‘Eu tenho câncer, mas o câncer não me tem’

Rosayne Macedo
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Aos 30 anos, Anna foi diagnosticada com câncer de mama com metástase na coluna e fígado (Foto: Álbum de Família)
Aos 30 anos, Anna foi diagnosticada com câncer de mama com metástase na coluna e fígado (Foto: Álbum de Família)
Anna encontrou na maquiagem a terapia que precisava para encarar o tratamento (Foto: Álbum de família)
Anna encontrou na maquiagem a terapia que precisava para encarar o tratamento (Foto: Álbum de família)

Quando somos jovens acreditamos que estamos imunes a muitos males, inclusive a doenças que são mais comuns em pessoas de idade avançada, como o câncer. Porém, a profissional do comércio exterior Anna Carolina Fernandes descobriu cedo que, na realidade, ninguém está imune a nada. E ainda encontrou uma forma de lidar com esse percalço da vida que faz toda a diferença. É o que mostra esta história de superação que marca a série ‘Empoderadas’, que ViDA & Ação traz em homenagem às mulheres que enfrentam desafios muito maiores que tantas outras.

Aos 29 anos, a jovem percebeu um nódulo no seio e buscou ajuda de seu ginecologista que não deu a atenção necessária para o problema. No ano seguinte, uma forte dor na coluna a impedia de fazer simples atividades do dia a dia e ela foi em busca de um especialista que, através de ressonância magnética, identificou uma alteração e rapidamente solicitou exames mais detalhados. Foi então que Anna foi diagnosticada com câncer de mama com metástase na coluna e fígado.

Anna conta que no começo a maquiagem a ajudava a esconder as cicatrizes, pois sentia vergonha (Foto: Álbum, de Família)
Anna conta que no começo a maquiagem a ajudava a esconder as cicatrizes, pois sentia vergonha (Foto: Álbum, de Família)

Sem poder perder mais tempo, Anna foi indicada para o oncologista clínico Gilberto Amorim, do Grupo Oncologia D’Or, que iniciou o tratamento com sessões de radioterapia e quimioterapia, tendo a redução do tumor já no primeiro protocolo. Apesar da notícia e do medo, a jovem não perdeu sua alegria e esperança se fortaleceu quando foi pedida em casamento pelo namorado. “Sempre procurei ocupar minha cabeça com outros assuntos que não fossem a doença. Organizei o casamento, a montagem do apartamento e estou sempre buscando novos lugares e novas descobertas. Na verdade, eu nunca vivi o câncer”, explica Anna Carolina.

Anna precisou sair do emprego e buscar uma nova ocupação que fosse mais flexível para conciliar com o tratamento (Foto: Álbum de Família)
Anna precisou sair do emprego e buscar uma nova ocupação que fosse mais flexível para conciliar com o tratamento (Foto: Álbum de Família)

Com toda mudança em sua rotina, Anna precisou sair do emprego e buscar uma nova ocupação que fosse mais flexível para conciliar com o tratamento. A maquiagem, que estava entre seus hobbies favoritos, foi a válvula de escape e acabou se tornando profissão. Após vários cursos de especialização, Anna começou a fazer maquiagem profissional, a ministrar cursos de auto maquiagem e, através de seu instagram (@fevereirorosa), começou a ajudar outras mulheres com câncer a cuidar da autoestima.

“No começo a maquiagem me ajudava a esconder minhas cicatrizes, pois sentia vergonha. Com o tempo entendi que elas fazem parte do que sou e representavam o sucesso do meu tratamento. Passei a não me importar e aprendi a viver com a nova Anna. Agora tento passar isso para outras mulheres em tratamento”, contou a jovem, hoje com 33 anos, que segue em tratamento quimioterápico via oral.

Para ela o pensamento positivo e a ocupação com outros assuntos foram formas de ligar com a doença: “Como minha irmã sempre diz: Eu tenho câncer, mas o câncer não me tem”, disse emocionada.

Gilberto Amorim, oncologista clínico do Grupo Oncologia D’Or, cita alguns sinais que podem ajudar a reconhecer se há algo de errado nos seios. “O aparecimento de nódulos duros palpáveis, com ou sem dor mamária, e que permanecem por vários dias; mudança no aspecto do mamilo; alterações na pele da mama, como abaulamentos, retrações ou aspecto ‘casca de laranja’; secreção escura ou sangue; e mudanças na cor ou textura da pele são alguns dos destaques”, explica. Entretanto, ele faz uma ressalva: “Nem sempre são sinais definitivos de câncer”, diz.

Fonte: Grupo Oncologia D’Or, com Redação

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