Febre amarela matou 73 das 212 vítimas no Rio

Já são 28 as cidades afetadas pela epidemia este ano no estado. Paraty, Itatiaia e Pinheiral entraram na lista. Ao todo, 11 municípios apresentam epizootias entre macacos

Vacina-contra-febre-amarela

(Atualizado em 14/4/2018, às 18h) – Rio de Janeiro (RJ) – Um total de 73 pessoas já morreram somente este ano no Estado do Rio de Janeiro por causa da febre amarela. Ao todo, foram 212 casos da doença confirmados. De acordo com o último boletim epidemiológico enviado pela Secretaria de Estado de Saúde neste sábado (14), em uma semana, foram registrados mais 15 casos da doença e uma morte. Em todo o ano de 2017, foram 27 casos, com 9 mortes no estado.

Já são 28 as cidades atingidas pela epidemia no Estado do Rio.  Dez dos novos casos ocorreram em Valença, que já tem 33 casos, sendo seis óbitos. Paraty registrou mais dois casos, além da morte que havia sido registrada na semana anterior. Houve mais um caso em Nova Friburgo, um em Barra do Piraí e outro em Angra dos Reis, esta última, a campeã em incidência da doença, com 49 casos e 14 mortos.

Na semana passada, Itatiaia e Pinheiral registraram seus primeiros casos. A cidade de Silva Jardim registrou a segunda morte pela doença, do total de cinco casos. Vassouras também registrou mais uma morte: são 4 casos, com 3 óbitos. Piraí agora tem 3 casos, sendo 1 óbito. O último boletim da SES mostra ainda que onúmero de cidades que registram epizootias (epidemias de febre amarela entre macacos) permanece em 11.

O triste ‘ranking’ dos municípios afetados pela epidemia

1º Angra dos Reis – 49 casos, sendo 14 óbitos
2º Valença – 33 casos, sendo 6 óbitos
3º Teresópolis – 21 casos, sendo 8 óbitos
4º Nova Friburgo – 16 casos, sendo 5 óbitos
5º Duas Barras – 14 casos , sendo 2 óbitos
6º Sumidouro – 12 casos, sendo 5 óbitos
7º Cantagalo – 7 casos , sendo 4 óbitos
8º Barra do Piraí – 6 casos, sendo 1 óbito
9º Rio das Flores – 5 casos, sendo 2 óbitos
9º Silva Jardim – 5 casos, sendo 2 óbitos
10º Trajano de Moraes – 4 casos, sendo 3 óbitos
10º Engenheiro Paulo de Frontin – 4 casos, sendo 3 óbitos
10º Vassouras – 4 casos, sendo 3 óbitos
11º Paty do Alferes – 4 casos, sendo 2 óbitos
12º Miguel Pereira – 3 casos, sendo 2 óbitos
12º Cachoeiras de Macacu – 3 casos, sendo 1 óbito
12º Rio Claro – 3 casos, sendo 1 óbito
12º Piraí – 3 casos, sendo 1 óbito
12º Paraty – 3 casos, sendo 1 óbito
13º Sapucaia – 2 casos, sendo 2 óbitos
14º Mangaratiba – 2 casos, sendo 1 óbito
14º Carmo – 2 casos, sendo 1 óbito
14º Maricá – 2 casos, sendo 1 óbito
15º Paraíba do Sul – 1 caso, sendo 1 óbito
16º Petrópolis – 1 caso
16º Bom Jardim – 1 caso
16º Pinheiral – 1 caso
16º Itatiaia – 1 caso
* Levantamento do ViDA & Ação, com base nos números divulgados pela SES-RJ, atualizado em 14 de abril de 2018, às 18h

Vacina está disponível em 232 postos da capital

A vacina da febre amarela tem contraindicações importantes para bebês até oito meses e pessoas que tenham quadro de imunodeficiência por doença ou tratamento. Mulheres que estejam amamentando crianças menores de seis meses devem buscar orientação com seu médico ou o pediatra do bebê.

Também há restrições para idosos, gestantes e pessoas com alergia grave ao ovo. Por isso, em regiões sem a presença do vírus em circulação, como a cidade do Rio atualmente, a vacina não é indicada para essas pessoas. Para que sejam vacinados nas condições epidemiológicas atuais da cidade, é então imprescindível a apresentação de atestado médico por escrito. Caso haja alteração nas condições epidemiológicas do município, essa recomendação poderá ser revista com base nos devidos critérios técnicos.

A vacina da febre amarela é ofertada nas 232 unidades de Atenção Primária do município e é a melhor medida de prevenção contra a doença. Embora na cidade do Rio de Janeiro não haja casos da doença, nem em macacos e nem em seres humanos, o vírus está presente em municípios vizinhos e, nesta época do ano, a ocorrência da doença costuma ser mais constante.

Para que essas pessoas com contraindicações sejam vacinados nas condições epidemiológicas atuais da cidade do Rio (sem circulação do vírus), é imprescindível a apresentação de atestado médico por escrito, preferencialmente feito pelo médico que já acompanhe o paciente e conheça suas condições de saúde. Somente desta forma o profissional poderá atestar que o paciente está apto a receber a vacina.

Saúde em campo

Vacinação contra febre amarela no Maracanã
Jogadores e torcida tricolor festejam a conquista da Taça Rio com faixa da campanha (Foto: Divulgação)

A Prefeitura do Rio, em parceria com a Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj), tem levado a campanha de vacinação a estádios de futebol. No último domingo, foi durante a final do Campeonato Carioca entre Vasco e Botafogo, no Maracanã. A campanha “Saúde em Campo” monta dois pontos de vacinação, um para cada torcida. Além dos torcedores, os funcionários e outros profissionais que atuarão no Maracanã são vacinados.

Vídeos educativos também são exibidos com o tema da campanha, que pergunta: “E você, já vacinou? Sá falta você!”. Antes de o clássico começar, duas faixas são estendidas no campo para lembrar à população-alvo que devem procurar uma das 232 unidades municipais que oferecem a vacina e, assim, receber o imunizante. No intervalo do clássico, um vídeo da campanha é exibido nos telões do Maracanã, para reforçar as orientações de saúde.

Fonte: SES-RJ e SMS-RJ, com Redação (atualizado em 14 de abril de 2018, às 18h)

2 Comments
  1. […] depois da febre amarela, que já matou mais de 70 pessoas, entre os mais de 200 casos confirmados este ano, é a vez de a gripe assustar a população do Rio de Janeiro. Pelo menos quatro pessoas já foram […]

  2. […] A febre amarela, que assustou muita gente no início do ano, continua fazendo, silenciosamente, mais vítimas no Estado do Rio de Janeiro. Desde 1º de janeiro até o último dia 25 de maio, o número de mortes já chegava a 84 entre os 261 casos confirmados, contra os 73 óbitos dentre os 212 casos registrados até dia 14 de abril, quando foi divulgado o último boletim epidemiológico pela Secretaria de Estado de Saúde. […]

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