Linfoma tem cura: Gianecchini e Celulari sabem disso

Agosto Verde Claro esclarece sobre conjunto de cânceres que afetam o sistema linfático e podem ser curados se tratados desde o início

Redação
Gianecchin e Celulari já enfrentaram tratamentos contra o linfoma (Foto: Arquivo/Reprodução de internet)

Bonitos e bons de atuação nas telinhas e nos palcos, Reynaldo Gianecchini e Edson Celulari têm em comum a luta contra o linfoma, nome de um conjunto de cânceres que afeta o sistema linfático e, se for tratado no início, tem mais chances de cura. A incidência anual da doença é de cerca de 10 mil novos casos, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), sendo que quase metade deles resulta em morte.

Os números, porém, não representam a realidade que pacientes e familiares passam da descoberta do câncer até a cura, passando pelos estágios de tratamento. Este foi um dos fatores que levaram a Organização Mundial de Saúde (OMS) a instituir o Agosto Verde Claro, mês de conscientização sobre o linfoma que, de uma forma lúdica, embasa ações que visam alertar sobre a importância do diagnóstico precoce.

O sinal mais frequente do linfoma é o aparecimento de ínguas (gânglios) na região cervical, pescoço, virilha e axilas. A doença também pode ocasionar cansaço frequente, perda de peso, transpiração fora do comum, além de a região atingida ficar enrijecida, mas indolor”, explicou o onco-hematologista Eduardo Rego, médico associado da clínica Onco Star e professor da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP).

Existem mais de 40 tipos de linfomas, divididos em dois grupos: Hodgkin e não Hodgkin. A doença ataca o sistema linfático, responsável por combater infecções no organismo humano. Os linfomas de Hodgkin ocorrem em um tipo de célula linfoide chamada Reed-Sternberge. Já os linfomas não Hodgkin são mais comuns e surgem em outras células do sistema linfático. Em ambos os casos, os linfócitos sofrem mudanças e começam a se multiplicar de forma desordenada.

Os linfomas podem estar relacionados a infecções crônicas, e outros ocorrem devido a fatores ambientais, como exposição a produtos químicos. Mas, na maioria dos casos, não é possível definir a causa. Por isso, o especialista reforça a importância do diagnóstico precoce. “Atualmente não há nenhum exame preventivo para o linfoma. Com relação ao prognóstico de vida do paciente, varia muito em relação ao estágio em que se encontra a doença, sendo que a chance de cura é bem alta naqueles que a descobrem em estágio inicial.”

Doutor Eduardo ainda destaca a importância de manter hábitos de vida saudáveis, já que pessoas com a imunidade comprometida ou com doenças genéticas hereditárias podem ter maior propensão à doença.

Tratamento

Para detectar o tipo de linfoma, é feita uma biópsia do gânglio alterado, ou seja, a análise através de microscópio para saber se a célula é maligna ou não. “É por essa análise que podemos estabelecer o melhor tratamento para cada caso. Nos linfomas indolentes (ou não malignos), o paciente passa apenas por uma observação clínica ou até um tratamento que seja intensivo, porém, de variações pequenas”, descreveu o especialista.

Para os linfomas mais invasivos, ainda são indicadas sessões de quimioterapia e, em alguns casos, radioterapia. Doutor Eduardo alerta para que, tão logo a pessoa note os primeiros sintomas, busque atendimento especializado. “A doença pode ocorrer em qualquer faixa etária, porém, é mais comum em pessoas adultas, na faixa dos 20 aos 40 anos. A incidência também é maior nos homens”, detalhou.

Câncer no mundo

Até o final de 2019, aproximadamente 18 milhões de pessoas em todo o mundo terão algum tipo de câncer. A estimativa faz parte de levantamento da Agência Internacional para Pesquisa sobre Câncer da Organização Mundial da Saúde (OMS), divulgada no ano passado. O estudo alerta ainda para a incidência de 9,8 milhões de óbitos, mais da metade dos casos.

 

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