‘Eu não tenho vergonha de amamentar, eu sinto prazer’

Mulheres atendidas em unidades de saúde da Zona Oeste do Rio participam de atividades na Semana Mundial do Aleitamento Materno

“Eu não tenho vergonha de amamentar, eu sinto prazer, estou transmitindo a vida. O aleitamento é saúde, pois leite materno previne muitas doenças, além de ser importante para criar um vínculo com o bebê. Eu gosto de ficar olhando para minha filha, vejo ela ficando corada. Amamentar é vida, vale ouro”, define Roseli Barbosa, mãe da pequena Júlia, de 11 meses.

Ela foi uma das gestantes e nutrizes (mulheres que estão amamentando) que participaram, nesta quinta-feira (4), de ação de incentivo à prática promovida pela Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro (SMS-Rio) na Nave do Conhecimento de Padre Miguel, na Zona Oeste.

O evento faz parte da Semana Mundial do Aleitamento Materno e da campanha Agosto Dourado, que contará ao longo deste mês com uma série de atividades de promoção à saúde em clínicas da família, centros municipais de saúde e maternidades, com orientação para as mamães sobre a importância desse alimento para o bebê, e também sobre a doação do leite materno.

No evento desta quinta-feira, mulheres atendidas em unidades de saúde da região de Bangu e Realengo tiveram acesso a diversas atividades, como pilates para gestantes, oficina de sling, ultrassonografia natural, além tirar dúvidas com profissionais de saúde e trocar experiências.

Outra participante do evento, a gestante Carina de Almeida, que já é mãe de duas meninas, falou da sua mudança de perspectiva em relação à amamentação.

“Eu tenho duas filhas. Da primeira vez, eu não insisti, erro meu, optei pelo caminho mais fácil. Já na segunda, foi totalmente o contrário, ela mamou até os 2 anos. E notei muita diferença, principalmente em relação à imunidade da minha bebê. A gente escuta muito que nosso leite é fraco, que tem que complementar com alguma coisa, mas o leite é forte sim, e é o suficiente para o seu bebê”.

Toda mãe pode amamentar, garante especialista

A fonoaudióloga Bruna Accioly, profissional do Núcleo Ampliado à Saúde da Família (NASF) da região, explica que toda mãe pode amamentar: “Às vezes a mulher acha que não produz leite suficiente, mas o que ocorre, nesses casos, é que essa mãe não recebeu orientação de forma adequada e acabou se valendo de um outro artifício para suprir essa dificuldade.”

Bruna reforça que o leite materno é o alimento mais completo que existe. “Ele é uma fonte de proteção, com todas as proteínas, vitaminas e nutrientes que a criança precisa. A amamentação também é um benefício para mãe, favorecendo o retorno do seu peso e redução do volume do útero pós-parto. Além disso, é importante para o desenvolvimento oral do bebê e do vínculo afetivo”, informa a fonoaudióloga.

Para as mulheres que enfrentam dificuldades na amamentação, as clínicas da família e centros municipais de saúde e também as maternidades oferecem atividades em que os profissionais ensinam técnicas e estratégias para tornar esse momento mais prazeroso e eficaz para as mães.

Banco de leite

Já para as mulheres que realmente não podem amamentar seus filhos, por alguma razão, a rede pública conta com bancos de leite nas maternidades municipais. O alimento é doado por mães cadastradas e passa por todo um processo de controle de qualidade até ser distribuído. Os bancos também são fundamentais para atender recém-nascidos prematuros, como os internados em CTI neonatal.

Mulheres que produzem uma quantidade de leite excedente podem ser doadoras. Basta ser saudável e não tomar nenhum remédio que prejudique o aleitamento. Os bancos também aceitam doação de potes de vidro com tampa plástica, para acondicionamento do leite. Para encontrar onde doar e o banco de leite mais próximo do seu bairro, acesse https://bit.ly/bancoleiteSMS-Rio.

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