Empreendedorismo feminino empodera e traz qualidade de vida

Trabalho de líderes de movimentos voltados para as mulheres no Rio de Janeiro e no Brasil abre série do ViDA & Ação no Mês das Mães

Rosayne Macedo

Dizem que o mundo é das mulheres. Cada vez mais ocupamos nosso tão almejado “espaço na sociedade”. E se já dominamos quase todos os postos de trabalho antes ocupados exclusivamente por homens, daí para o comando de empresas é um pulo. Afinal, o empreendedorismo feminino empodera a gente! E o que é melhor: muitas vezes bem mais perto dos filhos, das famílias, dos maridos ou namorados. E por isso mesmo, com muito mais qualidade de vida!

Que o diga quem está não apenas empreendendo,  mas inspirando e ajudando outras mulheres a “sair de sua zona de conforto” e caírem em campo, desbravando novos terrenos e conquistando novos espaços. Rosângela Villa Real é uma dessas desbravadoras. Rô, como é conhecida, é jornalista, consultora de comunicação e está à frente do Colegiada de Empreendedoras, um grupo que surgiu há menos de dois anos no Rio de Janeiro e já arrebata dezenas de mulheres em seus encontros – eu, inclusive, já tive a honra de participar de um dos primeiros talk shows comandados pela quase xará.

Os eventos organizados pelo coletivo misturam empreendedorismo, networking e novos conhecimentos, com um toque ‘mulherzinha’ engajada nas causas da atualidade, mas mostrando que não basta produzir mais e melhor, tem que saber comunicar também. A iniciativa tem apoio do Sebrae-RJ e já reúne mais de 1.800 mulheres em sua comunidade no Facebook.

Não dá para pensar no individual. Se você quer ter qualidade de vida hoje, tem que pensar no coletivo”, afirma Rô.

Em bate papo exclusivo comigo, durante o seminário ‘Longevidade, Trabalho e Renda’, realizado em abril pelo Movimento Longevidade Brasil, a diretora da Villa Real Comunicação contou um pouco sobre esta iniciativa (veja no vídeo em nosso Youtube). E ainda arriscou um interessante palpite sobre como ter sucesso e espantar as “invejosas” de plantão: nada de reclamar ou falar mal da vida do outro (ou da outra). Até porque, isso dá rugas e não paga as contas (risos).

Mulheres do Brasil em solo carioca

Na mesma vibe de Rô Villa Real, está a empresária Andréa Carvalho, que coordena o núcleo do projeto Mulheres do Brasil, criado por ninguém menos que a toda-poderosa Luiza Helena Trajano. Ela dá nome ao Magazine Luiza, rede de lojas de variedades que ainda não aportou em terras cariocas, mas a iniciativa social e política da empreendedora já vem conquistando a simpatia de muita gente por aqui.

Andréa conta que o projeto, fundado por Luiza há quatro anos e que ela resolveu trazer para o Rio no final de 2017, tem por objetivo criar um grande movimento político suprapartidário que defenda valores ligados às mulheres. “Não é reinventar a roda, mas botar em prática alguns modelos de sucesso”, conta ela. O grupo se reúne toda segunda terça-feira do mês, envolvendo causas como saúde, políticas públicas, empreendedorismo, igualdade racial.

Empresária do ramo de sustentabilidade, ela também fala da Papel Semente, sua empresa de reciclagem de papel em São Gonçalo. Andrea e o marido Paulo trouxeram para o Brasil as técnicas para fazer papel reciclado artesanal com sementes que depois de usado pode ser plantado ao invés de ir para o lixo.  A iniciativa também contribui para  gerar renda para as famílias da comunidade.

Nação de Valor reúne projetos de transformação social

Mulheres do projeto Nação de Valor
Mulheres do projeto Nação de Valor: elas comandam 10 projetos que querem transformar a realidade do mundo atual (Foto: Divulgação)

Pelo Brasil, outras tantas iniciativas semelhantes também estão pipocando. Dez mulheres de várias regiões se uniram para fundar o Instituto Nação de Valor (INV), uma associação civil sem fins lucrativos que hoje sustenta dez projetos de transformação social em diversos nichos. Comprometidas com a construção de um mundo melhor, elas carregam histórias de vida, superação e luta principalmente pela valorização feminina na sociedade e inserção no mercado de trabalho, ainda tão sexista.

Katiane Vieira, Rita Mamede, Janaina Paes, Viviane Ferreira, Helda Elaine, Fabiana Couto, Carla Falcão, Andreia Gomes e Célia Rizzante são donas de biografias distintas que envolvem muita batalha, busca pelo sucesso em suas carreiras e orgulho de um protagonismo que tem transformado suas vidas.

Estamos experimentando na prática o poder transformador da mulher que decide ser protagonista. Com este projeto, estamos mostrando a um número cada vez maior de mulheres e meninas que, através do autoconhecimento, somos capazes de fazer acontecer e transformar a sociedade”, afirma Katiane Vieira, presidente do INV.

Vontade de transformar a realidade atual

Elas lidam diariamente com todas as responsabilidades da mulher como mães, esposas e trabalhadoras. Em meio às experiências tão diferentes que a vida proporcionou a cada uma,  elas têm em comum a vontade de transformar a realidade do mundo atual. O trabalho é amparado nos 17 Objetivos do Desenvolvimento da ONU, metas  estabelecidas em 2015 para erradicar a pobreza e a fome, alcançar igualdade de gêneros e promover o crescimento econômico sustentado.

Com estes objetivos em mente, elas passaram a se dedicar a projetos que visam o desenvolvimento humano por meio de ações que promovem a autoestima individual e coletiva com justiça social, na melhoria das condições de vida e a defesa da Cidadania e dos direitos, no respeito à pluralidade, na igualdade de oportunidades e a inclusão social.

Conheça os 10 projetos de valor

  1. Uma Nova Mulher (sobre protagonismo feminino para mudar o mundo)
  2. Menina Percussão (a música como objeto de inclusão e empoderamento da menina)
  3. Dançaterapia (Através da dança melhora a autoestima e convívio social na melhor idade)
  4. Einsten Floripa (disponibiliza curso pré-vestibular gratuito para jovens baixa-renda)
  5. Jogando pela Vida (promove inclusão social por meio da formação desportiva)
  6. Mulheres em Ação (geração de trabalho e renda, dando autonomia à mulher)
  7. Óleo que Transforma (gera renda através da captação de óleo de cozinha usado)
  8. Tá Ligado?! (palestras sobre cidadania que falam a linguagem do jovem)
  9. Barca dos Livros (promove acesso à literatura)

Com assessorias

 

 

 

 

 

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