Firme e forte contra a osteoporose: sol, cálcio e caminhada ajudam

Osteoporose atinge cerca de dez milhões de pessoas no Brasil. Doença incapacita e restringe a vida independente, causando até artrite. De cada três pacientes que sofreram fratura no quadril, um tem osteoporose

Rosayne Macedo
Caminhada-Osteoporose Prática regular de exercícios físicos ajuda a prevenir o câncer (Foto: Reprodução de internet)

Caminhada-Osteoporose

Manter-se saudável e ativa ao longo da vida é o desejo de muita gente, especialmente das mulheres, reconhecidamente as que mais se preocupam com a saúde e sabem cuidar dela. Mas é preciso estar alerta e prevenir um problema que pode estar presente na maior parte da vida delas após uma “certa idade”. É a osteoporose, causada pela diminuição da quantidade de cálcio no esqueleto ao longo da vida.

O Dia Mundial da Osteoporose, celebrado em 20 de outubro, chama atenção para o problema que, segundo dados da Fundação Internacional de Osteoporose (IOF), atinge cerca de dez milhões de pessoas no Brasil.

A doença osteometabólica, mais comum na prática clínica, resulta em incapacidade e restrição à vida independente em níveis semelhantes a artrite, por exemplo. A osteoporose está relacionada a maior risco de fraturas, principalmente na coluna, quadril e punho. Pesquisa revela que de cada três pacientes que sofreram fratura no quadril, um tem o diagnóstico de osteoporose; e deste número 80% não recebem nenhum tratamento específico para a doença.

Apesar de as pessoas terem consciência do impacto da osteoporose na qualidade de vida, ainda desconhecem as formas de prevenção e quando deve começar. Por se tratar de uma doença relacionada aos ossos, muitas pessoas acreditam que a osteoporose deve ser uma preocupação apenas dos idosos. Porém, os cuidados devem começar cedo e perdurar por toda a vida. Com isso, os riscos de desenvolver a doença podem ser consideravelmente reduzidos e os hábitos são determinantes para isso.

Sol, mais cálcio e atividade física

Atividade física, consumo regular de cálcio e vitamina D são fundamentais para a manutenção de ossos fortes e saudáveis. Níveis adequados de cálcio, que podem ser obtidos na alimentaçãoe de vitamina D, cuja principal fonte é o sol, podem prevenir ou até reverter em parte a diminuição da massa óssea e, quando indicado, podem ser prescritos medicamentos específicos. 

A presidente da Associação Brasileira de Avaliação Óssea e Osteometabolismo (Abrasso), Marise Lazaretti Castro, explica que exercícios de alto impacto e com carga são ideais para aumentar e preservar a massa óssea.  “O sedentarismo é muito ruim para a saúde corpórea. Então, caso não possa praticar exercícios de impacto ou de musculação, as caminhadas diárias são alternativas fáceis para contribuir com a resistência óssea”, orienta.

O cálcio tem a função de tornar a estrutura óssea mais resistente e sua ingestão tem recomendações específicas por faixa etária. Entretanto, a vitamina D é fundamental para sua absorção no intestino e o exercício promove a fixação do mineral. O sol é fundamental para a saúde e o funcionamento do corpo. Por meio dele, o organismo obtém a vitamina D, que melhora a absorção do cálcio, fortalecendo os ossos, junto com a atividade física.

A vitamina D é produzida na pele por meio da exposição solar (10 minutos ao dia, sem proteção nos braços e pernas) e precisa estar em níveis normais no sangue para que o cálcio dos alimentos seja absorvido, caso contrário apenas 10% do nutriente serão aproveitados.

Nem sempre, porém, é possível consumir a quantidade suficiente de produtos lácteos ou absorver tudo o que se consome, a suplementação de cálcio e vitamina D deve ser avaliada para a prevenção e tratamento da osteoporose. Caltrate D, por exemplo, se apresenta como um aliado de quem não consegue consumir a quantidade de cálcio e vitamina D necessária apenas na alimentação e sol.

“O suplemento traz em sua formulação o complemento de cálcio combinado a 100% da ingestão recomendação diária de vitamina D responsável por aumentar a absorção de cálcio no organismo, e contribuir para a desaceleração da perda do cálcio, mantendo os ossos saudáveis”, explica o diretor médico para América Latina da Pfizer Consumer Healthcare, Luiz Henrique S. Fernandes.

 

Saiba mais sobre a doença

O que é?

A Organização Mundial de Saúde (OMS) define osteoporose como sinônimo de Densidade Mineral Óssea (DMO) diminuída. A doença consiste na perda acelerada de massa óssea, que ocorre durante o envelhecimento. É causada quando há desequilíbrio entre a síntese e a reabsorção da matriz óssea, com predominância da perda

Quando surge?

“A osteoporose é um problema comum nas mulheres após a menopausa, pois com a queda acentuada dos níveis de estrogênio reduz-se o nível de osteoprotegerinasubstâncique ajuda a manter microestrutura óssea tornando-a mais frágil e aumentando a probabilidade de ocorrerem fraturas, que podem ter graves consequências”, explica a endocrinologista Amalia Lucy.  

O que pode causar?

Há uma grande influência genética, afetando muito mais as mulheres do que os homens. Muitos medicamentos podem provocar osteoporose, como os glicocorticoides (principal causa), anticonvulsivantes, quimioterápicos, doses excessivas de hormônio tireoidiano (usadas em pacientes com câncer de tireoide), pioglitazona (para diabetes), entre outros.

Existem outras causas?

“É necessária uma investigação, pois várias doenças também podem cursar com a osteoporose, como menopausa precoce, hiperparatireoidismo, síndromes de má absorção, artrite reumatoide, mieloma múltiplo, anorexia nervosa e hipercalciúria, entre outras”, comenta Sergio Setsuo Maeda, endocrinologista diretor da Sbem-SP.

Como diagnosticar?

Em geral, a doença é assintomática, sendo detectada pelo exame de densitometria óssea. Também pode ser descoberta pelas fraturas que geralmente ocorrem em coluna, punho e quadril, decorrentes de um mínimo trauma como cair acidentalmente. A cifose e a perda de altura são sinais do exame físico e da história clínica que podem sugerir a presença de fratura vertebral, que em muitos casos é assintomática.

Como evolui?

O agravante é que se trata de uma doença silenciosa que, na maioria das vezes, evolui de forma assintomática. “Pouco a pouco os ossos vão se tornando porosos como uma esponja, até um ponto que fraturamEm idosos é difícil distinguir se eles caem porque fraturam o osso (espontaneamente) ou se fraturam porque caem. Já nos homens, a osteoporose é mais comum depois dos 65 anos, entre viúvos e sedentários. Cerca de 2 mil brasileiros morrem anualmente em consequência de complicações de fraturas desta doença”, alerta Amália.

Como prevenir?

O  principal objetivo da prevenção e do tratamento é evitar fraturas, que ocorrem mais comumente em locais como coluna, punho, braço e quadril. Nos idosos, a osteoporose pode levar a dores crônicas, dificuldades para respirar e se locomover, com consequente diminuição da qualidade de vida”, destaca a médica.  Já é possível estimar o risco de fratura através de um escore que leva em consideração informações como etilismo, uso de certas medicações entre outros critérios

Como tratar? 

Envolve a adequação do cálcio e vitamina D, vindos pela dieta ou suplementos, associados a medicamentos ativos no tecido ósseo, como os antirreabsortivos (que diminuem a destruição óssea) ou formadores de osso, que devem ser considerados para uso por tempo determinado ou a depender do quadro do paciente, conforme julgamento médico. “Os atuais tratamentos não revertem a perda óssea completamente. Na maioria das vezes o diagnóstico acontece após uma fratura ou com doença já avançada. Sendo assim, a melhor estratégia é prevenir ou buscar ativamente, com exames como a densitometria óssea, além de acompanhamento com especialista“, finaliza a especialista 

Campanha Seja Firme e Forte Contra a Osteoporose

Com o slogan “Seja Firme e Forte Contra a Osteoporose”, os especialistas da Abrasso promovem entre sexta-feira e domingo (20 a 22) uma série de atividades para celebrar o Dia Mundial da Prevenção e Combate à Osteoporose (20 de outubro). A campanha, realizada anualmente, este ano estará com programação voltada à população nas cidades de São Paulo (SP), Curitiba (PR) e Niterói (RJ).

Em São Paulo, o destaque será o Projeto Casa Segura, desenvolvido pelo arquiteto Gabriel Casadei Pietraroia, com apoio e supervisão da FAU – Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP. “São dicas simples, mas que farão muita diferença na adaptação de necessidades especiais que surgem com o envelhecimento e dificuldades motoras. Várias destas dicas são úteis para o planejamento de novas construções de casas e apartamentos, pensando no envelhecimento de seus moradores”, ressalta a médica endocrinologista Marise Lazaretti Castro, presidente da Abrasso.

A população terá, ainda, acesso ao Teste do Calcâneo (exame que avalia a massa óssea do indivíduo por meio de uma ultrassonometria do calcanhar para identificar a osteoporose) e ao teste de Frax, desenvolvido através de questionário para estimar a probabilidade de fraturas de acordo com os fatores de risco relatados na pesquisa. “O teste do calcâneo é simples e não incisivo, com duração de apenas 60 segundos, com resultado imediato”, informa a especialista. Com os resultados do Frax em mãos, se necessário, a pessoa é orientada a buscar atendimento médico especializado. Orientações nutricionais e atividades físicas direcionadas também serão oferecidas durante a campanha.

 

Fonte: Abrasso, Sbem-SP, Pfizer e Amalia Lucy

 

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