‘O esporte me ajudou a superar as sequelas que a meningite deixou’

Ouro nos Jogos Parapan-Americanos 2019, Andrey Garbe estrela campanha de prevenção. Pesquisa mostra que pais desconhecem que filhos estão desprotegidos

Redação
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Andrey Garbe teve uma trombose em decorrência da meningite meningocócica com um ano e quatro meses de idade, resultando na amputação da perna direita. Hoje, aos 23 anos, é nadador e medalhista de ouro nos Jogos Parapan-Americanos de Lima, em 2019.
A meningite é uma doença muito séria. O esporte me ajudou muito a superar as sequelas que a meningite deixou e mudou minha vida nesse sentido. Sou muito feliz, convivo bem com as pessoas ao meu redor, porque entendendo que todos somos iguais”, conta.
O atleta é um dos protagonistas da campanha “Juntos contra a Meningite”, lançada nesta quarta-feira, dia 1º de julho, que traz as histórias de mais dois sobreviventes reais: o pequeno João Marcos, de 2 anos, diagnosticado aos dois meses de idade, e Jessyca Oliveira, que, apesar das graves consequências, hoje, aos 14 anos, é um exemplo de superação.
A questão merece uma ação de conscientização. Uma pesquisa recente encomendada pela farmacêutica britânica GSK revela que pais e mães desconhecem que seus filhos podem não estar imunizados contra todos os cinco sorogrupos mais comuns da meningite meningocócica.
A pesquisa foi conduzida pelo Instituto Ipsos MORI com 3.600 pais ou responsáveis em oito países (Brasil, Austrália, Estados Unidos, Alemanha, Reino Unido, Espanha, Itália e Grécia). No Brasil, 500 responsáveis com filhos com idades entre 2 meses e 10 anos foram entrevistados entre 27 de março e 15 de abril de 2019. A amostra foi composta por 70% do público feminino e 30% masculino.

João Marcos, de 2 anos, foi diagnosticado aos dois meses de idade (Foto: Divulgação GSK)

Confira os principais resultados

– 59% dos responsáveis no Brasil sabem que a meningite é uma doença incomum, porém grave;
– 50% sabem que ela pode deixar sequelas severas, como perda auditiva e perda de membros;

– 52% dos entrevistados não sabem que existem esses diversos tipos de meningite meningocócica (sorogrupos);
– 63% não sabem que diferentes vacinas contra a doença oferecem proteção contra sorogrupos distintos da meningite;
– 51% dos responsáveis brasileiros não têm certeza sobre a atualização da carteira de vacinação dos filhos com relação à meningite.

Vacina em tempos de pandemia

Jessé Alves, infectologista e gerente médico de vacinas da GSK, afirma que, mesmo nesse momento de isolamento social que estamos vivendo, a recomendação das principais instituições mundiais de saúde é de que a população não deixe de se imunizar e manter a vacinação de rotina de toda a família em dia para prevenção contra doenças graves como a meningite meningocócica. 
Esses sobreviventes reais são exemplos inspiradores e poderosos para este alerta sobre a gravidade da doença e a rapidez com a qual ela se desenvolve. Esse diálogo ganha força ainda mais nesse período de pandemia, onde a importância de uma vacina e seus benefícios para a eliminação de doenças nunca estiveram tão em alta”, afirmou.
Com veiculação em canais de televisão, mídia impressa e redes sociais, a campanha  “Juntos contra a Meningite” espera sensibilizar cerca de 36 milhões de mães e pais por todo o país, com objetivo de mostrar as consequências a longo prazo desta doença incomum, porém, séria, e de estimular conversas entre pais, mães e profissionais de saúde sobre os diferentes tipos e todas as formas de prevenção.
O público poderá ver a campanha em canais de televisão, mídia impressa e redes sociais que terão links para o site www.juntoscontrameningite.com.br, onde serão disponibilizadas mais informações.
 Jessyca Oliveira, de 14 anos, teve que amputar as duas pernas por causa da doença (Foto: Divulgação GSK)

Sobre a Doença Meningocócica

A meningite meningocócica é uma infecção bacteriana das membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal, podendo causar sequelas e até mesmo levar a óbito. Dados do Ministério da Saúde mostram que, em 2019, foram registrados 1.037 casos de doença meningocócica no Brasil, sendo que as regiões Sudeste (556 casos), Sul (182 casos) e Nordeste (176 casos) apresentaram os maiores números de casos notificados.

Diferentemente do que muitos acham, a meningite meningocócica não é uma doença só de criança. Até 23% dos adolescentes e adultos jovens podem ser portadores da bactéria e podem transmiti-la para outras pessoas através da saliva e partículas respiratórias, sem necessariamente desenvolver a doença. A vacinação é a principal forma de prevenção contra a doença. Outras formas para a prevenção incluem evitar aglomerações e manter os ambientes ventilados e limpos.

Atualmente, existem vacinas para a prevenção dos cinco sorogrupos mais comuns no Brasil, as vacinas contra a meningite meningocócica causada pelo tipo B e as vacinas contra os tipos A, C, W e Y. A vacina contra os tipos A, C, W e Y, por exemplo, é recomendada nos calendários das sociedades médicas a partir dos 3 meses de idade, bem como para jovens. A vacina para a prevenção da meningite meningocócica causada pelo tipo B é recomendada a partir dos 3 meses de idade pelas sociedades médicas.

Nos postos de saúde, a vacina contra a doença causada pelo meningococo C é disponibilizada para crianças menores de 5 anos de idade e adolescentes de 11 a 12 anos. Além desta, a vacina ACWY também é disponibilizada desde maio deste ano pelo Programa Nacional de Imunizações para adolescentes de 11 e 12 anos.

Sobre a campanha “Juntos contra a Meningite

A campanha apresenta sobreviventes reais da meningite meningocócica e suas famílias em vídeos curtos que serão exibidos em televisão, além de material em veículos impressos e redes sociais, direcionados para pais de crianças e adolescentes. Os vídeos estão disponíveis no Canal #JuntosContraMeningite no YouTube.

Vários conceitos de sensibilização à doença foram testados com pais, mães e profissionais de saúde – incluindo conceito que não mostra as consequências reais da doença. A mensagem sobre proteger contra todos os sorogrupos da doença meningocócica, com vacinas disponíveis, foi o conceito que a maioria dos entrevistados disse que os motivaria a falar com profissionais de saúde.

Os sobreviventes apresentados na campanha convivem com possíveis sequelas a longo prazo da doença, variando de consequências menos visíveis, como próteses auditivas até prótese para perda de membros. Os personagens reais participaram voluntariamente da campanha e foram remunerados. As filmagens no Brasil ocorreram no Rio de Janeiro, Belo Horizonte e São Paulo.
Da Assessoria GSK, com Redação
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