Compulsão alimentar: o que fazer para controlar a fome desenfreada

Transtorno da compulsão alimentar é uma alteração frequente entre pessoas que tentam perder peso

Compulsão alimentar: estudos mostram que a fome está no cérebro e não na barriga (Reprodução de internet)

compulsao

Você é desses que bate um pratão de comida a qualquer hora do dia e ainda sente fome? Ou que ataca a geladeira no meio da noite? Ou ainda devora uma barra de chocolate sem perceber? Pois comer além da conta é muito comum, principalmente em festas ou nos finais de semana. Este hábito, no entanto, pode se tornar um problema quando usamos a comida como válvula de escape para qualquer frustração.  Seja um dia ruim no trabalho, a tensão com uma prova ou para preencher o vazio após o término de um relacionamento. As desculpas para ingerir alimentos além da conta são as mais diversas e essas pequenas fugas podem demonstrar o início de um quadro de compulsão alimentar.

O psiquiatra Higor Caldato, formado em Transtornos Alimentares pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), afirma que os Transtornos de Compulsão Alimentar atingem cerca de 3% da População Mundial e no Brasil acomete 4% da população. Segundo psiquiatra, os sintomas iniciais são pouco visíveis e algumas vezes até mascarados pelos pacientes: “As primeiras manifestações podem ser muito próximas do comportamento alimentar normal ou mesmo ser ocultados ativamente pelos pacientes”.

A compulsão, ocasionada pela ingestão de grande quantidade de alimento é bastante comum em indivíduos que buscam tratamento para emagrecer e tem relação significativa com à obesidade. “O diagnóstico precoce ajuda no tratamento, mas em geral, só com o agravamento dos casos e quando surgem complicações clínicas ou psiquiátricas é que o paciente procura ajuda ou é encaminhado para avaliação médica. Ainda assim as taxas de remissão do transtorno podem chegar a 80% ”, explica o psiquiatra.

Um encontro no Rio de Janeiro nesta sexta-feira e sábado, dias 6 e 7 de outubro, vai tratar o assunto, bem como os recentes avanços no tratamento da compulsão alimentar. O SIDOM – Simpósio de Diabetes, Obesidade e Metabolismo será realizado no Hotel Windsor Barra pela PUC-Rio (Pontificia Universidade Católica do Rio de Janeiro). Mais informações e inscrições pelo site www.sidom.com.br.

 

Estimulação Magnética Transcraniana

Vários estudos estão avaliando os potenciais benefícios da estimulação cerebral no controle da compulsão alimentar: é a Estimulação Magnética Transcraniana (EMT). Segundo o endocrinologista Walmir Coutinho, diretor do Departamento de Medicina da PUC-Rio e um dos coordenadores do Simpósio, esta é uma nova forma de tratamento que se utiliza de pulsos eletromagnéticos repetidos para o tratamento de diversos transtornos comportamentais e neurológicos.

“O uso da EMT no Brasil foi aprovado em 2008, pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) para o tratamento da depressão. Em outros países já é aprovada para outros transtornos como dor neuropática, transtorno bipolar e esquizofrenia”, explica. Algumas pesquisas sugerem que a EMT também pode ser útil para o tratamento de transtornos compulsivos, como Bulimia Nervosa (BN), compulsão alimentar, dependência química e transtorno obsessivo-compulsivo.  Coutinho coordena o Sidom 2017 junto com o também endocrinologista Alexander Benchimol.

Conheça as características do transtorno

– Comer grande quantidade de alimentos em curto intervalo de tempo;

– Sentimento de falta de controle sobre a alimentação;

– Comer muito rapidamente;

– Comer até sentir-se fisicamente mal;

– Comer sozinho por vergonha da quantidade de alimento no prato;

– Sentir repulsa por si mesmo, depressão ou culpa após comer excessivamente

Da Redação, com assessorias

 

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