‘Mãe: cadê meu pai?’: abandono afetivo na pauta

Livro que fala da ausência da figura paterna e aponta programas de incentivo à paternidade responsável é lançado na Bienal. Veja outros lançamentos

Redação

“Mãe: cadê meu pai?”, essa é uma pergunta que muitos filhos fazem as suas mães. São filhos que sentem no cotidiano a ausência da figura paterna. Não tem um pai que sequer lhes dê um bom dia, que se preocupe com suas atividades escolares, esteja presente nos momentos difíceis, em momentos felizes ou em datas especiais. São filhos que sentem a falta do nome do pai na certidão de nascimento, e/ou das que possuem o nome “apenas na certidão”, mas que jamais tiveram um pai na vida real.

E onde está o pai? Para responder a essa pergunta, enxugar o choro ou até mesmo acolher aqueles que sofrem a desproteção, há oito anos, o advogado Charles Bicca criou uma comunidade virtual chamada “Abandono Afetivo” e ali diariamente acolhe, orienta e dialoga, com mães e filhos vitimados pela ausência do pai. Sabe-se que muitas mães também podem abandonar, mas no grupo liderado por ele, os que mais abandonam são os homens.

Toda essa vivência foi consolidada em seu mais novo trabalho – “Mãe: cadê meu pai?”, pela Editora OWL – lançado no Rio de Janeiro nesta sexta, 30 de agosto, na 19ª Bienal Internacional do Livro

Em uma linguagem menos técnica e mais acessível ao leitor, a obra foi narrada como um embarque pelo trem da vida, em busca da paternidade responsável, e assim dividido em estações, obra está dividida em três partes principais.

O primeiro trajeto descreve um pouco da história do Movimento Abandono Afetivo, a busca de soluções para o abandono de filhos no Brasil, o forte impacto do abandono na vida dos filhos e o seu alto custo social. No segundo trajeto, traz oito histórias reais de abandono, selecionadas no grupo Abandono Afetivo. Uma experiência inédita, para tirar da invisibilidade essas pessoas e levar o leitor a compartilhar junto com elas um pouco desse triste flagelo social.

E no terceiro aborda sobre os programas de combate ao abandono, legislação, projetos, algumas possíveis soluções e uma conversa final, com pais e mães, sobre paternidade responsável e, principalmente, sobre o que podemos fazer para ajudar essas crianças e adolescentes.

Charles Bicca comenta que esse livro é uma oportunidade de dar voz às famílias que sofrem as consequências do abandono, mas também um convite à esperança e solidariedade, para provocar as mudanças necessárias, tanto sobre o contexto jurídico, mas reforçar a urgência da paternidade responsável.

Sobre o autor

Advogado há 28 anos, especialista em Direito da Família, Direito Penal e Processual Penal. É autor do livro Abandono Afetivo – O dever do cuidado e a Responsabilidade Civil por Abandono de Filhos e coautor do livro Pedofilia – Repressão aos crimes de violência sexual contra crianças e adolescentes. Na internet, lidera a maior comunidade virtual do movimento contra o abandono de filhos e de proteção à criança e ao adolescente desde o ano de 2012. Atualmente é presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Criança, do Adolescente e Juventude da OAB-DF. Informações: www.abandonoafetivo.org .

Obra de cartunista fala do respeito ao meio ambiente

Em sua 19ª edição, a Bienal Internacional do Livro é o palco ideal para curtir com os amigos, participar de bate-papos importantes, ganhar autógrafos, conhecer de perto seus autores favoritos, trazer as crianças para as atividades infantis e muito mais. Para aqueles que valorizam e praticam a educação ambiental, temos uma ótima dica a seguir:

Na terça-feira, dia 3, a partir das 16h30, o cartunista Léo Valença estará presente na Bienal do Livro Rio para lançar a obra “Passatempos Ecológicos do Lucas” (PoD Editora). O lançamento será no Pavilhão Verde R51 do Riocentro.

Lucas é um duende ecológico que ama e protege as plantas e os animais, sempre ajudando a mantê-los saudáveis e felizes. Ele é um defensor da natureza, com um jeito irreverente, perspicaz e com ações totalmente voltadas para a ética, a consciência ecológica e a sustentabilidade. Lucas busca sensibilizar as crianças e jovens para que adotem atitudes corretas em relação às questões do meio ambiente, da sustentabilidade e uma vida mais saudável.

O duende foi criado em 2012 por Valença para o livro “Almanaque Ecológico do Lucas”. Assim como o primeiro, o livro “Passatempos Ecológicos do Lucas” chama a atenção da sustentabilidade de nosso planeta de uma maneira divertida e interessante. O livro incentiva práticas que conscientizam sobre a importância da preservação ambiental através de jogos educativos como caça-palavras, testes, cartuns, quadrinhos, curiosidades e muitas brincadeiras ecológicas.

Segundo Léo Valença, os cartuns são ótimos recursos lúdicos que podem ser aplicados em atividades pedagógicas, dentro e fora da “sala” de aula. Eles podem ser utilizados para passar o conceito de sustentabilidade na educação, estimulando a percepção ambiental, quanto para a discussão de temas diversos e questões atuais, como o respeito à natureza, o aquecimento global, o destino do planeta, poluição, reciclagem.

Para conhecer mais sobre o livro, acesse o site da editora.

 

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