Musculação faz bem para quem sofre de reumatismo

Exercícios resistidos podem ser ajustados em carga, amplitudes e grau de esforço para serem adequados em qualquer situação de saúde, aponta estudo

Redação
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Os coordenadores do Instituto Biodelta apresentam, durante o 25º Encontro de Reumatologia Avançada, realizado pela Sociedade Paulista de Reumatologia nesta semana (de 23 a 25 de maio, no Maksoud Plaza), um estudo que envolve a avaliação dos pacientes com queixas de dores sobre os efeitos da musculação (treinamento resistido).

Os pacientes analisados (em sua maioria, a partir dos 50 anos) tinham como principais queixas dores nas costas, joelho, ombro, quadril e pescoço. Vale destacar que os participantes não fizeram uso crônico de medicamentos anti-inflamatórios. Em crises de dor aguda, foram utilizados habitualmente fisioterapia e medicamentos analgésicos.

Ao final do período de treinos, relataram melhora nas dores e, ainda, diminuição do cansaço, da fraqueza muscular, da ocorrência de quedas e da limitação dos movimentos.

Considerando as queixas iniciais, os porcentuais de melhora sintomática atribuídas a pratica dos exercícios resistidos são bastante relevantes do ponto de vista clínico. Além disso, o treinamento resistido tem sido demonstrado ter alto grau de aderência na população geral, particularmente em pessoas idosas, que habitualmente têm problemas articulares.

Exercícios resistidos podem ser ajustados em carga, amplitudes e grau de esforço para serem adequados em qualquer situação de saúde. O estudo conclui que “os exercícios resistidos mostraram alto grau de eficiência para melhorar a situação clínica das queixas iniciais na avaliação subjetiva dos praticante”.

Os autores da avaliação são médicos, fisioterapeutas e educadores físicos. Dr José Maria Santarem é um dos precursores do uso do Treinamento Resistido para fins terapêuticos.

SOBRE O EVENTO

O 25º Encontro de Reumatologia Avançada (ERA), maior evento da Sociedade Paulista de Reumatologia acontece em São Paulo, nos dias 23 a 25 de maio (quinta a sábado), no Maksoud Plaza Hotel. É consagrado como o segundo maior do Brasil, contará com 800 participantes, além de ser considerado o maior evento do país em número de integrantes e de expositores.

O evento irá apresentar o que há de mais recente na produção científica brasileira e internacional em reumatologia e reunir especialistas de todas as partes do país para intercâmbio de informações, experiências, pesquisas e constatações clínicas.

O encontro ainda contará com palestrantes internacionais dentro da especialidade como Haner Direskeneli, chefe da Divisão de Reumatologia e do Departamento de Medicina Interna da Universidade de Marmara, Faculdade de Medicina, em Istambul, Turquia; Dr. Xenofon Baraliakos, coordenador científico do Rheumazentrum Ruhrgebiet Herne e professor associado de Medicina Interna e Reumatologia da Ruhr-University Bochum, Alemanha; e Riekie Alten, chefe do Departamento de Medicina Interna e Reumatologia, Imunologia Clínica e Osteologia do Schlosspark-Klinik, Universidade Medicina de Berlim, onde também atua como diretora do Centro de Pesquisa em Reumatologia.

Premiação de pesquisas

Será concedido espaço para apresentação e premiação de trabalhos científicos que estão sendo desenvolvidos em ambiente universitário. Três pesquisas serão premiadas na área básica e três na área clínica e receberão o Prêmio Prof. Dr. William Habib Chahade mais um prêmio em dinheiro.

Estão inscritas pesquisas em reumatologia de pesquisadores da Faculdade de Medicina da USP, Faculdade de Ciências Farmacêuticas
da USP, Unicamp, Unifesp, Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto e Universidade Federal de São Paulo. “Trabalhos de altíssima qualidade técnica e que certamente contribuirão para maior qualidade de vida dos pacientes reumatológicos”, destaca a diretora.

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