Câncer ginecológico: 5 coisas que toda mulher precisa saber

Brasileiras ainda desconhecem fatores de risco e sinais de tumores que podem afetar o colo de útero, ovário, vagina, vulva e endométrio

Redação
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As melhores formas de cuidado e prevenção são as mais conhecidas: ter uma alimentação saudável, praticar exercícios e ir ao médico regulamente são algumas atitudes básicas para quem busca qualidade de vida e longevidade. Esses cuidados básicos são a melhor forma de prevenir as principais doenças que afetam a saúde da mulher.

No entanto, as múltiplas funções da mulher e a falta de tempo para cuidar com atenção da saúde acabam por aumentar o número de casos de doenças como Câncer de Mama e Câncer de Colo de Útero. Por isso, Márcia Araújo, ginecologista do Docway, alerta sobre a importância dos cuidados mesmo em meio à rotina agitada.

“Após muita luta, nosso papel na sociedade está evoluindo muito. Hoje, nós mulheres desempenhamos várias funções e acabamos descuidando da saúde. O que não pode acontecer é a negligência com os cuidados pessoais. Com os avanços tecnológicos e as facilidades que eles nos trouxeram, podemos manter nossa rotina e o acompanhamento médicos em dia, evitando vários problemas”, explica a especialista.

O diagnóstico precoce pode salvar vidas, mas muitas mulheres ainda veem esse assunto como um tabu e por isso acabam não levando suas queixas para os consultórios”, explica Michelle Samora, oncologista do Centro Paulista de Oncologia (CPO), unidade São Paulo do Grupo Oncoclínicas.

De acordo com a Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC), os cânceres ginecológicos são responsáveis por 19% dos diagnósticos de câncer no mundo a cada ano. Apesar da aumentada incidência, poucos conhecem – e previnem – esses tipos de tumores femininos ligados ao colo de útero, ovário, vagina, vulva e endométrio.

Para a especialista Juliana Omineli, da Oncoclínica Centro de Tratamento Oncológico, unidade no RJ do Grupo Oncoclínicas, a falta de conhecimento faz com que sinais iniciais da doença sejam ignorados, constribuindo para indentificação tardia do câncer em órgãos femininos.

Confira abaixo algumas informações essenciais sobre os diferentes cânceres ginecológicos:

Fique atenta aos sinais

Os sintomas do câncer de ovário são discretos e demoram a se manifestar. Por isso, na maioria dos casos, é diagnosticado tardiamente, quando a doença já se espalhou pelo aparelho reprodutor, dificultando o tratamento. Quando aparentes, pode ocorrer um aumento do volume abdominal, aumento na vontade de urinar, alterações no ciclo menstrual, dor durante a relação sexual, entre outros.

“Muitos sintomas, quando aparentes, são parecidos com os desconfortos do dia a dia da mulher e, na maioria dos casos, são deixados de lado. Caso perceba qualquer alteração, é recomendado que a mulher procure um especialista”, afirma a Dra. Michelle Samora.

Mioma x anticoncepcional

Também ao contrário do que muitas mulheres imaginam, o mioma não é maligno e o uso de contraceptivos é benéfico à saúde do útero. “O mioma é um tumor benigno que pode surgir no útero e não aumenta o risco de câncer. Além disso, o uso de anticoncepcional diminui o risco deste tipo de câncer. Aliás, o que diminui o risco de câncer de endométrio são dieta e exercícios físicos, uso de anticoncepcional e amamentação”, destaca a Dra Juliana Omineli.

Hereditariedade

Apenas 10% dos tumores ovarianos são decorrentes da predisposição genética hereditára – causados por uma mutação em certos genes, herdada de pai ou mãe, que pode aumentar o risco de surgimento do tumor.

“Em situações especiais, quando avó e mãe apresentaram tumores de ovário é possível realizar exames específicos de análise genética”, pontua Dra. Michelle Samora. Caso seja comprovado a suspeita, é possível indicar medidas como a cirurgia preventiva de retirada dos ovários, mas, ainda assim, esta é uma decisão que deve ser tomada de forma conjunta por paciente e médico.

Vacina do HPV e preservativo

O HPV é o principal fator relacionado ao câncer do colo uterino, de vagina e de vulva. “Quando tomamos conhecimento do agente causador do câncer do colo de útero, os dados são alarmantes, pois 90% das mulheres acometidas com câncer de colo do útero têm o vírus HPV”, finaliza Dra. Michelle Samora, oncologista do Centro Paulista de Oncologia (CPO) – Grupo Oncoclínicas.

Tipos de câncer de útero

Muitas mulheres desconhecem que existem dois tipos de câncer que podem surgir no útero: o de endométrio (camada interna do útero) e o de colo de útero (porção mais inferior do útero).

Apesar de surgirem no mesmo órgão, são tumores totalmente diferentes. O câncer de colo de útero está muito relacionado à infecção por HPV, já o câncer de endométrio tem relação com hormônio feminino”, explica a Dra. Juliana Ominelli.

O diagnóstico preciso é feito através da biópsia.

Câncer de colo de útero

Dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca) mostram que esse tipo de câncer é considerado um dos mais importantes problemas de saúde pública do mundo. Só no ano de 2016 foram estimados mais de 16 mil casos novos de câncer do colo do útero no Brasil, o que significa 15 novos casos a cada 100 mil brasileiras.

As principais causas da doença são o início precoce da atividade sexual da paciente, a variedade de parceiros sexuais, a higiene íntima inadequada e o Papilomavírus Humano (HPV). O câncer do colo do útero tem um grande potencial de prevenção e cura se diagnosticado a tempo.

Sintomas podem servir de alerta, entre eles sangramento vaginal após a relação sexual, corrimento vaginal de cor escura e com mau cheiro, e em estágios mais avançados, hemorragias, dores lombares e abdominais, perda de apetite e de peso.

Uma ótima opção para a prevenção da doença é a vacina, que se destina a jovens, principalmente antes de iniciar as atividades sexuais. Para todas, o Papanicolau e o exame clínico anual são fundamentais”, destaca a Dra Márcia.

Da Redação, com Assessorias

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