Em vez de remédios, o jejum como tratamento

É o que defende Rüdiger Dahlke, autor do best-seller “A Doença Como Caminho”. Para médico alemão, caminho para uma saúde melhor começa pelo jejum e pelo veganismo

Redação

Rüdiger Dahlke tem 67 anos de idade, dentre os quais, 41 dedicados à medicina. Mesmo assim, o médico alemão, que se diz naturopata, prefere não receitar remédios aos sues pacientes. Ao contrário, recomenda o jejum como tratamento. Autor do best-seller “A Doença Como Caminho”, em sua 21ª edição no Brasil, é uma referência mundial nos assuntos que tratam da relação entre o corpo, a mente e o espírito, entende as enfermidades como um caminho para levar à consciência conflitos internos ainda não solucionados.

Especialista em medicina naturalista e psicoterapia, o autor viaja o mundo realizando seminários e cursos sobre veganismo, jejum, meditação e desenvolvimento espiritual. Em uma de suas ações mais populares, chamada jejum online, toda primavera e outono ele coordena um grupo na internet que reúne milhares de pessoas interessadas em jejuar.

Com mais de 40 livros publicados em 28 idiomas, o médico alemão foi o principal destaque do primeiro dia do Congresso Luminarium, o 1º Congresso de Ciência, Consciência e Espiritualidade, que termina neste domingo (7), no Centro de Convenções SulAmérica, no Rio de Janeiro. Em sua primeira vez no Brasil, o médico falou sobre os métodos que usa para tratar pacientes das mais variadas doenças. Confira alguns trechos de sua fala:

Um dos seus livros fala do jejum, técnica que vem utilizando há anos. Pode falar um pouco sobre o jejum?

É muito simples. É só parar de comer por uma semana, e beber bastante água de boa procedência. É bom que se faça uma ou duas vezes ao ano. Isso vai limpar seu corpo, especialmente seu intestinos, sem precisar dos métodos arcaicos de limpeza intestinal. E ao retornar do jejum você vai perceber um grande prazer em comer coisas simples como frutas ou batatas cozidas com azeite, por exemplo. Não é nenhuma grande novidade. Há vários artigos científicos sobre o jejum. Já sabemos, por exemplo, que uma pessoa em jejum tem um PCR bem baixo (Proteia C Reativa, marcador no sangue do processo infeccioso). E o câncer tem um aspecto infeccioso assim como outras doenças. Mas deve ser feito sempre sob orientação.

O senhor usa o jejum também para tratar vícios?

Sim, e os resultados são impressionantes. Tive pacientes viciados em heroína que conseguiram largar a droga durante o jejum. O mesmo com pacientes alcóolatras. Abre as portas para uma reeducação alimentar baseada na dieta vegana e para uma expansão da consciência sobre as escolhas que fazemos e as suas consequências, boas e más. O jejum trata também pacientes viciados em açúcar e especialmente aqueles viciados em nicotina. Geralmente essas pessoas chegam com históricos de tentativas frustradas, e conseguem se livrar dos vícios apenas com jejum e uma alimentação adequada.

A dieta vegana é um dos pilares da sua filosofia de tratamento, juntamente com o jejum. Os dois caminham juntos?

Sim, mas a dieta vegana não é necessariamente saudável. Permite farinha branca, açúcar refinado. Precisamos dar preferência aos alimentos integrais e orgânicos sem qualquer química. Também já temos estudos científicos que confirmam que a dieta vegana reduz em 90% a probabilidade de uma pessoa ter câncer de cólon e 50% de ter câncer de seio e próstata.

O senhor está no Brasil pela primeira vez. Qual sua expectativa?

É uma iniciativa incrível debater a medicina além dos aspectos fisiológicos, mas no aspecto filosófico também. Congressos como este ajudam a espalhar as boas notícias. Medicamentos tratam sintomas, mas não a raiz do problema. Uma pessoa que toma medicamento contra a ansiedade, por exemplo, bloqueia sua emoção. Eu posso gritar que ela vai permanecer calma. O paciente deve estar inteiro. Como médico que durante 41 anos exerceu a medicina, eu acredito no jejum e numa alimentação vegana para tratar e prevenir doenças, em contraposição à cultura do fast food que insistem em chamar de American way of live (a forma de viver americana), mas que eu prefiro chamar de American way of death (forma de morrer americana).

Fonte: Congresso Luminarium

 

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