Dalcolmo.

Três dos 5 óbitos por gripe não tinham se vacinado

Em relação aos cinco óbitos notificados no Sivep-Gripe, entre janeiro e o dia 15 de dezembro deste ano, todos os pacientes residiam no município do Rio de Janeiro, sendo três mulheres e dois homens, com idades entre 54 e 86 anos. Três não tinham registro de vacinação contra a influenza. Desses cinco casos, três relataram comorbidades, entre elas, diabetes, cardiopatias e nefropatias (doença renal).

A SES ressalta que o número de óbitos por influenza registrado até o momento não foge do padrão endêmico e esclarece que, no caso da gripe, em função de síndrome gripal não ser uma doença de notificação obrigatória, declarar epidemia é responsabilidade do gestor local. A SES apenas ratifica, avaliando os dados.

A SES também reforça que as formas de prevenção à gripe e à Covid-19 são as mesmas: uso de máscaras em locais fechados e abertos com aglomeração, utilização de álcool em gel, lavar as mãos com frequência, e distanciamento social.

Confira a tabela com a média de atendimentos de síndrome gripal nas UPAs da rede estadual:

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Estado montou 7 tendas na cidade do Rio

No plano de contingência, a SES montou tendas para acolhimento e atendimento de pacientes com síndrome gripal nas unidades de Marechal Hermes, Penha e Tijuca, na Zona Norte, Jacarepaguá, Campo Grande e Bangu, na Zona Oeste, e Botafogo, na Zona Sul do Rio. A maioria dos casos atendidos nas UPAs é de pacientes com sintomas leves da doença.

“A Secretaria de Saúde foi capaz de colocar em prática uma resposta rápida, com o plano de contingência, que reforçou o atendimento logo que a equipe da Vigilância lançou o alerta de aumento de casos de síndrome gripal. No dia 3 de dezembro, colocamos em operação a primeira tenda para reforçar o atendimento nas UPAs”, diz o secretário de Estado de Saúde, Alexandre Chieppe. 

Segundo ele, se trata de um vírus de alta transmissibilidade, mas que não tem causado casos mais graves, não há aumento de internações. “Pedimos à população que observe os cuidados de prevenção, com o uso de máscara e lavagem frequente das mãos”, destaca.

Rio abre mais três centros de atendimento à síndrome gripal

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) abriu na última terça-feira (14), mais três centros de atendimento a pacientes com síndrome gripal na cidade do Rio, com o objetivo de reforçar a assistência à população durante a epidemia de gripe, na Policlínica Manoel Guilherme da Silveira Filho, em Bangu; na Unidade Ambulatorial Almir Dulton, em Campo Grande; e na Policlínica Rodolpho Rocco, em Del Castilho.

Na última semana, a SMS inaugurou três centros de atendimento na Vila Olímpica do Alemão, Parque Olímpico da Barra e na Vila Olímpica de Honório Gurgel. Os centros de atendimento a pacientes com síndrome gripal recebem pessoas com sintomas como febre, calafrio, tosse, coriza, dor de garganta, dor de cabeça, alteração no olfato e/ou paladar, e realizam também testagem para covid-19, conforme indicação médica.

Fonte: SES e SMS

 

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