Covid-19: Rio adia início da vacinação para adolescentes

Decisão foi tomada porque faltam imunizantes. Apenas adolescentes com comorbidades começam a ser vacinados nesta segunda-feira (23/8)

Adolescente vacinado no Complexo da Maré durante pesquisa da Fiocruz (Foto: Divulgação)

Por falta de doses do imunizante da Pfizer enviadas pelo Ministério da Saúde, a Prefeitura do Rio de Janeiro decidiu adiar o início da vacinação contra a Covid-19 para adolescentes de 17 anos, prevista para esta segunda-feira (23), conforme o cronograma que vinha sendo anunciado. A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) informou que o avanço do atendimento das faixas etárias dependerá da chegada de novas remessas de doses.

 

Com o adiamento do início do atendimento de adolescentes, nesta segunda será feita uma repescagem para pessoas com 25 anos ou mais que ainda não vacinaram. Também poderão ser atendidos adolescentes com deficiência, além de gestantes, puérperas e lactantes com 12 anos ou mais. A aplicação da segunda dose conforme prevista no cartão de vacina de cada um continua normalmente.

Na última semana, os postos de saúde do município estavam recebendo as últimas idades da população adulta. Os jovens de 18 anos foram convocados para a aplicação da primeira dose do imunizante na sexta-feira (20) e a previsão era vacinar a população entre 12 e 17 anos de 23 a 31 de agosto.

Estoque crítico de vacinas no município

Nos últimos dias, a Prefeitura do Rio tem lamentado o ritmo de entrega de novas doses pelo Ministério da Saúde. Na quinta-feira (19), o secretário municipal de saúde Daniel Soranz foi às redes sociais para informar que havia unidades de saúde com estoque crítico para a aplicar a primeira dose e que, dessa forma, jovens de 19 anos poderiam se vacinar no dia seguinte junto com os de 18 anos.

Na sexta-feira (20), a SMS divulgou uma nota em seu site afirmando não ter ciência de quando o Ministério da Saúde enviaria mais vacinas. Por esta razão, a pasta suspendeu a repescagem para a faixa etária entre 20 a 29 anos que estava prevista para acontecer no sábado (21).

“A Secretaria Municipal de Saúde reitera a importância de o Ministério da Saúde distribuir as doses recebidas no prazo máximo de 24/48 horas, para que não haja comprometimento dos calendários de vacinação dos municípios brasileiros”, registra a nota divulgada.

Mais doses de vacina da Pfizer chegam ao Brasil

A Pfizer entrega neste domingo (22/8) 2.152.800 doses da vacina (Divulgação: Ministério da Saúde)

Neste domingo (22), o Ministério da Saúde informou que recebeu 2.152.800 doses da vacina da Pfizer. Com estes dois lotes, a farmacêutica americana totaliza 47.947.770 doses entregues ao Programa Nacional de Imunizações (PNI) desde 29 de abril. Um novo cronograma de entrega será iniciado na terça-feira (24). O contrato firmado com a Pfizer prevê a entrega de 200 milhões de doses ao Brasil. O cronograma deve ser cumprido até o final de 2021.

Segundo divulgado em seu site, o Ministério da Saúde distribuiu mais 7,3 milhões de doses de imunizantes em todo o Brasil e os estados e o Distrito Federal receberam as remessas entre quinta-feira (19) e sábado (21). “Nesta distribuição, são enviadas 4 milhões de doses da Coronavac e 3,3 milhões de doses da Pfizer/BioNTech. Esta é a sétima distribuição de vacinas realizada pela Pasta desde 3 de agosto, totalizando mais de 39,3 milhões de doses distribuídas para todo o País”, informou.

De acordo com o Ministério da Saúde, a divisão dos imunizantes está sendo realizada de forma a garantir que todas as unidades da federação completem os esquemas vacinais de forma equânime. “Os estados receberam doses de acordo com a população acima de 18 anos que ainda não foi vacinada. O objetivo é equiparar a campanha em todo o país, para que todos os estados avancem juntos na imunização”, diz a pasta.

Terceira dose

O prefeito Eduardo Paes também usou seu perfil pessoal nas redes sociais hoje para abordar o tema da vacinação. Ele replicou uma reportagem do jornal Folha de São Paulo em que o infectologista Júlio Croda, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), defendeu a aplicação de uma terceira dose em idosos. “Vai vendo. Pra ontem”, escreveu Paes.

Na sexta-feira (20), a prefeitura já havia informado que irá encaminhar ao seu Comitê Científico uma proposta para dar prioridade à aplicação nos idosos de uma terceira dose de reforço da vacina. Uma reunião nesta segunda-feira (23) vai discutir o tema.

Entre os fatores que o município levou em conta para tomar esta decisão, está a preocupação com a variante Delta, surgida na Índia. Levantamentos apontam que ela já responde por mais da metade dos casos de Covid-19 no Rio e há um temor de que ocorra um crescimento das contaminações entre os mais velhos.

Da Agência Brasil

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