‘Quando tive sarampo minha mãe achou que eu iria morrer’

Para aumentar a cobertura vacinal contra doenças que pareciam já erradicadas no Brasil, o Ministério da Saúde realizará entre os dias 6 e 31 de agosto a Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite e o Sarampo

Rosayne Macedo

Quando criança, tive sarampo e não me lembro de muita coisa. Só que fiquei muito magra, abatida e sem forças. Minha mãe me levou até na benzedeira do bairro para conseguir a cura – ela achava que eu fosse morrer! Hoje, passados quase 40 anos, vemos novamente essa doença que parecia já erradicada, assustar a população. A doença, transmitida por vírus, provoca manchas vermelhas no corpo, febre alta, tosse, coriza, conjuntivite e pontos brancos na mucosa bucal. O sarampo já foi uma das principais causas de mortalidade infantil no país e pode deixar sequelas neurológicas.

No Estado do Rio de Janeiro, os dois primeiros casos da doença foram confirmados pela Secretaria de Estado de Saúde. As amostras foram analisadas pela Fiocruz,  laboratório de referência do Ministério da Saúde. Desde a primeira suspeita da circulação de sarampo, a SES e a Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro têm trabalhado em parceria. No dia 3 de julho, a SMS realizou ação de vacinação de bloqueio no campus da Faculdade de Direito da UFRJ, onde estudam as pacientes que tiveram os casos confirmados e em parceria com a SES tomou uma série de medidas de prevenção e análise dos casos.

A proteção contra o sarampo faz parte das vacinas Tríplice Viral e Tetra Viral, disponíveis conforme calendário de vacinação do Ministério da Saúde para crianças entre 12 e 15 meses. A cobertura vacinal contra a doença para crianças de 1 ano no estado é de 95% . Devem ser vacinadas as crianças de até um ano e adultos de  até 49 anos que não tenham sido imunizados. Aqueles que tomaram as duas doses da vacina não precisam tomar nova dose.

Campanha nacional de vacinação começa dia 6

Para aumentar a cobertura vacinal contra doenças que pareciam já erradicadas no Brasil, o Ministério da Saúde realizará entre os dias seis e 31 de agosto a Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite e o Sarampo. A meta é evitar a reintrodução do vírus selvagem da poliomielite, bem como vacinar os menores de cinco anos contra o sarampo e a rubéola. Deverão ser vacinadas crianças de um ano até quatro anos, 11 meses e 29 dias.

Xuxa, a eterna rainha dos baixinhos, será a madrinha da campanha. A gravação do vídeo publicitário aconteceu nesta quarta-feira (11). O filme, gravado em 3D, faz uma viagem ao passado, nas décadas de 80/90, quando a Xuxa despontou como rainha dos baixinhos. Essa também foi a época do nascimento do Zé Gotinha e quando o Brasil assumiu os compromissos de eliminar o sarampo e a poliomielite. Sempre engajada em proteger as crianças, a rainha dos baixinhos não cobrou cachê.

Vacinar é Proteger! 🙏 Crianças de 1 a menores de 5 anos de idade. Equipe X

Publicado por Xuxa em Quarta-feira, 11 de julho de 2018

Em Macaé, a Secretaria de Saúde irá disponibilizar 27 postos de imunização. O Dia D da campanha acontecerá no dia 18 de agosto, sábado. No município, a tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) está disponível em todas as unidades de saúde, mesmo fora do período da campanha nacional. O atendimento na Casa da Vacina e nos postos do Parque Aeroporto e da Imbetiba é de segunda a sexta-feira, de 8 às 17 horas. Nas demais unidades, a vacinação é oferecida em dias e horários específicos, mediante agendamento, para otimização dos frascos com as doses.

Sarampo no Rio: alerta para volta de doenças já erradicadas

Saiba mais sobre as doenças

A poliomielite e o sarampo são doenças de notificação compulsória e o país tem compromissos internacionais para erradicar e eliminar estas doenças.

Pólio – A poliomielite é uma doença infectocontagiosa viral aguda, caracterizada por um quadro de paralisia flácida, de início súbito. Acomete em geral os membros inferiores, de forma assimétrica, tendo como principais características a flacidez muscular, com sensibilidade preservada, e a ausência de reflexo no segmento atingido.

A transmissão ocorre por contato direto pessoa a pessoa, pela via fecal-oral (mais frequentemente), por objetos, alimentos e água contaminados com fezes de doentes ou portadores, ou pela via oral-oral, através de gotículas de secreções da orofaringe (ao falar, tossir ou espirrar).

Sarampo –sarampo é uma doença infecciosa com erupções na pele aguda, transmissível e extremamente contagiosa, podendo evoluir com complicações e óbito, particularmente em crianças desnutridas e menores de um ano. A transmissão ocorre de pessoa a pessoa, por meio de secreções respiratórias, no período de quatro a seis dias antes do aparecimento da lesão até quatro dias após.

Tire suas dúvidas

O médico da Secretaria de Estado de Saúde, Alexandre Chieppe, orienta sobre as formas de prevenção.

Como é possível se proteger do sarampo?

A única maneira de evitar o sarampo é por meio de vacinação. As doses já fazem parte do calendário do Ministério da Saúde há muitos anos. A vacina Tríplice Viral protege não só contra o sarampo, mas também caxumba e rubéola e está disponível a qualquer época do ano nos postos públicos de saúde dos municípios.

Quem deve ser vacinado?

Crianças com 12 meses de idade devem ser vacinadas em duas doses, uma três meses depois da outra. A cobertura vacinal contra o sarampo para crianças de 1 ano no estado é de 95%. Adultos de até 49 anos que não tenham sido imunizados também devem procurar os postos de saúde. Aqueles que tomaram as duas doses da vacina não precisam tomar nova dose.

E quem não lembra se foi vacinado?

Essas pessoas devem procurar um posto de vacinação para avaliar a necessidade de se proteger contra o sarampo com a vacina.

Quais são as contraindicações da vacina?

Grávidas não devem se vacinar, pessoas com alergia grave comprovada aos componentes da vacina ou com depressão importante do sistema imunológico também não.

Quem vai viajar para fora do Brasil precisa estar com a vacina em dia?

Todos devem avaliar seu calendário vacinal, quem está com viagem marcada para fora do país ou não.

O que fazer em caso de sintomas parecidos com os do sarampo? 

É muito importante procurar uma unidade de saúde. Não se deve usar medicamentos por conta própria.

Fonte: SES

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