Hipnose é usada para tratar insônia, enxaqueca e até câncer

Pesquisa mostra que 119 mil brasileiros já utilizam técnica. Quem mais procura são as mulheres. Conheça também um aplicativo para autohipnose

Cada vez mais as pessoas estão percebendo que, às vezes, utilizar tratamento convencional ou medicamentos pesados tende a mascarar apenas os sintomas, e elas acabam não tendo o resultado esperado. Diante esse cenário, cresce o número de pacientes que buscam tratamento que pode estar na mente. Em 2019, um total de 119 mil brasileiros revelaram já ter utilizado a hipnose clínica como método de tratamento, como mostrou um levantamento da OMNI Brasil, especializada em treinamento de hipnoterapia.

Dos entrevistados, 76,6% já procuraram ajuda para resolverem problemas emocionais, mas as doenças físicas também são as causas dos atendimentos. De acordo com a pesquisa da OMNI Brasil, a insônia é campeã do ranking nacional, com 22,53%. Na sequência aparecem redução de peso, com 13,89%, problemas digestivos, 6,53%, bruxismo, com 5,47%, intolerância a glúten ou lactose, com 3,37%, e controle da diabetes, com 2,11%.

Cada vez mais as pessoas estão percebendo que, às vezes, utilizar tratamento convencional ou medicamentos pesados tende a mascarar apenas os sintomas, e elas acabam não tendo o resultado esperado. Já com a utilização da hipnose, o problema tende a ser eliminado de forma natural e sem sofrimento”, avalia Michael Arruda, CEO da OMNI Brasil.

O Estado de São Paulo é o que mais tem pacientes de hipnoterapia, o que representa 37,9% dos entrevistados. Rio de Janeiro e Paraná empatam na segunda posição, com 10,3%, Minas Gerais ocupa a quarta posição, com 4,8%, Rio Grande do Sul e Distrito Federal ocupam o quinto lugar, com 4,1%. A pesquisa online foi realizada nos meses de julho, agosto e setembro de 2019, com pessoas de todas as classes sociais dos 26 Estados brasileiros e Distrito Federal.

Mulheres são as que mais procuram. E até crianças podem usar

Segundo ele, a hipnose pode ser usada praticamente em qualquer tipo de caso, de uma forma ou de outra, ela vai ajudar. Alguns exemplos mais comuns são depressão, ansiedade, tabagismo, emagrecimento, enxaqueca, asma, alergia e até doenças autoimunes”, frisa o hipnoterapeuta.

As mulheres procuram mais o tratamento do que os homens. Hoje elas representam 62% dos pacientes e os tratamentos mais procurados são enxaqueca com 12,42%, problemas com aparelho reprodutor atingem 1,68% delas e endometriose 0,84%.

Outro dado importante registrado na pesquisa foi a procura da técnica para tratamento  infantil. Entre as crianças, a doença mais tratada é alergia que atinge 8% dos pacientes. Brasil passou a ocupar o primeiro lugar do ranking mundial dos países que mais utiliza a técnica, na sequência surgem a Suíça, Alemanha e EUA.

Alívio da dor é uma das principais aplicações

Uma das principais indicações da hipnose clínica na medicina é para alívio da dor. Durante o transe, a sensação de dor é transformada em uma sensação tolerável de calor ou formigamento. Essa técnica é aplicada em tratamentos de fibromialgia, artrite, mas foi entre pacientes de câncer que intensificou a técnica.

O uso da hipnoterapia para alivio da dor começou na década de 50 nos Estados Unidos, quando foi constatado que a hipnose aciona substâncias que o corpo produz naturalmente e que tem uma ação analgésica, isso explica o crescimento na demanda na área esportiva  e também para os pacientes de câncer.

Segundo a OMNI Brasil, em São Paulo, a hipnose clínica já faz parte da rotina de serviços do Hospital A. C. Camargo, especializado na luta contra o câncer, e ganhou espaço no Hospital das Clínicas de São Paulo (HC/SP), a instituição que serve de escola para os estudantes da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).

O uso da hipnoterapia registrou uma mudança do comportamento dos pacientes. Somente no primeiro semestre de 2019, a capital paulista registrou a incidência de tratamentos para aceitação da quimioterapia e diminuição das dores de câncer”, afirma o especialista.

Foco em identificar a raiz do problema

Especialista em usar a hipnose no sentido de programar a mente para o sucesso profissional, gestão de carreiras e saúde, Michael Arruda tem ensinado a profissionais de saúde como acessar a mente mais profunda e tratar a causa, que pode estar no subconsciente. “Aproximadamente 95% da vida humana é comandada pelo subconsciente, que foi programado para produzir os resultados estabelecidos e apenas 5% do real potencial é usado.

Para o CEO da OMNI Brasil, a hipnoterapia foge do padrão terapêutico convencional e tem foco em identificar e tratar a raiz do problema, não em minimizar os sintomas dos transtornos. “Resultados como o apresentado mostram que ela pode ser uma poderosa aliada de médicos, dentistas e outros profissionais de saúde, agindo diretamente na causa do problema em apenas três sessões”. Afirma Arruda.

Uma sessão de hipnose clínica com o processo OMNI dura de 2 a 3 horas e, muitas vezes, é suficiente. No retorno, que ocorre entre 30 e 45 dias depois, verifica o estado do cliente, os resultados que ele atingiu e se necessário é feito um reforço. Em alguns casos é necessário um segundo retorno antes de encerrar o tratamento.

Dentistas, médicos e outros profissionais usam a técnica

Primeiro foi a acupuntura. Agora, é a vez de a hipnose ser finalmente reconhecida e adotada pela medicina. O método começa a figurar entre o arsenal de recursos oferecidos por instituições de renome no mundo e já faz parte da rotina de serviços. Conforme as técnicas de hipnose são desmistificadas, o aproveitamento dela cresce e beneficia pacientes e profissionais de saúde.

O uso da hipnoterapia na medicina registra resultados satisfatórios e atraem a atenção de médicos das mais diversas áreas de atuação graças a dezenas de estudos e pesquisas conduzidas que comprovam sua eficácia. A hipnose conta com recomendações específicas nas áreas de medicina geral, psiquiatria, psicologia e odontologia.

Além dos hospitais, os consultórios odontológicos, médicos e profissionais da área de saúde começaram a usar a prática. Também aumentou o uso nos consultórios médicos, odontológicos e até nos partos. O tratamento que antes era indicado apenas para disfunções emocionais como pânico, fobias e compulsão alimentar agora é usado em tratamentos e enxaqueca, dermatológicos e intolerância ao glúten e lactose.

Perfil dos hipnoterapeutas

A pesquisa traçou também o perfil dos profissionais que trabalham com a hipnose clínica. 10% deles são médicos. Índice aumentou em 20% de 2017 a 2019, quando os profissionais da área de saúde juntos representavam apenas 8%.

No setor de hipnose clínica os homens ainda lideram. Eles representam 57,8.  22%, trabalham na área a 2 anos e 15,9% fizeram a formação de hipnose como alternativa de transição de carreira. 41,7% se dedicam profissionalmente apenas para a prática de hipnose clinica e 19% dos formados apresentam receita mensal acima de R$ 15 mil com os atendimentos.

Sobre o autor

Autor do best-seller Desbloqueie o Poder da Sua Mente, publicado pela editora Gente, o especialista começou seus estudos em hipnose aos 13 anos. Em 2015, trouxe a OMNI para o Brasil, a maior escola de hipnoterapia do mundo, presente em 26 países. Nos últimos três anos, o escritório brasileiro se tornou a maior base da instituição em todo o mundo, abastecendo o mercado com hipnoterapeutas que saem do instituto habilitados para aplicar a técnica nos tratamentos de doenças e transtornos emocionais.

Criada em 1979 na Flórida/EUA, a OMNI possui certificado ISO 9001, tanto para instituição quanto para a Formação de Hipnoterapeuta, do básico ao avançado. Primeiro no ranking global de números de alunos formados e único da América Latina certificado, o escritório brasileiro da OMNI registra mais de 20 mil vidas impactadas pela hipnoterapia.

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