De Tim Maia até hoje, como a Cultura Racional pode transformar o estilo de vida

Reportagem especial desvenda estudo sobre origem da Humanidade que, segundo seus seguidores, traz reflexos no bem-estar físico e espiritual

Rosayne Macedo
Estudantes da Cultura Racional reunidos em praça Grupo de 'estudantes' se reúne todo domingo na Praça Xavier de Brito, na Tijuca, para divulgar a Cultura Racional (Fotos: Rosayne Macedo)

Estudantes da Cultura Racional na Praça Xavier de Brito

Conhecido por seu temperamento explosivo e vida desregrada, o cantor e compositor Tim Maia surpreendeu seus fãs ao aparecer magro, de cabelo e barba feitas, vestindo roupa branca. Ele havia se rendido a uma corrente de pensamento da qual se tornou grande divulgador na década de 1970, conhecida como Cultura Racional.
Foi a melhor fase de Tim como cantor – porque ficou um ano sem fumar, sem beber e sem tomar drogas, a voz nunca esteve tão limpa e pura”, comenta Nelson Motta. Essa fase do artista, até hoje envolta em mistérios, já foi contada em dois livros do jornalista, “Vale Tudo – O Som e a Fúria de Tim Maia” e “Noites Tropicais” (ambos da editora Objetiva).
tim maia em show que celebra obra contida em livro
Tim Maia em show de 1975, que celebra obra contida em livro (Foto: Reprodução de internet)
Foi inspirado nesse ‘transe esotérico’, como exortaram os críticos da época, que ele lançou um dos maiores álbuns da MPB. “A fase obscura de Tim Maia na Cultura Racional, paradoxalmente, foi um de seus momentos mais criativos. A trip vertiginosa, que durou dois anos, inspirou dois discos geniais: “Tim Maia Racional vol. 1″ e 2”, escreveu Carlos Minuano, no Uol.
Não é apenas o fato de que Tim Maia estava no seu auge artístico que faz de seus discos ‘Racional’ especiais em sua discografia. A ideia de que o cantor houvesse decidido se limpar, se endireitar e ‘caretear’ graças a uma seita, decididamente maluca – pregando a origem e volta do ser humano ao espaço -, e a intensidade com que interpreta isso tornam pérolas os dois volumes lançados em 1975″, escrevia Ronaldo Evangelista no jornal Folha de S. Paulo sobre o disco Tim Maia Racional.

Grupo se reúne aos domingos em praça da Tijuca

Cultura Racional na praça

O tijucano Sebastião Rodrigues Maia, o Tim Maia, morreu aos 55 anos de choque séptico em 15 de março de 1998. Se o autor de sucessos como ‘Gostava Tanto de Você’ e ‘Não Quero Dinheiro (Só Quero Amar)’ tornou a Cultura Racional conhecida do grande público, hoje pouco se fala e se sabe desta linha de pensamento.
Aos domingos,  porém, um grupo de estudantes vestidos de branco – muitos deles já de ‘cabeça branca’ –  “invade” a Praça Xavier de Brito, conhecida como Praça dos Cavalinhos, na Tijuca, Rio de Janeiro, para divulgar a obra ‘Universo em Desencanto’, que dá origem à Cultura Racional.
É uma das caravanas destinadas a divulgar os livros escritos por Manoel Jacintho a partir de 1935 e que se popularizaram com Tim Maia.  “Manuel, o maior homem do mundo, homem sábio e profundo, semeou conhecimento. Missionário da pureza, fez brilhar, ó que beleza, essa nova geração”, cantava Tim na faixa ‘O Grão Mestre Varonil’.

Não é seita, não é religião, nem filosofia

Ao contrário do que disse Pedro Bial em seu programa na madrugada de 28 de abril, não se trata de uma seita. Muito menos filosofia, ciência ou espiritismo, embora tenha sido desta última a sua origem. Para seus adeptos, a Cultura Racional aborda todos os aspectos envolvidos nestas áreas do conhecimento humano. E revela a base da origem de tudo aquilo que o homem sempre procurou: a definição de seu ser e de todos os seres.
Os conhecimentos adquiridos, segundo seus seguidores, trazem conforto e clareza de pensamentos. Não à toa, prega uma vida mais simples e equilibrada, com reflexos diretos na saúde e no bem-estar físico e espiritual de seus praticantes, conhecidos como “estudantes”. É o que nos conta Marta Santos, de 48 anos, terapeuta de saúde integrativa e estudante da Cultura Racional desde 2015.
Hoje levo a vida mais simples, hábitos mais saudáveis, sou vegetariana por opção. Procuro amar o próximo como a mim mesma, fazer o bem sem olhar a quem, só interferir na vida dos outros se for solicitada, viver de forma a respeitar tudo e todos e não fazer julgamentos,  conforme somos orientados a viver”, destaca.
Marta conheceu a Cultura Racional através da irmã que mora em Brasília. “Ela me convidou para ir em uma conferência em uma universidade na cidade de Barra do Garças/MT, e lá eu peguei o livro para estudar e nunca mais parei”, conta a terapeuta. Quando pegou no livro no dia 11 de setembro de 2015, pela primeira vez, ela diz ter sentido que algo aconteceu dentro da sua cabeça.
Uma espécie de cortina se abriu e era como se tivesse tirado um tampão dos meus olhos. E sentia saindo de mim um peso que estava sobre meu corpo. Hoje eu sei que estava descarregando a energia que atrapalhava em não conseguir desenvolver minha divindade e expandisse a minha consciência”, conta Marta.
Para ela, a Cultura Racional representou um tratamento energético de transformação de vida.
Hoje eu me sinto uma pessoa mais amadurecida. Procuro praticar o não julgamento, pois entendo que todos somos diferentes e cada um tem os seus defeitos. E uma coisa muito importante é que aprendi a fazer a gestão dos pensamentos que vêm em minha mente. Procuro me ligar mais no que realmente é para minha evolução. Os pensamentos e as imaginações servem para nos lapidarem.  Infelizmente, somente através do sofrimento e da dor o ser humano procura se tornar uma pessoa melhor”, afirma.

Produtora conta como mudou seu estilo de vida

Marta e a irmã Maria de Fátima
Marta e a irmã Maria de Fátima: a primeira conheceu a Cultura Racional em 2015, a segunda, há 18 anos
O depoimento ainda mais forte é de Maria de Fátima Cavalcanti, produtora cultural de 55 anos que vive em Brasília e estudante da Cultura Racional há 18. Ela conta que estava em processo de separação e sofria com muita depressão, gastrite, furunculose, além de beber muito todos os dias. “Estava no fundo do poço sem força para reagir àquela situação e ficando cada vez mais doente, sem saber o que fazer”, conta ela.

Antes de se mudar para o interior de Goiás, Fátima morava no Rio e fazia terapia com uma psicóloga, na linha existencial, há 5 anos. “Minha terapeuta disse que eu não podia ter alta do tratamento, mas fui embora assim mesmo”. Foi lá que conheceu a Cultura Racional, através de um repórter do telejornal da Globo local.

Ele me perguntou como eu estava e eu resolvi dizer a verdade. Disse que não estava me sentindo bem por estar num processo de separação, com depressão, somatizando tudo e ficando doente.  Ele me deu um panfleto e disse algumas palavras sobre um livro que era como um tratamento,  que trabalhava na áurea da pessoa e dava paz interior, etc”, lembra a produtora.

Depois de ler o panfleto, logo no outro dia Fátima ligou para o jornalista, perguntando se ele tinha o livro pra emprestar. “Quando eu comecei a ler os livros ‘Universo em Desencanto’, que significa desencantar, esclarecer, desmistificar esse universo, vi que todas as respostas que eu buscava estavam ali nas minhas mãos. Todos meus questionamentos,  de onde eu vim, porque sou assim, o que estou fazendo aqui, o  porquê do sofrimento e por aí”, conta a produtora.
Eu lia todos os dias e, só depois, fui percebendo que tudo começou a se desenrolar e as coisas foram se resolvendo naturalmente. Minha separação se concretizou, me mudei pra uma cidade que me fez muito bem, fui diminuindo de beber cachaça, comecei a trabalhar e um dia percebi que já não tinha mais gastrite, doença que me acompanhou por uns 12 anos. Com o passar dos anos, adquiri paz interior, não sentia mais angústia e nunca mais tive depressão. Hoje bebo rarissimamente,  dependendo da ocasião. Sou estudante de Cultura Racional há 18 anos e tenho o sentimento de gratidão por ter cruzado o caminho daquele repórter da TV Anhanguera de Catalão,  que se tornou meu amigo”.

Hoje Fátima ainda mora em Brasília e diz já ter ouvido muitos relatos de estudantes de Cultura Racional que tiveram suas vidas mudadas pra melhor através da leitura dos livros Universo em Desencanto. “É o conhecimento que traz a razão da vida tirando o ser humano da inconsciência,  no mundo da ilusão,  dos sonhos e das fantasias. Estamos em plena fase de desenvolvimento do raciocínio, a fase racional e isso é muito bom!  A fase que trouxe o esclarecimento dos mistérios e enigmas que vieram trancados à sete chaves, causando o sofrimento da humanidade por 21 eternidades”, conta ela.

Estudante revela como teve experiência metafísica

Douglas Rufino, de 60 anos, estuda a Cultura Racional desde 1975 (Foto: Rosayne Macedo)
Douglas Rufino, de 60 anos, estuda a Cultura Racional desde 1975 (Foto: Rosayne Macedo)
Funcionário federal do Ministério da Saúde, Douglas Rufino, de 60 anos, é estudante da Cultura Racional desde 1975. Chegou a morar um tempo no Retiro Racional, na época de sua construção na década de 70. Ele conta que seu primeiro contato foi por intermédio de João Roberto Kely, que na época era estudante e divulgava a Cultura Racional em seu programa. Depois viu um amigo no colégio com o livro na mão e comprou o Volume 1, naquela época em uma livraria na Praça Seca.
“Desde então nunca parei de estudar, por ter encontrado todas as respostas que eu buscava e não havia até encontrado”, conta. Sobre as mudanças no estilo de vida, Douglas conta que “os estudantes usam os conhecimentos dos livros que os ajudam a levar uma vida mais equilibrada sem privação do livre arbítrio”. Ele ainda se recorda de uma experiência metafísica que teve ainda na década de 1970:
Eu estava na residência do sr Manoel, conhecida como Retiro Racional, por ocasião das comemorações do aniversário dele no dia 30, e na passagem do ano em 1977. Em um determinado momento, por volta das 23 horas, eu e um amigo estávamos conversando e começamos a ver vários corpos de energia pequenos em forma de luz prateada brilhante, se aproximarem e foram se multiplicando, fazendo evoluções. Logo vi que não poderiam ser vagalumes ou outra coisa brilhante qualquer. Pois eles chegaram bem perto e sumiram de repente, nos deixando com uma sensação de bem estar e leveza muito grande”.
Para ele, o episódio comprova o que está escrito no livro do primeiro volume da obra Universo em Desencanto. “Foi muito marcante pra mim e também uma comprovação do conhecimento de Cultura Racional que compõe os livros da obra”, ressalta.

Explicações da origem do ser humano, além da religião

Para Marta Santos, a leitura dos assuntos que constam nos livros lhe esclareceu sobre algumas questões que ela ainda não havia tido respostas pelos estudos que realizou e pelas religiões pelas quais passou.
Nos livros do ‘Universo em Desencanto’ se confirmam muitas coisas que constam em algumas religiões e o que diz a ciência também.  Mas ela vai mais além porque explica, por exemplo, sobre a criação do pensamento e da imaginação, quem criou e porque. Mostra como foram sendo desenvolvidas as fases da Humanidade chegando até os dias de hoje para que todos pudessem conhecer a Cultura Racional e estudassem essa Cultura do terceiro milênio. Explica porque todos somos diferentes, porque estamos em falência financeira, moral e física no mundo inteiro”, conta Marta.
Mesmo tendo surgido dentro de uma tenda espírita, não é religião, garantem seus seguidores. Não tem centro,  igreja, sinagoga, casa de pregação ou orações.
A Cultura Racional é um conjunto de conhecimentos que revelam a origem da Humanidade. Tem como objetivo ligar o ser humano ao seu mundo de origem através do desenvolvimento do raciocínio (ativação da glândula pineal). É a continuação de todas as religiões e da ciência porque revela as causas e a origem que a ciência e as religiões não revelaram” (Douglas Rufino, 60 anos, estudante de Cultura Racional desde 1975).
Para Maria de Fátima, Cultura Racional é um conhecimento que transcende o saber humano,  define e esclarece a origem da Humanidade com base, lógica,  provas e comprovações.
Tem o objetivo de ligar toda a Humanidade ao seu verdadeiro mundo de origem, o Mundo Racional, pelo desenvolvimento do raciocínio, que é de origem verdadeira racional. A Cultura Racional é a favor de todas as religiões porque é a continuação de todas elas. Tanto a ciência quanto as religiões têm sua missão na evolução humana. Tudo tem uma razão de ser e tudo que existe, é preciso e necessário para a lapidação da humanidade”, diz a produtora.

Livro é o centro de todo o processo

Livro Universo em Desencanto
Livro Universo em Desencanto é a origem de todo o trabalho

A Cultura Racional, batizada assim por Manoel Jacintho Coelho, em 1935, é reconhecida como uma corrente de estudo estrutural brasileira que abrange muitos campos do conhecimento, como sociologia, cosmologia, linguística, ecologia, metafísica, teologia, dentre outros. Por isso, diz-se, que é transformadora, uma vez que procura a elucidação da existência e atinge o “estudante” em todos os aspectos da sua vida.

Seu estudo se coloca como uma opção para quem quer compreender melhor o sentido da vida e ser orientado na busca de conhecimento aprofundado através da leitura dos livros que compõem a obra ‘Universo em Desencanto’, uma verdadeira enciclopédia extensiva das ciências macrodivididas em terrenas – as conhecidas pelo homem – e as espirituais – ainda em pesquisa.

O livro em si é o centro do processo. Para os praticantes da Cultura Racional as palavras contidas nos livros de Manoel Jacintho carregam uma energia especial. O conhecimento de Cultura Racional é absorvido através da leitura dos livros, individualmente, cada um dentro de suas casas.

Origem inspirada na doutrina espírita

manoel jacintho
Chamado de grão mestre por Tim Maia, Manoel Jacintho foi o criador da obra Universo em Desencanto (Foto: Reprodução de Internet)
A origem da Cultura Racional está diretamente ligada à condição social da época e da realidade em que estava inserido seu patrono Manoel Jacintho Coelho, então presidente da Tenda Espírita Francisco de Assis, na Rua Lopes da Cruz, no Méier, bairro da Zona Norte carioca. As primeiras décadas do século 20 foram de forte perseguição das religiões africanas e seus adeptos eram, inclusive, perseguidos pela polícia. A intolerância causou o sincretismo – a fusão das religiões afro com as europeias, dito o cristianismo, para serem aceitas socialmente.

Segundo seus adeptos, a Cultura Racional é um conhecimento trazido por um habitante do mundo racional. O senhor Manoel veio especialmente para essa missão: escrever a obra ‘Universo em Desencanto’. Ele era um um medium espírita. Mas encerrou suas atividades na tenda logo que recebeu as orientações do mundo racional e começou a escrever a obra em 1935. Foi então que deixou a religião espírita para fundar sua própria corrente de pensamento.

Para eles, a Cultura Racional surge no exato momento que o médium alcançou a expansão para o plano astral e onde entrou em contato com um plano dito superior ao plano astral, chamado em sua obra de “plano racional” ou “planície racional”. De lá teria começado a receber mensagens, e tais mensagens formaram os ensinamentos de Cultura Racional, que compõem a obra Universo em Desencanto.

Música como principal vetor de divulgação

banda racional de Santa Catarina

Não foi só o soul de Tim Maia. A Cultura Racional tem na música o principal vetor de divulgação, produzindo concertos e marchas ao ar livre com bandas compostas pelos “estudantes”. Em algumas cidades do Brasil existem bandas de músicas racionais, que se apresentam geralmente aos domingos em locais públicos como praças para divulgar esse conhecimento.
Aqui no Rio existem duas bandas de música. Até mesmo um grupo de rap, formado por jovens estudantes, propaga hoje os conhecimentos pregados na obra de Manoel Jacintho. “Os Filhos do Racional Superior são um grupo de estudantes de Cultura Racional que, através do rap, divulga as mensagens de paz, concórdia e amor contidas nas brilhantes páginas dos Livros Universo em Desencanto”, explica Rodrigues.

Trabalho de divulgação de porta em porta

A prática também se dá em encontros dentre os estudantes para debates e conversações. Eles fazem divulgação do conhecimento em praças públicas,  através de painéis explicativos, distribuição de panfletos e alguns até doam o primeiro volume dos livros, que tem a obra básica com 21 volumes com aproximadamente 300 páginas, cada um.
A divulgação também é feita de porta em porta, com caravanas organizadas pelos próprios estudantes, colocando flyers nas caixas de correios e visitando lojas comerciais e pessoas que estiverem na rua. Nas divulgações, os estudantes vestem toupas brancas, símbolo da paz e confraternização.
Segundo Douglas, não há qualquer obrigatoriedade em seguir a Cultura Racional. “Nos reunimos por livre e espontânea vontade para falarmos sobre assuntos dos livros, e para divulgações e conferências sobre Cultura Racional. Na divulgação, como na Praça Xavier de Brito, onde eu e mais alguns estudantes, desde 1994 ficamos das 9h as 11h todos os domingos. Expomos painéis informativos, distribuimos flyers e até presenteamos com alguns livros a  pessoas que se interessam pelo assunto”.
Além da Tijuca, há caravanas nos bairros cariocas de Bento Ribeiro, Meier, Bonsucesso, Caxias, Nova Iguaçu, Niterói, Campo Grande e Ricardo de Albuquerque, entre outros.  Músico de formação e servidor federal, ele conta que nunca deixou de trabalhar para se dedicar aos estudos e a divulgar a Cultura Racional. “Quem estuda a Cultura Racional se organiza e consegue conciliar suas atividades da vida diária”, afirma Douglas Rufino.

1.000 livros para ler e estudar

 Toda a obra abrangida pelo termo Cultura Racional deriva primariamente da maior importante obra, o primeiro volume Imunização Racional. Mas aquele que deseja conhecer a filosofia Racional tem uma biblioteca de 1.000 livros para estudar. Isso mesmo: 1000 livros! Todos eles foram escritos por Manoel Jacintho Coelho até o ano de sua morte, em 1991.
Hoje, não é difícil encontrar algum exemplar do autor em qualquer parte do país, inclusive com livrarias voltadas exclusivamente para o tema. Mas exemplares produzidos de forma artesanal podem ser adquiridos diretamente na sede da Livraria Racional, localizada na Retiro Racional, que fica em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. O local é mantido por uma das filhas do mestre Manoel Jacintho Coelho. É possível ainda comprar o livro pelo site www.universoemdesencanto.com.br

Bom Senso (Tim Maia)

Já virei calçada maltratada
E na virada quase nada
Me restou a curtição

Já rodei o mundo quase mudo
No entanto num segundo
Este livro veio à mão

Já senti saudade
Já fiz muita coisa errada

Já pedi ajuda
Já dormi na rua

Mas lendo atingi o bom senso
Mas lendo atingi o bom senso
A imunização
Racional

  • Com colaboração e pesquisa do estagiário Andrei Felipe, estudante do 6º período de Jornalismo na Facha.

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