Janeiro Roxo: como se proteger da hanseníase

Ação no Rio lembra dia mundial de combate e prevenção à doença que já foi conhecida como lepra e ainda hoje assusta muita gente

Redação
Em 2018, o Estado do Rio de Janeiro registrou 910 casos de hanseníase e 1.334 pessoas estão em tratamento. São 40 casos notificados em menores de 15 anos e 275 casos com algum grau de incapacidade física.
Já no município do Rio houve uma queda no número de casos de hanseníase de 2013 a 2016. No entanto, a partir de 2017, os registros mostraram aumento da incidência da doença, quando foram diagnosticados 335 novos casos, fechando o ano com 430 pacientes em tratamento.

Neste domingo (27) é comemorado o Dia Mundial de Combate e Prevenção da Hanseníase. A data, que faz parte do Janeiro Roxo, tem como objetivo chamar a atenção da sociedade durante todo o mês sobre a importância da prevenção, diagnóstico precoce e tratamento adequado da doença.

Evento na Cinelândia

Para fortalecer a conscientização da população, as secretarias municipal e estadual de Saúde realizam, neste sábado (26), uma ação na Cinelândia, das 9h às 13h, com atendimento à população, orientação e distribuição de material sobre a hanseníase.
Dentre as atividades, profissionais de saúde realizam exames clínicos com quatro consultórios da carreta do Morhan. Além disso, 12 médicos residentes em dermatologia das universidades e unidades de saúde parceiras atendem a população, com supervisão de dermatologistas da SBD-RJ. Outros doze 12 profissionais de áreas como fisioterapia, terapia ocupacional, serviço social e psicologia darão suporte nos atendimentos.
A programação do Janeiro Roxo inclui ainda a iluminação de pontos turísticos do Rio, com apoio da Rioluz e Arquidiocese. Fazem parte a sede da Secretaria de Estado de Saúde, o Cristo Redentor, os Arcos da Lapa, passarelas do Aterro do Flamengo, o Monumento Estácio de Sá, a Assembleia Legislativa e a Câmara Municipal do Rio.
O evento conta ainda com a parceria da Sociedade Brasileira de Dermatologia do Rio de Janeiro (SBD-RJ), do Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Morhan), além de universidades (UFRJ, UFF, UERJ), do Hospital Naval Marcílio Dias e da Santa Casa de Misericórdia.

IMPORTÂNCIA DO DIAGNÓSTICO

Segundo o coordenador estadual do Programa de Controle da Hanseníase, André Luiz da Silva, devido às deformidades provocadas, a doença carrega as marcas do estigma e preconceito.
“Por isso, é importante intensificarmos ações de conscientização e esclarecimento da população. Seu controle está baseado no diagnóstico precoce, tratamento e cura, assim como identificação da cadeia de transmissão e a adoção de medidas para evitar incapacidades físicas”.
Maria Kátia Gomes, coordenadora do Departamento de Hanseníase da SBD-RJ, ressalta que os pacientes diagnosticados com a doença já receberão a primeira dose do tratamento na Cinelândia.
“Será uma ação de prevenção, de educação e de atendimento à população. Os pacientes receberão a primeira dose do tratamento e serão encaminhados para a unidade básica de saúde mais próxima do seu domicílio. Temos uma meta de alcançar até 300 pessoas na região com a divulgação do carro de som que estará circulando e falando da hanseníase e atender ao menos 60 pessoas.”
Para Denise Alves, gerente de Dermatologia Sanitária da SMS, a hanseníase, doença de pele silenciosa e com alto poder de incapacitação, buscar informação e orientação é fundamental.
“É importante que você, cidadão, se informe sobre a hanseníase. Nossa rede de atenção à saúde está estruturada para garantir acesso ao atendimento e tratamento gratuito da população pela atenção primária nas clínicas da Família e nos centros municipais de saúde e quando indicado pela atenção especializada e atenção hospitalar. Esse mês, chamado de Janeiro Roxo, estão sendo desenvolvidas várias atividades educativas em nossas clínicas da família e centros municipais de saúde. Vá a uma unidade de saúde e informe-se. A hanseníase tem cura!”, orienta.

JANEIRO ROXO NAS CLÍNICAS DE FAMÍLIA

Ao longo do mês, várias ações são desenvolvidas nas unidades de Atenção Primária da Secretaria Municipal de Saúde. Dentro das clínicas da família e dos centros municipais de saúde ou nos respectivos territórios serão realizadas atividades na sala de espera, rodas de conversa, panfletagens, caminhadas, jogos lúdicos, entre várias outras ações com o objetivo de informar e orientar a população sobre a doença, com foco na identificação dos sinais e início precoce do tratamento.
Conhecida vulgarmente como lepra, a hanseníase é uma doença infecciosa e contagiosa que afeta os nervos e a pele e é causada por um bacilo. A doença tem um passado triste, de discriminação e isolamento de pacientes, devido às deformidades que causava. Sem tratamento, os doentes liberam os bacilos através do aparelho respiratório (secreções nasais, gotículas da fala, tosse, espirro), transmitindo a hanseníase para outras pessoas.
O diagnóstico precoce, além de garantir maior sucesso no tratamento, evita as deformidades e o doente deixa de liberar os bacilos, evitando a transmissão da doença para outras pessoas. É importante que o paciente faça o tratamento adequado e completo, para garantir a cura e interromper a linha de contágio.
A programação completa está disponível no site da SMS no link: https://bit.ly/2WgacH4.
Fonte: SMS e SES

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