Azia, náusea, dór no tórax? Descubra se você tem refluxo

Doença afeta cerca de 30% da população adulta do Brasil. Frequentemente confundido com azia, o refluxo pode virar câncer se não tratado

Sensação de azia e náusea persistente, mesmo quando você toma um antiácido; excesso de peso e má qualidade do sono; dor no tórax, muitas vezes intensa; tosse e rouquidão contínuas, mesmo sem estar resfriado, além de aftas bucais recorrentes. Esses sintomas registrados de forma isolada e de vez em quando não representam o risco grave a sua saúde, mas se um ou dois desses problemas estiverem ocorrendo com certa frequência, isso pode ser um indicativo de que você está sofrendo da doença do refluxo gastroesofágico (DRGE), um mal que atinge 30% da população adulta do Brasil, segundo dados da Federação Brasileira de Gastroenterologia (FBG).

Frequentemente confundido com episódios de azia, o refluxo quando não tratado, compromete em muito a qualidade de vida da pessoa. Afeta o sono, agrava doenças pulmonares como pneumonias, bronquites e asma, ocasiona úlcera do esôfago e causa alteração celular no órgão, o que pode evoluir para um câncer de esôfago. Outras complicações da doença são inflamação das cordas vocais, engasgos frequentes e noturnos e dificuldades para engolir, entre outras.

O cirurgião do aparelho digestivo Eduardo Grecco, membro titular da Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva (Sobed), explica que o refluxo ocorre quando o esfíncter esofágico inferior, presente na região entre o esôfago e o estômago, não funciona de maneira apropriada, fazendo com que o conteúdo estomacal, seja líquido ou sólido, volte para o esôfago, ocasionando uma série de sintomas.

Naqueles pacientes que têm a forma crônica da doença, há episódios frequentes de dor e queimação, constantes tosses à noite, fazendo com que o indivíduo não durma direito. Então é um problema que afeta muito a qualidade de vida desses pacientes. São pacientes que não conseguem trabalhar adequadamente, ou deixam de trabalhar, começam a se privar de vários alimentos para evitar os sintomas. Portanto, é uma doença que pode interferir em todos os âmbitos da vida do paciente, seja ele familiar, social e profissional”, alerta o médico.

O refluxo crônico pode ser percebido em pacientes que apresentam com frequência sintomas como azia, queimação estomacal, arrotos frequentes, dor retroesternal, náuseas e intolerância a alguns tipos de alimentos, como massas e frituras. Naqueles pacientes que têm a forma crônica da doença, há episódios frequentes de dor e queimação, constantes tosses à noite, fazendo com que o indivíduo não durma direito.

Muitas vezes esses sintomas fazem com que a qualidade de vida dos pacientes caia bruscamente. Muitos acordam com refluxo, possuem tosse crônica, podem ter pneumonia por aspiração do líquido refluído do estômago. Também não conseguem se alimentar adequadamente, alterando a sua vida social.

São pacientes que não conseguem trabalhar adequadamente, ou deixam de trabalhar, começam a se privar de vários alimentos para evitar os sintomas. Portanto, é uma doença que pode interferir em todos os âmbitos da vida do paciente, seja ele familiar, social e profissional”, alerta o médico.

O cirurgião e endoscopista bariátrico Sérgio Barrichello lembra ainda que a doença também se manifesta com sintomas nas vias aéreas como rouquidão com certa frequência, perda de voz e sensação de queimação na garganta. “Tudo isso são sinais de que a pessoa pode ter refluxo crônico, e portanto, merecem ser alvos de uma investigação médica mais detalhada, por  meio de exames como a endoscopia, a manometria e a phmetria.

Saiba como identificar se você tem a doença


Conforme dados da Federação Brasileira de Gastroenterologia (FBG), do total de pacientes que sofrem de refluxo no País, 40% não têm resultados efetivos apenas com o tratamento medicamentoso e precisam apelar para um tratamento cirúrgico.  Mas um dispositivo pode auxiliar pacientes e evitar esses casos. O Esophyx é implantado por  meio de um procedimento endoscópico, é minimamente invasivo, e pode acabar sendo um substituto à cirurgia e libertar o paciente do uso contínuo de medicamentos

Amplamente usado nos Estados Unidos (aprovado pelo FDA em 2007) e Europa, foi autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no final de 2020. Médicos já estão passando por treinamento pela equipe técnica da americana Endogastric Solutions, fabricante do dispositivo, para começarem a utilizá-lo no final de janeiro de 2021. 

Para ajudar as pessoas que têm registrado alguns dos sintomas, a Top Med – responsável pela distribuição exclusiva no Brasil do Esophyx – elaborou um teste de autoavaliação para quem deseja descobrir se tem a doença. É só acessar os endereços eletrônicos https://www.centroderefluxobr.com ou https://linktr.ee/centroderefluxo.

O teste não tem o objetivo de substituir a consulta médica. Ao contrário, ele pode ser um alerta de que é hora de procurar o médico. Muitos pacientes ignoram os sintomas durante muito tempo, o que pode levar a agravar o problema”, diz Simone Arins, representante na América Latina da Endogastric Solutions, fabricante do Esophyx.









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