Pandemia causa mais danos à saúde mental de mulheres do que de homens

Pesquisa da Ipsos mostra que 59% relataram ansiedade ou depressão. Outra pesquisa do Ibope aponta que dobrou o número de brasileiras ansiosas

Redação

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, o Brasil é o país com o maior número de pessoas ansiosas do mundo. Com a chegada da Covid-19, é claro que esse quadro piorou: a busca por assuntos relacionados à ansiedade está na maior alta já vista no país. E, quando olhamos para as mulheres, esses dados podem ser ainda mais intensos.

A pesquisa “Women’s Forum”, realizada pela Ipsos com entrevistados dos países do G7 (Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido), evidenciou o alto impacto da crise do novo coronavírus no bem-estar feminino. Segundo os resultados do levantamento, as mulheres têm sido mais afetadas por estresse, medo e um sentimento de desamparo do que os homens desde o início da pandemia.

Já outra pesquisa recente no Brasil, conduzida pelo IBOPE Inteligência via internet, feita a pedido da marca de medicamentos antroposóficos Weleda, revelou que dobrou o número de casos de ansiedade entre as mulheres desde o início da pandemia. 

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Autoestima das mulheres também é mais afetada

Os participantes da pesquisa da Ipsos – de ambos os gêneros – identificaram, a partir de uma listagem, quais situações estavam vivenciando como consequência da Covid-19. Entre as mulheres, 59% disseram estar com ansiedade, depressão e/ou esgotamento. Já entre os homens, foram 46%. Além disso, 73% das ouvidas afirmaram ter medo do futuro, contra 63% do sexo masculino.

Outra questão constatada pelo estudo foi a carga mental experienciada mais fortemente por mulheres: 46% acreditam estar fazendo mais do que outros por pessoas fragilizadas ao redor. Entre os homens, são 40%. Ademais, 46% das participantes do gênero feminino sentem que ninguém as ajuda; por outro lado, 39% no grupo masculino têm a mesma percepção.

A autoconfiança também foi minada: 43% das pessoas do sexo feminino disseram que perderam a confiança em si em decorrência da pandemia de Covid-19. Comparando com os homens, há uma diferença de 10 pontos percentuais: são 33%.

A questão da abdicação ao tempo para autocuidado também foi mencionada. 40% das mulheres afirmaram ter menos tempo para si próprias, contra 34% dos respondentes do gênero masculino. Por fim, 49% das participantes relataram que não conseguem dedicar tempo suficiente para garantir que estão em boa saúde. Entre os homens, são 43%.

A pesquisa on-line foi realizada com 3500 entrevistados – 500 de cada país – Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido. Os dados foram colhidos entre os dias 17 e 31 de agosto de 2020.

Jovens brasileiras do Nordeste são as que mais sofrem

Já na pesquisa da Welleda, um dado que chama atenção é que a ansiedade é mais frequente entre as mais jovens (20 a 29 anos) – 50% delas dizem que sempre apresentaram o quadro -, mas com a chegada da pandemia o número aumenta em mais 34%. As moradoras do Nordeste (42%) foram as que mais se mostraram mais ansiosas neste período, comparadas com as residentes do Sul (33%) e Sudeste (35%).

E quanto mais jovem maior é a frequência do sentimento – 53% das mulheres entre 20 e 29 anos se sentem impotentes a maior parte ou todo o tempo, comparado com 37% (entre 30 e 39) e 31% (entre 40 e 50). As mulheres do Nordeste também lideram o ranking nesse sentido, 58% delas se sentem impotentes a maior parte do tempo, contra 29% do Sul e Sudeste.

O mapeamento da Welleda revelou também que a ansiedade vem acompanhada de outros sintomas que só aumentaram durante a pandemia: 79% das entrevistas se disseram irritadas, 66% apresentaram quadros de tensão muscular e 59% tiveram crises de enxaqueca com maior frequência. O levantamento também mostrou que o sentimento de impotência diante dos desafios que o novo coronavírus impôs é quase unânime, apenas 3% disseram não se sentirem desta maneira em nenhum momento. 

Antes os problemas eram distraídos com saídas e viagens, mas essa situação nos fez olhar para dentro. A pandemia nos trouxe para o lugar de enfrentamento com o outro e com nós mesmos, mas para quem não estava preparado não está fácil”, afirma Fabrício Dias, médico especialista em antroposofia.

Uso de medicamentos aumentou

As atividades físicas sempre foram a principal forma de aliviar esses sintomas, mas devido à dificuldade de manter os exercícios com o isolamento, algumas mulheres abandonaram essa prática. Com isso, a utilização de medicamentos tarjados e naturais (38% e 29%, respectivamente), da meditação (34%), da religiosidade (34%) e da psicanálise (30%) aumentaram.

As razões para se escolher um medicamento natural vai muito além das tendências. Entre as entrevistadas as razões são bastante variadas: não causam dependência (64%), não agridem o corpo como os tarjados (54%), aliviam sem prejudicar outros órgãos (55%), são bem tolerado pelo organismo (55%) e não tem efeito colateral (49%). 

Para quem já vem cuidando da mente, mas busca outros meios naturais de manter esse equilíbrio, o mercado oferece algumas soluções. Uma delas é o Bryophyllum da Weleda, um medicamento antroposófico indicado para o tratamento auxiliar nos sintomas de angústia, irritação e ansiedade. O produto promete “processos exclusivos de adubação do solo com prata e a vitalidade da planta Bryophyllum para trazer o reequilíbrio das nossas emoções a cada gota, refletindo  o verdadeiro eu de quem consome”.

Com Assessorias

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