Campanhas contra a fome se espalham pelo país: conheça algumas e colabore

Com aumento da fome entre os brasileiros, iniciativas surgem para ajudar famílias com cestas básicas. Confira em nosso roteiro de Boas Ações

Redação
Crianças atendidas pelo Caminhão da Misericórdia no Rio de Janeiro (Foto; Divulgação)

Um ano se passou e a pandemia de coronavírus continua fazendo vítimas em números crescentes e afetando o sustento de milhares de famílias. Nas últimas semanas, os efeitos da pandemia a rotina de cada cidadão brasileiro são escancarados. Há uma multidão de pessoas vulneráveis e desamparadas, um número aproximado de 14 milhões de pessoas desempregadas. Nos últimos seis meses, a pobreza praticamente triplicou no Brasil.

O cenário não deixa dúvidas de que a combinação das crises econômica, política e sanitária provocou uma imensa redução da segurança alimentar em todo o Brasil. Além da pandemia de Covid-19 que assola o país, muitos brasileiros estão travando diariamente mais uma batalha contra a fome. São 116,8 milhões de pessoas vivendo em situação de insegurança alimentar no país, sem certeza se terão alimento disponível na próxima refeição. Além deles, há ainda 19,1 milhões de brasileiros que efetivamente passam fome (veja dados ao fim do texto).

Somente no Rio de Janeiro, 2,6 milhões de pessoas (o equivalente a 15,1% da população do estado) estão situação de extrema pobreza, e vivem com até R$ 89 por mês, segundo levantamento da Firjan (Federação das Indústrias do Estado), com base nos dados do Ministério da Cidadania. 

A pandemia tem mostrado ser ainda mais importante a renovação de sentimentos como solidariedade, empatia e esperança, fundamentais para reduzir os impactos das crises. Conheça algumas iniciativas que valem a pena contribuir, não só no Rio de Janeiro, mas em diversas regiões do país. As doações fazem a diferença para quem tem fome.

Sesi Cidadania contra a Fome percorre comunidades do Rio

Caminhão da Misericórdia em ação no Rio de Janeiro (Foto; Divulgação)

Firjan SESI e empresários fluminenses se uniram a entidades parceiras e lançaram a campanha SESI Cidadania Contra a Fome. O objetivo é ajudar a minimizar os efeitos da pandemia sobre pessoas em situação de fome e pobreza extrema através de doações de cestas básicas no estado do Rio. Viva Rio, Movimento União Rio e Caminhão da Misericórdia são parceiros da Firjan SESI nesta iniciativa de mobilização da sociedade.

Para contribuir com a campanha, basta acessar o site e fazer a doação de qualquer quantia via PIX ou transferência bancária. Alimentos não perecíveis também serão recolhidos em 29 endereços da Firjan SESI e Firjan Senai espalhadas pelo estado. A Firjan ainda vai doar uma cesta básica por cada um dos colaboradores do sistema que realizar doação.

Os recursos financeiros serão convertidos em cestas básicas ou cartões alimentação que serão distribuídos, respectivamente, pelo União Rio e pelo Viva Rio, através do SOS Favela. Já o Caminhão da Misericórdia, da Comunidade Olhar Misericordioso, ajudará na entrega dos alimentos doados.

Conheça os parceiros – Com 28 anos de trajetória, a empresa social Viva Rio ultrapassa 34 milhões de atendimentos e realiza campanhas para arrecadar e distribuir donativos para famílias em situação de vulnerabilidade. Também articula projetos voltados à melhoria da segurança, saúde e educação nas favelas.

O movimento voluntário União Rio busca soluções para ajudar a cidade a superar os efeitos da pandemia. Até março deste ano, distribuiu 5 mil toneladas de alimentos, beneficiando 360 mil famílias em 237 comunidades do estado, ativou 448 leitos para pacientes SUS, reformou 133 consultórios no Hospital Universitário Clementino Fraga Filho e doou mais de um milhão de EPIs – equipamentos de proteção individual.

Já o Caminhão da Misericórdia leva cestas básicas adquiridas com a doação de benfeitores às paróquias das comunidades e arredores. Somente durante a pandemia, a iniciativa já distribuiu 142 toneladas de alimentos.

Rock in Rio e Ação da Cidadania juntos contra a fome

Conscientes do aumento de pessoas em vulnerabilidade alimentar em decorrência da pandemia da Covid-19, a Ação da Cidadania – ONG fundada pelo sociólogo Betinho em 1993 – , e o Rock in Rio se unem mais uma vez para mobilizar a sociedade civil em prol da doação de alimentos. A ideia é, acima de tudo, maximizar a esperança entre as pessoas, reverberando a iniciativa nos canais de comunicação do festival e também do grupo Dreamers, no qual o Rock in Rio está inserido.

Dessa forma, as duas organizações, parceiras desde 2001, acreditam que o movimento ecoe pelo Rio de Janeiro e atinja a população em geral, revitalizando aquilo que o carioca tem de melhor: o espírito solidário. Para o Rock in Rio, o importante neste momento é ajudar a virar este jogo, afinal um mundo melhor é um mundo sem fome.

O primeiro investimento será feito pelo próprio festival em conjunto com o grupo Dreamers, um conglomerado de comunicação do qual o festival faz parte. Juntos doarão 50 toneladas de alimentos. A expectativa é mobilizar outras empresas e, dessa forma, multiplicar este número para atender mais famílias numa grande corrente do bem.

A Ação contará com o poder de mobilização social do Rock in Rio, que a partir do projeto ‘Por Um Mundo Melhor’, investe em ações socioambientais e amplifica inúmeras iniciativas já existentes. Doar é muito simples e não há um valor estipulado. Basta acessar o link rockinrio.com/doe e se engajar nesta causa.

A doação de alimentos vem acontecendo desde o início da pandemia, porém as pesquisas mostram uma queda desde o início de 2021. Por isso, a intensificação em campanhas feitas pela Ação da Cidadania. Este é o segundo movimento que a ONG faz somente neste primeiro semestre. Em fevereiro, ampliou sua atuação na doação de alimento com campanha Brasil Sem Fome e, em um mês e meio, a entidade já ajudou mais 48 mil brasileiros com 12 mil cestas entregues em todo o país.

Agência do Bem retoma campanha ‘Quarentena Sem Fome’

A Agência do Bem retomou a campanha Quarentena Sem Fome, com objetivo de amenizar as dificuldades dessas famílias e fazer com que as doações cheguem de forma eficiente e prática a elas.  Quem quiser colaborar, poderá adotar uma família por três meses, pelo valor mensal de R$ 85,00. A Agência do Bem se encarregará diretamente de todo o processo, desde a compra até a distribuição das cestas de alimentos e itens básicos de higiene. 

No ano passado, quando a campanha foi lançada pela primeira vez, foram beneficiadas mais de mil famílias impactadas pela pandemia de coronavírus em comunidades de Nova Iguaçu e Rio de Janeiro, em bairros como Cidade de Deus, Senador Camará, Vicente de Carvalho, Vila de Cava, Laranjeiras, Rio Comprido e Anil.  

Para contribuir, basta realizar uma transferência para Agência do Bem – Banco Itaú – Agência: 7499 – Conta Corrente: 13311-9 – CNPJ 17.016.104/0001-97, enviando e-mail para contato pelo contato@agenciadobem.org.br.

Ação leva remédios e alimentos a famílias da Zona Oeste carioca

No último domingo, 11 de abril, cerca de 600 famílias de nove comunidades da Zona Oeste do Rio de Janeiro receberam cestas básicas e medicamentos arrecadados pelo Instituto Mãos Unidas. As entregas foram realizadas no CEJA-Barra, localizado na Av. Gilberto Amado, 311.  O trabalho da instituição vai além das doações de alimentos, as famílias também recebem assistência na área da saúde física e mental, porém com o agravamento da pandemia no Brasil a arrecadação de donativos se tornou o maior desafio.

O Instituto Mãos Unidas também realiza o Programa do Leite, que contempla crianças de até três anos e idosos; atendimento médico com várias especialidades; tratamento psiquiátrico infantil e adulto; atendimento psicológico com terapia individual e em grupo; fonoaudiólogo; exames de imagem através de parcerias; atendimento jurídico; apoio escolar e alfabetização de adultos; cursos preparatórios para concurso público, cursos profissionalizantes, curso de inglês e informática.

Os serviços prestados visam a integração social, assistência na área da saúde física e mental. O trabalho iniciou em 2007, com uma equipe percorrendo as ruas da Barrinha, Barra da Tijuca e Recreio, dando assistência aos moradores de rua e, em 2008, iniciaram os atendimentos às famílias moradoras nas comunidades carentes da região, realizando doação de cestas de alimentos.

Como doar – As doações de alimentos, medicamentos e roupas podem ser entregues na Av. Gilberto Amado, 311 – Barra da Tijuca, de segunda a terça, das 9h às 18h, de quarta a sexta, das 9h às 20h e aos sábados das 9h às 18h30. Também é possível doar pelo site www.institutomaosunidas.org ou através de transferência bancária:  Banco do Brasil (001), Agência: 4477-6, Conta: 4131-9, Favorecido: Instituto Mãos unidas, CNPJ: 37.316.475/0001-00.

Marcha pela Cidadania e Ordem prorroga entrega de alimentos

Marcha pela Cidadania e Ordem percorre ruas do Rio de Janeiro (Foto: Divulgação)

A Marcha pela Cidadania e Ordem, programa da Secretaria de Estado de Governo, prorrogou até esta sexta-feira (16) campanha lançada no final de maio de arrecadação de alimentos não perecíveis para destinar às comunidades terapêuticas, que são uma rede de apoio e acolhimento que assiste dependentes químicos.

A doação de macarrão, leite em pó, feijão, arroz, dentre outros alimentos não perecíveis, pode ser feita nas bases do Segurança Presente, parceiro nesta corrente solidária: Aterro do Flamengo, Botafogo, Copacabana, Ipanema e Lagoa. O horário para entrega é das 8h às 20h.

O Instituto Social Marca de Cristo, localizado em Brás de Pina, na Penha, tem sido um aliado da sociedade no cuidado de dependentes químicos, abrigando pessoas em situação de rua e/ou com transtornos decorrentes do uso, abuso e dependência de substâncias psicoativas e será um dos beneficiados com a distribuição de alimentos.

PELO PAÍS

Km Solidário no combate à fome

O KM Solidário é uma iniciativa que incentiva a prática esportiva (caminhada, corrida, ciclismo e natação) e transforma, por meio de um aplicativo, os quilômetros percorridos em doações financeiras para ONG’s. A missão é combater o sedentarismo, desenvolver a cultura de doação e impactar o terceiro setor, conectando praticantes de atividades físicas a projetos e empresas que buscam contribuir para a redução da desigualdade social e econômica no Brasil.

Desenvolvido pelos fundadores Andre Kok e Saulo Marchi, o aplicativo, disponível para Android e iOS, foi lançado em fevereiro de 2021. Em pouco mais de dois meses, o Km Solidário gerou um impacto acima de R$ 350 mil, beneficiando 15 entidades assistenciais. Já conta com 41,5 mil inscritos, média de 1,1 mil novos usuários e 3,1 mil pessoas conectadas ao aplicativo diariamente.

O funcionamento do app – disponível para download tanto no IOS quanto Android – é bastante simples: o usuário tem a opção de converter sua atividade física em doação pelo próprio Km Solidário. Mediante um login, a pessoa sincroniza o exercício ao app e ao final, a distância percorrida é automaticamente revertida em doações de kms para a ONG previamente escolhida.

Os valores arrecadados são distribuídos entre as 10 instituições participantes: Instituto Horas da Vida, Colégio Mão Amiga, Pernas de Aluguel, SOS do Câncer, GRAACC, Ampara Animal, União Br, Arrastão, AroMeiaZero e Instituto de Pesquisas Ecológicas – IPÊ. Estrelas do esporte brasileiro, como Oscar Schmidt, Tande, Estevão Lopes, Virna Dias e Cacá Bueno, são os embaixadores do app.

Passos Solidários – Unido à Associação Nacional de Voluntários, organização não governamental de Fortaleza, no Ceará, o Km Solidário promove, entre os dias 10 e 30 de abril, o “Passos Solidários”. O objetivo é ajudar famílias carentes daquela região com alimentos e cestas básicas. Os quilômetros percorridos nas atividades físicas serão transformados em mantimentos para assistir às pessoas em situação de vulnerabilidade.

As doações financeiras são possíveis com ajuda de parceiros comerciais, como a Positive Brands e a Moss Earth, maior plataforma ambiental do mundo e produtora de créditos de carbono. A Positive Brands, focada em alimentos sustentáveis e voltados ao bem-estar físico, como castanhas, pastas, isotônicos e snacks. A marca também patrocina Luquinhas, primeiro triatleta brasileiro com Síndrome de Down. Para mais informações, acesse https://kmsolidario.com.br/.

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Ação da Cidadania busca apoio para enfrentar baixa de doações

Troque um quilo de alimento por uma dose de vacina

Qual é o maior medo dos brasileiros: morrer de Covid-19 ou de fome?

Instituições religiosas promovem campanha ‘A fome não espera’

Nesse momento de extrema fragilidade social, os freis agostinianos da Província Nossa Senhora da Consolação do Brasil e as unidades do Colégio Santo Agostinho convidam a sociedade a agir de forma solidária.  Até  o dia 24 de  abril, os agostinianos promoverão uma grande rede nacional de solidariedade para levar alimentos às famílias que estão em vulnerabilidade social, por meio da campanha “A fome não espera!”. 

A meta da campanha  é arrecadar cerca de 13 toneladas de alimentos que serão distribuídos nacionalmente para as famílias atendidas pelas obras sociais agostinianas, famílias atendidas por obras sociais parceiras das unidades do Colégio Santo Agostinho e para as pessoas em situação de insegurança alimentar que vivem no entorno das nossas unidades. 

A Sociedade Inteligência e Coração (SIC), mantenedora do Colégio Santo Agostinho e suas obras sociais, endossa a iniciativa e convida a comunidade escolar a participar e divulgar a campanha nas redes sociais utilizando a hashtag #AgostinianosContraaFome. Confira aqui as três formas de participar da campanha “A fome não espera!”.

Já o Instituto Presbiteriano Mackenzie (IPM) realiza no dia 17 de abril, a partir das 13h, a Live Solidária A Fome Não Espera afim de arrecadar cestas básicas e kits de higiene pessoal que serão destinados a pessoas com extrema necessidade. A ação reúne todas as unidades do Mackenzie e você pode fazer sua doação em qualquer uma delas: Higienópolis, Campinas, Tamboré, Rio de Janeiro, Brasília, Curitiba, Castro e Palmas. Acompanhe a transmissão da live pelo canal da TV Mackenzie no Youtube: http://www.youtube.com/c/TvMackenzie/featured.

Funcionários de banco de SP doam alimentos ao se vacinar contra gripe

Funcionários do Banco MUFG Brasil eqe forem tomar a vacina contra a gripee esta semana em sistema drive-thru, no estacionamento da sede em São Paulo, estão sendo convidados a levarem alimentos não perecíveis que serão entregues ao Centro de Promoção Social Bororé, onde 506 famílias necessitam de ajuda para garantir a alimentação.

O espaço oferece desenvolvimento social para a comunidade do Jardim Lucélia, por meio do atendimento diário a 640 crianças e adolescentes, programas de capacitação profissional para 90 adultos e apoio indireto que alcança 2.560 pessoas da comunidade.

Com a suspensão de eventos beneficentes e queda drástica nas doações de pessoas físicas e jurídicas, consequências da pandemia Covid-19, o Bororé tem enfrentado dificuldades financeiras para comprar suprimentos e atender pessoas da comunidade local.

Em 2020, a ong recebeu uma doação da MUFG Foundation que contribuiu para adequação do Bororé aos padrões de prevenção à Covid-19 estabelecidos pela OMS, bem como para a compra de cestas básicas que foram doadas para as famílias da comunidade do entorno. =Esse ano, o número de famílias nessa condição aumentou significativamente.

É possível também participar da campanha fazendo um depósito bancário na conta corrente da instituição assistencial. Para quem quiser ajudar, mesmo não sendo funcionário do banco, seguem os dados para depósito: Itaú (341)| agência 0160 |Conta Corrente: 89683-3| CNPJ: 59.936.781/0001-73.

UOL doa 50 mil cestas básicas a famílias

Doações a ser realizadas pelo Grupo Uol (Foto: Divulgação)

Grupo UOL está doando 50 mil cestas básicas para famílias em situação de insegurança alimentar – realidade agudizada pela pandemia -, por meio de quatro entidades de apoio social, em diversas regiões do Brasil.  Cada cesta contém 5kg de arroz, feijão, pacotes de macarrão e de extrato de tomate, café, doces, entre outros itens.

As instituições beneficiadas, conhecidas por sua atuação transparente,  serão a Ação da Cidadania (entregas no Distrito Federal, Rio Grande do Norte e Sergipe), Gastromotiva (São Paulo, Paraná e Rio de Janeiro), Projeto #FamíliaApoiaFamília (Piauí, Rio de Janeiro e São Paulo)  e Associação de Moradores de Paraisópolis  (São Paulo), todas com histórico de ações anteriores junto ao Grupo UOL.

As entregas começaram nesta quinta-feira (15), em Paraisópolis (SP), em clima de esperança, e devem se estender pelas próximas semanas. A Associação de Moradores de Paraisópolis promove ajuda constante para os mais de 100 mil habitantes da segunda maior favela de São Paulo e tem à sua frente Gilson Rodrigues, presidente do G10 Favelas, bloco de líderes e empreendedores de impacto das dez maiores comunidades do Brasil.

A iniciativa faz parte de uma ampla campanha do Grupo UOL, que contará ainda com conteúdos que promovam a causa e divulguem o sério e importante trabalho destas instituições junto às comunidades que mais necessitam. Nesta página, o público terá acesso aos contatos e referências das instituições para fazer suas doações. Confira no link.

Para ajudar a amenizar as dificuldades dos que têm fome durante a pandemia, a empresa já havia feito, em 2020, a doação de 100 mil cestas de alimentos e 100 mil refeições prontas, além de chocolates e máscaras de proteção.

Doação de 12 toneladas de farinha de trigo para entidades de SP

O aumento nos números de casos de Covid-19, em São Paulo (SP), desencadeou o agravamento da situação das populações mais vulneráveis da periferia da cidade, que passaram a enfrentar desafios ainda maiores, principalmente os relacionados a falta de alimentos.

Frente a essa realidade, a Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo), em parceria com o Sindicato da Indústria do Trigo no Estado de São Paulo (Sindustrigo), após um pedido da Prefeitura de São Paulo, realizará, entre abril e julho deste ano, o repasse de 8 toneladas de farinha de trigo ao Banco de Alimentos da cidade.

A doação será promovida pelo projeto Cidade Solidária, que tem como objetivo prover ajuda humanitária às pessoas mais atingidas pela crise econômico-social causada pela pandemia do coronavírus, durante o estado de calamidade pública.

Ao todo serão repassadas, mensalmente, ao Banco de Alimentos de São Paulo duas toneladas de farinha de trigo, pelo período de quatro meses, doadas pelos moinhos Correcta e Anaconda. Esse donativo será destinado a entidades assistenciais da cidade, já cadastradas no sistema do Banco.

O Moinho Santa Clara também promoveu repasse de 1 mil kg de farinha de trigo, divididos entre os Bancos de Alimentos das prefeituras de São Bernardo do Campo e São Caetano do Sul, que serão repassados às entidades assistenciais dos dois munícipios.

Além da doação aos Bancos de Alimentos, o Anaconda confirmou o repasse de 3 toneladas de farinha de trigo, por três meses, à entidade Arsenal da Esperança, na cidade de São Paulo, para a produção de aproximadamente 75 mil pães em sua padaria industrial.

Mais sobre a fome

Manifesto contra a fome: 250 ONGs denunciam descaso do governo

Mais de 250 organizações, movimentos e coletivos já assinaram o manifesto “Enfrentar a Fome Com a Força de Nossas Lutas”, que será lançado nesta sexta-feira, 16, pela Comissão Organizadora da Conferência Popular por Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional. O documento traz denúncias do descaso do atual governo com o aumento da fome e a garantia do direito humano à alimentação, além de uma leitura sobre as causas estruturais da fome.

A conferência popular foi convocada em resposta ao desmonte do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), que foi desativado no primeiro dia do Governo Bolsonaro. O evento não aconteceu presencialmente em função da pandemia, mas segue como um movimento permanente que congrega ex-presidentes do Consea, movimentos sociais do campo e da cidade e organizações de direitos humanos.

O manifesto é lançado em um ato virtual na sexta-feira, transmitido pelo canal de Youtube da conferência. Antes do ato, um grande Projetaço Nacional vai ocupar as paredes das principais capitais do país, no dia 15/04, das 19h às 22h, em caráter de denúncia ao governo Bolsonaro.

Principais pontos do manifesto

Nos últimos anos, a fome retornou aos patamares críticos de 2004. Entre 2018 e 2020, o aumento da fome foi de 27,6%. Isso significa que nos últimos dois anos, o número de pessoas em situação de insegurança alimentar grave (fome) saltou de 10,3 milhões para 19,1 milhões, violando todos os compromissos do Brasil com a garantia da alimentação como direito (Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia da Covid-19 no Brasil, conduzido pela Rede PENSSAN).

Enquanto isso, o Ministério da Agricultura comemora a safra recorde de exportação de mais de 270 milhões de toneladas de grãos em 2020, ignorando por completo as necessidades de abastecimento alimentar do povo brasileiro. Além disso, em 2020, a inflação de alimentos básicos presentes no dia a dia dos brasileiros e brasileiras, como o arroz, feijão e óleo de soja, simplesmente explodiu, ficando em 76%, 68% e 103% respectivamente.

Isso se deve a inúmeros fatores, dentre os quais a ausência de uma política de estoques públicos, a redução progressiva das áreas de cultivo de arroz e feijão, e o desmonte das políticas de fortalecimento da agricultura familiar. A liberação recorde e em ritmo acelerado de agrotóxicos dos últimos anos e as isenções fiscais gigantescas concedidas a essas substâncias escancaram a prioridade do atual governo por favorecer o cultivo de grãos para exportação, em detrimento do abastecimento alimentar doméstico. A austeridade fiscal, por sua vez, tem levado ao desmonte do sistema de proteção social e das políticas de combate à fome.

Neste grave contexto da pandemia, as escolhas feitas pelo governo Bolsonaro reforçam a pobreza e a fome, ferindo a mais básica necessidade das pessoas e o direito humano à alimentação. As organizações que assinam o manifesto denunciam a promoção irresponsável de sistemas alimentares cada vez menos saudáveis e sustentáveis, que levam à redução da agrobiodiversidade, ao aumento do uso de veneno, terras e águas contaminadas, pessoas intoxicadas, e um futuro bastante incerto para as próximas gerações.

O Manifesto na íntegra pode ser acessado aqui.

Pesquisas confirmam a volta da fome no país

Estudos apresentados nas últimas semanas pela Rede Penssam, o Instituto Ibirapitanga, a ActionAid Brasil, a Fundação Friedrich Ebert Stiftun, a Oxfam Brasil apontam que a fome atingiu 19,1 milhões de brasileiros, que é mais da metade dos lares do país (55,2%). Ao todo, 116,8 milhões de brasileiros estão vivendo em situação de insegurança alimentar no país, e que nos últimos seis meses, a pobreza praticamente triplicou no Brasil.

Outro dado alarmante da Fundação Getúlio Vargas (FGV) revela que, nos últimos seis meses, a pobreza praticamente triplicou no País. Se em agosto de 2020, um total de 9,5 milhões de pessoas já passavam fome, no mês passado este número alcançou a marca de 27 milhões.

Em setembro de 2020, o IBGE divulgou a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF 2016-2017), com o resultado de consultas em 68,9 milhões de domicílios de todas as regiões do país. Os números impressionam negativamente: 36,7% (o equivalente a 25,3 milhões) estavam com algum grau de Insegurança Alimentar (IA). IA leve (24,0%, ou 16,4 milhões), IA moderada (8,1%, ou 5,6 milhões) ou IA grave (4,6%, ou 3,1 milhões).

Já na semana passada, foi a Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Rede PENSSAN) que divulgou um amplo estudo realizado entre 5 e 24 de dezembro de 2020, com abordagens em 2.180 domicílios nas cinco regiões do país, em áreas urbanas e rurais

Os resultados mostram que nos três meses anteriores à coleta de dados, apenas 44,8% dos lares tinham moradores e moradoras em situação de segurança alimentar. Segundo a Rede PENSSAN, isso significa que em 55,2% dos domicílios os habitantes conviviam com a insegurança alimentar, um aumento de 54% desde 2018 (36,7%).

Em números absolutos: no período abrangido pela pesquisa, 116,8 milhões de brasileiros não tinham acesso pleno e permanente a alimentos. Desses 116 milhões, 43,4 milhões (20,5% da população) não contavam com alimentos em quantidade suficiente (insegurança alimentar moderada ou grave) e 19,1 milhões (9% da população) estavam passando fome (insegurança alimentar grave).

Páscoa fora de época beneficia 650 crianças na zona leste de SP

Heitor, de anos, do Centro de Educação Infantil do Lageado, recebe doação da Cacau Show (Foto: Divulgação)

Mais de 650 crianças, de zero a três anos, atendidas nos quatro Centros de Educação Infantil (CEIs), Jardim Eliane, Santa Rita, São Jorge e Lageado, gerenciados pela Pró-Saúde na zona Leste de São Paulo, foram beneficiadas com a entrega de ovos de chocolate em celebração à Páscoa.  
Em decorrência do agravamento da pandemia no Estado, o recesso das crianças foi adiantado para o final de março e as entregas aconteceram nesta semana, após a retomada das atividades.  

Seguindo as orientações de prevenção ao novo coronavírus, as entregas foram realizadas mediante agendamento com as famílias, que foram atendidas individualmente nas unidades, evitando aglomerações. Os ovos de chocolate entregues neste ano são fruto de uma doação da empresa Cacau Show, por meio do setor de Captação de Recursos da Pró-Saúde, entidade filantrópica com mais de 50 anos de história. Parte dos 1,2 mil ovos também foram entregues no Centro Temporário de Acolhimento (CTA) Lapa, próximo à sede da entidade. 

Liz, de 1 ano e 5 meses, do Centro de Educação Infantil de São Jorge, recebe doação da Cacau Show (Foto: Divulgação)

A ação foi recebida com muita alegria pelas crianças e seus familiares. “Já tive três filhos atendidos aqui no CEI São Jorge e sou muito grata por todas as doações que eles receberam por meio das ações da Pró-Saúde. São atos que fazem diferença na vida das crianças e é muito gratificante ver o sorriso no rostinho delas quando recebem os ovos”, declarou Jacksilane Nascimento, mãe da pequena Liz Freitas, de um ano e cinco meses.  

Quero agradecer em nome de todas as famílias atendidas no CEI Lageado, pela doações de ovos de Páscoa. Conseguimos sentir o carinho presente nesse gesto, ainda mais considerando o momento difícil que estamos passando, em que muitas crianças não tiveram esse chocolate em casa e hoje podem adoçar um pouco a vida”, disse Renata Alves, mãe do Heitor, de um ano e quatro meses.  

Com Assessorias

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