Em tempos de ômicron, observe os cuidados na hora de viajar

Além de dicas para viagens, secretário estadual de Saúde do Rio faz balanço das ações de enfrentamento à Covid-19 e à epidemia de influenza

Se a esperança é a palavra que dá o tom para a virada de 2021, há um ano o clima era de expectativa, medo e tensão. No auge da terceira onda, a recomendação era evitar até os encontros familiares. O abraço que ficou guardado vai poder ser dado neste fim de ano graças ao avanço da vacinação contra a Covid-19.

Somente no Estado do Rio de Janeiro, foram 25.604.071 doses aplicadas, 73% da população com 12 anos ou mais vacinada no estado com duas doses ou dose única e 1.788.139 com dose de reforço. Nesta quarta-feira (29/12), a taxa de ocupação para leitos Covid estava em 9,3% para UTI e 8,6% para enfermaria, as mais baixas desde o início da pandemia.

Mas para aproveitar o atual momento com segurança é preciso reforçar a atenção e respeitar as medidas sanitárias essenciais que ajudam a manter o atual cenário epidemiológico do estado. Além de fazer um balanço do ano, avaliando as ações de enfrentamento à pandemia, o secretário de Estado de Saúde, Alexandre Chieppe, faz um alerta à população sobre os cuidados para evitar o contágio pelo coronavírus e diz que a medida mais importante é a vacinação.

“A melhor orientação que podemos dar é estar com a vacinação em dia. Quem ainda não tomou a segunda dose precisa ir o quanto antes a um posto de vacinação para colocar o esquema vacinal em dia. Assim como quem já está em tempo de tomar a dose de reforço deve fazer o mais breve possível. Somente dessa forma e mantendo as medidas de proteção, como uso da máscara e lavagem das mãos, você pode garantir maior proteção aos seus familiares e amigos”, explica o secretário.

Cuidados especiais na hora de viajar

Quem tiver sintomas gripais deve suspender imediatamente os planos de festas e viagens. Pessoas que apresentarem sintomas devem procurar uma unidade de saúde para identificar ou descartar se é Covid-19 e evitar contato com outras pessoas por 10 dias após o primeiro dia de sintomas.

“A pessoa só deve viajar se estiver sem sintomas. No caso de sentir algum sintoma de síndrome gripal, cancele os planos. Lembre-se de que você pode levar a doença para seus amigos e familiares”, reforça Chieppe. Se estiver tudo bem com a sua saúde e você for viajar, fique atento aos cuidados fundamentais para sua viagem:

  • Esteja com a vacinação em dia e leve seu certificado na carteira. Ele poderá ser exigido em hotéis, restaurantes e locais turísticos dependendo do local da viagem.
  • Lave as mãos com água e sabão ou use álcool gel 70% com frequência.
  • Utilize máscara de proteção facial em locais fechados e também em ambientes abertos com aglomeração.
  • Leve na mala máscaras suficientes para fazer trocas, especialmente se perceber que a sua máscara em uso está úmida.
  • Se o veículo de transporte usado na viagem permitir, mantenha as janelas abertas.
  • Em ambientes públicos com alta circulação de pessoas, como rodoviárias, aeroportos, restaurantes e lanchonetes na estrada, por exemplo, mantenha sua máscara o tempo todo, inclusive nos banheiros.
  • Se for comer nesses locais, procure uma área aberta e mantenha uma distância de um metro e meio de outras pessoas para poder retirar sua máscara com segurança.
  • Caso você vá se hospedar em hotéis, procure saber se o estabelecimento respeita as normas sanitárias.

Risco muito baixo para transmissão da Covid-19

A 66ª edição do Mapa de Risco da Covid-19, divulgada nesta sexta-feira (31/12) pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), mostra que o estado permanece em bandeira verde, de risco muito baixo para transmissão da Covid-19. O levantamento indica uma queda de 48% no número de óbitos provocados pela doença e 69% nas internações. A análise compara as semanas epidemiológicas 50 (de 12 a 18 de dezembro) e 48 (de 28 de novembro a 4 de dezembro).

As regiões Centro Sul, Metropolitana I, Metropolitana II, Serrana, Norte, Baixada Litorânea, Baía de Ilha Grande e Noroeste estão classificadas como risco muito baixo, em bandeira verde. A região do Médio Paraíba ficou classificada como bandeira amarela, com risco baixo. A alteração nessa região ocorreu devido ao aumento de 3 óbitos (de 3 para 6) nas semanas analisadas.

No estudo da SES, cada bandeira representa um nível de risco e um conjunto de recomendações de isolamento social, que variam entre as cores roxa (risco muito alto), vermelha (risco alto), laranja (risco moderado), amarela (risco baixo) e verde (risco muito baixo). Os resultados apurados para os indicadores apresentados devem auxiliar a tomada de decisão, além de informar a necessidade de adoção de medidas restritivas, conforme o nível de risco de cada localidade.

Retrospectiva 2021: da logística da vacina da Covid-19 à epidemia de gripe

 

O secretário de Estado de Saúde, Alexandre Chieppe, fez um balanço das atividades este ano na pasta. “A velocidade foi a marca no combate à guerra contra a Covid-19, no surto de Influenza e em todos os desafios enfrentados. A capacidade de fazer testes quintuplicou nos laboratórios do estado. O Projeto de Vigilância Genômica se tornou um dos maiores do país, o número de leitos de terapia intensiva triplicou. O bravo exército de médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem, que enfrentou uma guerra em 2020, hoje vive uma nova realidade”, diz ele.

Foram 62 dias de operações aéreas para distribuição de insumos e vacinas, 160 voos e mais de 400 horas no ar para garantir a distribuição equânime para os 92 municípios do estado. O esquema logístico de distribuição de vacinas implantado no Estado do Rio foi elogiado por especialistas, gestores e população geral. A medida foi criada pelo então secretário de Estado de Saúde Carlos Alberto Chaves, que faleceu em agosto vítima da Covid-19.

Leitos – A abertura do Hospital Estadual Dr. Ricardo Cruz, em Nova Iguaçu, foi realizada em 03/04, apenas oito dias após o resultado da seleção que escolheu a OS para administrar a unidade. O HERCruz chegou a contar com 170 leitos exclusivos para atendimento a pacientes com Covid-19. Com a redução nos índices, a unidade foi revertida para atender outras especialidades. Apesar da queda nos indicadores, a SES possui um plano de contingência para, em casos de aumento dos registros da doença, dar início à pronta resposta no combate à Covid-19, como abertura de leitos e reavaliação das medidas de enfrentamento.

Testagem – De janeiro a novembro, somente o Laboratório Central Noel Nutels (Lacen-RJ) analisou 644.173 amostras de testes para Covid-19. Em toda a Rede SUS no estado, nesse mesmo período, foram 1.388.983 testes para detecção de Covid-19. Desse total, 383.498 tiveram resultado positivo para Covid. A taxa de positividade foi de 37% em março, maior índice registrado este ano, para 0,8% em dezembro.

Sequenciamento genômico – O projeto Corona-Ômica-RJ realizado pela SES em parceria com vários órgãos se tornou um dos maiores estudos de vigilância genômica do país. De janeiro a novembro, a força tarefa analisou 6.388 amostras e identificou a circulação de três variantes no estado. As análises permitiram a avaliação antecipada dos cenários e a realização de políticas públicas para conter o avanço da Covid-19.

Enfrentamento à Influenza –  No plano de contingência, a SES montou tendas para acolhimento e atendimento de pacientes com síndrome gripal nas unidades de Marechal Hermes, Penha e Tijuca, na Zona Norte, Jacarepaguá, Campo Grande e Bangu, na Zona Oeste, e Botafogo, na Zona Sul do Rio. O serviço chegou a atender em um único dia mais de duas mil pessoas nas tendas. A medida ajudou a desafogar as Unidades de Pronto Atendimento e dar um melhor atendimento aos pacientes com síndrome gripal.

Samu –  Em dezembro foram entregues 30 novas motolâncias para o Samu, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência. A frota ficará em pontos estratégicos para diminuir o tempo resposta dos atendimentos. Elas complementam a estrutura de serviços, que já conta com 60 ambulâncias em operação. Também serão usadas como batedores das equipes do Programa Estadual de Transplantes (PET) durante o transporte de órgãos.

Programa Estadual de Transplantes – Entre janeiro e novembro de 2021, foram realizados mais de 1.100 transplantes no estado, entre córneas, rins, pâncreas, coração e fígado. Uma equipe também foi habilitada para, depois de 15 anos, o estado do Rio voltar a realizar transplante de pulmão. Com a medida, o Rio de Janeiro é um dos três únicos do país a realizar a cirurgia. Em 2021, um helicóptero foi disponibilizado para uso exclusivo no transporte de órgãos. A aquisição agilizou o processo, que é contado em horas para o sucesso. O helicóptero transporta entre dois e três órgãos por semana.

Semanas da Saúde  – As três edições da Semana da Saúde realizadas em 2021 bateram todos os recordes, seguindo as medidas sanitárias de controle à pandemia de Covid-19. A segunda edição do evento em Nova Iguaçu se superou com 15 mil serviços, 103% a mais do que a última edição, em 2018, no município. No Largo da Carioca, Centro do Rio de Janeiro, outras marcas impressionantes foram alcançadas: 18.410 atendimentos na sua 11ª edição. A semana de Natal foi marcada com a primeira edição da Semana da Saúde em Duque de Caxias.

Investimentos – Cerca de R$1 bilhão foi destinado em 2021 ao Programa de Apoio aos Hospitais Integrantes do SUS, que tem como objetivo construir, reformar, ampliar e equipar unidades municipais e/ou regionais em todo o estado do Rio. A medida visa atender às necessidades locais de saúde dos municípios, tendo em vista a infraestrutura já disponível em cada região.

Com SES

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