Nódulo da tireoide é raro na infância, mas risco de câncer é 4 vezes maior

A imensa maioria dos nódulos é benigna e não oferece riscos ao paciente. Já em crianças e adolescentes, a presença de nódulos é rara, porém, quando ocorre, o risco de câncer é quatro vezes maior que em adultos

Rosayne Macedo
mulher-tireoide

Esta semana eu fiz, pela primeira vez, o exame da tireoide. Confesso que temi pelos resultados, mas a médica me tranquiilizou e, ao final do exame, estava tudo bem com minha glândula. Estima-se que 68% da população brasileira apresentem nódulos de tireoide visíveis em ecografias e cerca de 4% a 7% das mulheres e 1% dos homens tenham nódulos palpáveis.

Embora a prevalência seja alta, a imensa maioria dos nódulos é benigna e não oferece riscos ao paciente. Já em crianças e adolescentes, a presença de nódulos é rara, porém, quando ocorre, o risco de câncer é quatro vezes maior que em adultos. Por isso, quando detectado, exige uma investigação mais detalhada.

Segundo Cleo Otaviano Mesa Junior, diretor da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia – Regional Paraná (SBEM-PR), o fundamental é o médico saber triar os casos de risco para câncer de tireoide e identificar os nódulos que causam sintomas compressivos ou hipertireoidismo.

“Pacientes que apresentam sintomas de alteração na tireoide, como dor ou sensação de caroços no pescoço, alteração de voz ou rouquidão, dificuldades para respirar ou engolir, devem procurar um endocrinologista. Quando identificada na palpação alguma alteração na tireoide, o médico pode solicitar uma ecografia. Outra forma de o paciente verificar a presença de nódulos é fazer um autoexame, que consiste na avaliação da tireoide enquanto engole água, em frente ao espelho”, explica o especialista.

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Evento vai reunir profissionais

A SBEM-PR realiza, neste sábado (9 de junho), o Simpósio de Atualização em Endocrinologia com o tema “Nódulos de tireoide – Controvérsias e mudanças de nomenclatura”. O evento, aberto a acadêmicos, residentes e médicos, contará com a discussão de casos clínicos e temas como nódulos de tireoide com citologia indeterminada e a nova versão da classificação Bethesda, com mudanças no risco de câncer.

A prevalência, diagnóstico e conduta da NIFTP, antiga variante folicular do carcinoma papilífero, encapsulada e não invasiva, que não é mais considerada um câncer – e sim uma neoplasia de potencial maligno incerto -, também serão temas do Simpósio.

O objetivo do evento é atualizar os médicos sobre as classificações citopatológicas, orientar sobre a conduta em nódulos cuja a citologia é indeterminada e esclarecer o que é a NIFTP e o que fazer com esse diagnóstico”, revela Mesa Junior, um dos organizadores do evento.

Fonte: SBEM-PR, com Redação

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